quinta-feira, 9 de julho de 2009

Uma pequena constatação:

Os homens são todos uns grandes filhos da puta.

Hoje eu descobri que sofri a maior humilhação que alguém no CCS pode sofrer: fui trocada não só por alguém que mora na PALHOÇA. Fui trocada por uma guria que faz ENFERMAGEM e mora na PALHOÇA.

Enfermagem. Palhoça.

Sério? Sério?

Porra, eu devo ser muito baranga mesmo. Agora, se vocês me dão licensa, vou ali me matar. Beijos, vejo vocês na minha próxima encarnação.

domingo, 5 de julho de 2009

O dia em que o SUS salvou minha faculdade

Um dia alguém da Secretaria Municipal de Saúde acordou e pensou: "puxa vida, acho que vou juntar os funcionários públicos mais burros, mal-comidos e preguiçosos para foder com algo que deveria ser útil para a sociedade". Assim surgia a equipe de uma ULS (unidade local de saúde).

Outro dia, alguém na universidade achou que seria divertido foder com o dia dos aluninhos - porque nós não temos o que fazer mesmo, essa faculdade período integral é PURA BRINKS - obrigando-os a desfrutar uma agradável tarde de quinta-feira aprendendo com a equipe da ULS o que estes sabem fazer de melhor: absolutamente nada.

Daí um dia eu e uma cotista colega estávamos sentadas na sala de espera fazendo, ADIVINHEM, absolutamente nada quando ela resolveu ir ao banheiro. Nisso, nosso supervisor me informou que havia a possibilidade de uma de nós assistir a um matriciamento psiquiátrico (googleie porque eu não vou explicar). Eu deveria esperar minha amiga cotista linda voltar do banheiro para debatermos como sair de tal situação infeliz e decidirmos quem iria aproveitar a oportunidade de olro que nos foi tão carinhosamente oferecida.

Leia a minha biografia. Viu ali onde fala que eu sou vadia E inescrupulosa? Então.

Quando ela voltou, falei que era pra ela ir pra vacinação ficar ouvindo a enfermeira balofa falar sobre como a raiva pode ser transmitida inclusive por mordidas de bovinos - veja você que inusitado - enquanto eu ia acompanhar uma consulta. Mas ela não precisava se preocupar porque assim que acabasse a primeira, eu ia sair de fininho e trocar com ela. Hihihi. I'M BAD.

Corri, me enfiei na sala junto com a médica e o psiquiatra, e acompanhei dois matriciamentos. O primeiro, uma mãe de um presidiário chorava as pitangas, reclamando da baixa dose de diazepam que deram pra ela, e no segundo, uma faxineira discursou sobre como tinha sido espancada, estuprada e aterrorizada durante toda a vida dela enquanto o psiquiatra aumentava a dose do antidepressivo dela.

Substitui "mãe de presidiário" por "mãe de um universitário drogadinho" e "faxineira" por "madame que foi trocada pelo marido" e lágrimas escorreram por minha face porque, JESUS, é isso que eu quero da minha vida.

E foi assim que o SUS alegrou o meu dia e me lembrou do que que eu tô fazendo nessa porra dessa faculdade.

Fim.

Meu ídolo




Mais pão duro e mais mercenário do que eu.
Talvez eu não esteja no caminho tão errado assim.

Como disse um amigo há um tempo atrás;


ontem, na verdade:

"Cara, não sei qual é o teu problema. Mas a solução é essa aqui"

E apontou pra uma garrafa de cachaça.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Oi, tudo jóia?

Deveria estar estudando. Estudando não, decorando a prova do semestre passado, porque estudar é coisa de gente que vai pegar a minha residência daqui a alguns anos. E como Marcelo D2 um dia me confidenciou, "quem nasceu pra malandragem não quer ser dotô". Bom, acho que eu nasci pra malandragem.

Depois de dias escolhendo um pseudônimo para postar neste adorável blog, convidada pela minha querida Natasha, lembrei-me do meu passado longínquo, quando a Mansão de Luxo da Barbie ainda habitava o quarto de onde escrevo.

Minhas aventuras loiras sempre tinham duas protagonistas: Patrícia, boazinha amante dos animais e dos biocombustíveis e Vanessa, a louca má desvairada sem escrúpulos. Não sei qual era a minha fixação por estes nomes. Não tinham muitos Kens nas Lojas Americanas naquela época, então Patrícia e Vanessa viviam num eterno duelo pelo Ken Malibu e seu calção alaranjado. Esperto ele, que aproveitando-se da lei da oferta e da procura, dava uns catos nas duas com força. Enfim.

O meu ponto é: eu sempre queria ser como a Patrícia. Politicamente correta, fofa e compreensiva. De uns tempos pra cá, descobri que o legal mesmo é ser a Vanessa. As Patrícias que queimem na fogueira do inferno, porque hoje, minha gente, acordei meio Vanessa. E algo me diz que isso vai demorar pra passar.

Então oi, meu nome é Vanessa. Com "v" maiúsculo, de vadia. Va-di-a. Em todos os sentidos. Entendeu? Ok.

Que venham os mosquitos.

terça-feira, 30 de junho de 2009

A Lenda de Billie Jean (2)

MITO é MITO. E merece dois posts seguidos.

Claro que este será muito menor do que o anterior, até porque, ao contrário do que se espera de alguém que tem um blog, a escrita nunca foi o meu forte. Na verdade a sensação que me vem quando estou diante de um novo post do blog com, aparentemente, mais de 100 linhas, ou de um livro com mais de 100 páginas (sem figuras, mais de 5), uma questão de 6 linhas de direito processual, entre outros, é a mesma que vem a alguns - dentre eles o meu provável único leitor, MAC - quando está diante do inofensivo X na matemática. Provavelmente pensar em ler a trilogia do senhor dos anéis seja equivalente a incluir o Y e Z na mesma equação, com parênteses e colchetes.

Ainda assim, estou aqui para comentar sobre a perda do tio Michael Jackson. Apesar de um tanto infantil e piegas, "tio" pra mim é status superior a "sir". E se antes somente uma pessoa poderia lançar um cd póstumo denominado "Legend", também posso afirmar que esta também era uma das únicas que merecia ser chamada, por mim, de "tio".

Michael Jackson é o unico ser com quem eu já me peguei imaginando a seguinte cena: antes do show começar, a porta do camarim entreaberta e lá estava Michael, sentado no banquinho, talvez um pouco pensativo, esperando a hora do show começar. Sim, vamos ignorar os prováveis 500 seguranças e mais 80 pessoas lá dentro do negócio. Retomando: Michael sentado, olhava para o chão, talvez um pouco triste. Eu entro lá sem que ninguém me veja, chego perto e falo baixo: "Michael, eu acredito em ti." E peço um abraço. E, claro: "Me ensina a fazer o moonwalk? RSRS"

Claro que eu tenho noção de que essa situação seria impossível. O fato é que agora eu tenho certeza disso, pois ele não está mais entre nós. Mas em algum lugar está, e inventando uns passos legais com Gesus.

O post dedicado termina com, talvez, a maior homenagem espontênea ao Mito já exibida na televisão brasileira. Ao menos a mais genuína delas. Atalho para o tubão:


domingo, 28 de junho de 2009

A Lenda de Billie Jean


De uns anos pra cá - dois, talvez três - eu peguei um costume muito peculiar. Passei a adotar gírias em meu cotidiano. Mas não gírias comuns, e sim gírias de fontes midiáticas, predominantemente da Internet. Não eram coisas nerds e geeks como owned, pwned e coisas parecidas, apesar de ter me pego duas vezes pensando comigo mesmo "esse cara foi ownado".

Essas gírias são gírias, e também servem de adjetivos. Gramaticalmente, elas são substantivos. Uso-as para fazer homenagem, completar a descrição de alguém, etc. Exemplos?


Mestre.

Schwarzenegger é um mestre. Mestre Schwarzenegger. Mestre Stallone. Mestre Van Damme. Mestre Bruce Willis. Recentemente, Jason Statham tornou-se um mestre. Não só de filmes provém os mestres. Eles veem da música, futebol, cultura pop, cultura inútil, cultura nerd. Snake é mestre. Don Corleone é mestre. Seu Madruga mestre semi-supremo. Billie Jean Davy é... mestra? Jan futuramente será uma. Ninja é mestre inspirador. George Lucas é mestre. Darth Vader é mestre. Indy, Han Solo, o próprio Harrison Ford. Sidney Magal. Tim Burton. Roberto Carlos (ambos). Patrick M'boma. T-800. Urdnod Wrex. Morgan Freeman. Kanu. Zé Ramalho. Jack Nicholson. Bob Dylan. Gimli "AND MY AXE" são mestres. A lista é grande. Mas eles não são tantos assim.

Ah, William Gibson é outro mestre semi-supremo. Sem ele eu não estaria aqui. No blog, eu digo.

Outra palavra?


Épico.

Sucintamente, a definição de épico é algo estrondosamente dotado de foderosidade suprema. Rambo. Todos eles. Rocky. Também todos eles. O Demolidor, e parei de Stallone por aqui. Conan é épico. Exterminador do Futuro 1 e 2 são indubitavelmente épicos. O 3, talvez. O Vingador do Futuro é épico. Comando para Matar é épico. True Lies é absurdamente épico. Predador, além de épico, ensina a todos nós como agir como homens. Se você quer ser macho, independente do sexo, assista Predador. O Último Grande Herói é épico. Até mesmo Um Tira No Jardim de Infância é épico. E ele ainda nos ensina que "meninos tem pênis e meninas tem vagina". Arnoldão, sem dúvidas, foi um de nossos grandes professores. Como os Mestres, também os Épicos não vivem só de filmes. Neuromancer é épico, Monalisa Overdive é épico. Metal Gear Solid é épico. Todos eles. E o 4 ainda nos ensina novos conceitos de epicidade. Halo é épico. Mass Effect é épico. Star Wars é épico. Knights of the Old Republic, O Arco-Íris da Gravidade, Show do Milhão, bolachas Passatempo, batatas-fritas, o bagulho que o Maurício de Sousa fumou. Todos esses são épicos. Led Zepellin é ÉPICO. Com letras maiúsculas.

Escrever Metamorfose Ambulante aos 13 anos é épico.


Deuses

Terceiro e último, existe o termo Deuses. Não é necessária alguma explicação. Jimmy Page é Deus. Jimi Hendrix é Deus. Janis Joplin é Deus, pois me sentiria desconfortável de chamá-la de deusa. Outros superam seu status de mestre e tornam-se também, deuses. Arnoldão, Hideo Kojima, Seu Madruga, Bob Dylan. Snake. Tony Montana. Silvio Santos. Bob Marley. Ferris Bueller.

O que me entristece é que nunca vou lembrar de todos eles.

Finalizando, e sendo sincero, admitindo que esse foi o motivo do meu post, eu gostaria de comentar dois casos. Duas novas adições.

O primeiro é o Lúcio.


Eu sempre botei fé nele. Sempre vi no monocelha o xerife que precisávamos. O cara correto, íntegro e com moral pra xingar todo mundo na hora que precisa. Criticaram ele. Criticaram incessantemente Lúcio. Poucas vezes tiveram razão. Mas esse cara bronco, desengonçado e pedreiro que baixa o santo de vez em quando e o filho da puta faz uma jogada mágica, é campeão do mundo, campeão da américa e da copa das confederações. Duas vezes. Ontem xingaram ele mais algumas vezes. Ele foi descartado pelo seu clube, o Bayern de Munique. Hoje ele levantou a taça da Copa das Confederações. Levantou, literalmente. Ele era o capitão. E fez o gol da virada, que também foi o gol da vitória.

Ele sempre foi, mas hoje ele mereceu essas linhas, essas fotos. Mereceu levantar aquela taça.

Lúcio é Mestre.


O último ponto a comentar, é a minha real e verdadeira razão desse post. Fiquei em dúvida se falava isso direto, sem enrolar como eu tanto adoro fazer, mas o Lúcio, mais do que todos hoje, merecia uma menção. E para isso eu precisava introduzir esses dois conceitos. Foi então que decidi falar de mestres, épicos e deuses. A minha última homenagem não se trata de nenhuma delas em específico, ou talvez, pela perspectiva certa, seja de fato todos eles juntos. É claro, eu só posso estar falando de uma pessoa. Eu não quero comentar o que ele foi, o que fez, o que deveria ter feito, o que deixou de fazer. Isso renderia 40 posts, e eu não tenho tempo pra isso, por mais que ele merecesse. Eu vou tentar ser breve. Vou começar com um limite de palavras para falar de Michael, mesmo sabendo que vou ultrapassá-lo.

Ele transcendeu os meus conceitos, que não são lá grande coisa, e também esse fato não tem tanta importância. Só que ele trascendeu outra coisa. A própria mídia. Ele a revolucionou, moldou, liderou. Isso foi esquecido quando uma série de infortúnios começaram a surgir por todos os lados. Alguns nunca foram provados. Outros são mistérios até hoje. Esses infortúnios tiveram muita força nas últimas décadas, o bastante para afetar o artista e sua imagem de uma forma semelhante ao ostracismo. Até ele anunciar um recomeço.

E então ele morreu. E toda a vida dele voltou para a mídia. Do conturbado início ao conturbado fim. Todas as matérias lembravam ambos os lados da carreira dele. A ascenção e decadência. Só que todas, sem exceção, terminavam seu material apresentado com uma conclusão, ainda que não fosse pronunciada e escrita. Essa conclusão, de maioria imagens, músicas, clipes, mostrava a verdade sobre Michael. Quando um clipe com imagens dele, em silêncio - pois a música era desnecessária - encerra o Jornal Nacional e outros programas da BBC, ABC, CNN e qualquer outro canal do mundo, nós chegamos a uma conclusão. Eu, pelo menos, cheguei a ela.

Michael Jackson é Mito. E um Mito sobrevive a quaisquer especulações e acusações. Um mito é maior do que tudo isso. Ele sobrevive ao tempo, ele forma a história. Ele podia ter feito isso com um só disco, mas ele foi além. Ele sabia que podia mais, e conseguiu.

Podem cháma-lo do que quiser, de ofensas, xingamentou ou títulos - Rei do Pop, o qual ficou conhecido - eu mesmo posso chamá-lo assim inconscientemente, mas a palavra mito sempre acompanhará, ainda que silenciosa, qualquer pronúncia ou referência ao seu nome e sua obra.

Termino com duas conclusões:

1- ele é o único artista que pode, e merece, a partir de agora, ter um disco lançado com o nome Legend. Apenas um cara em toda a história da música teve essa moral. Michael deve ser o segundo.

2- O mundo, no dia 26 de Junho de 2009, amanheceu menos dançante.

O Mito.
Vaya con dios.