segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
O clube da luta feminino
Como tenho feito algumas vezes, inspiro-me em um post anterior para contribuir com o presente blog. Entenda como falta de criatividade. Entenda como preguiça. Entenda como quiser.
O fato é que, num primeiro momento, eu, como representante do gênero, poderia afirmar com toda a certeza: não há clube da luta, assim como não somos transportadas para o baile funk. Aliás, esse ainda é um tema que necessita de alguma explanação neste mesmo blog. Enfim.
Enfim 2. Eu disse NUM PRIMEIRO MOMENTO. Isso porque nós não precisamos chegar com a voadora em cima das amigas para revigorar a nossa alma. Bom, talvez neste momento até venha à tona brigas memoráveis dos tempos de colégio. Você até lembra que teve vontade de puxar o cabelo da vadia. Algumas de suas colegas efetivamente o fizeram, e ainda rolaram no chão do corredor, para desespero de uns e alegria da raça geral. Especialmente dos meninos, extasiados por presenciarem um esboço de clube da luta no meio do recreio. E entre duas ou mais mulheres. Ou então, no auge da adolescência, aquela visão servira apenas para serem transportados para o baile funk. Não, não quero saber.
Prossigo: o clube da luta existe, mas não é movido a testosterona, adrenalina, ATP ou qualquer outra substância química que, teoricamente, eu deveria saber para que serve. Não sei, não quero saber e ainda assim sou universitária – duas vezes – então vá se foder, caso queira me corrigir.
A libertação, para nós, parte do mesmo princípio da ausência de civilidade. Para os homens, associável a filmes do Arnoldão, Conan, Rambo, rei Leônidas e ogrices diversas. Evidentemente, a repressão inerente ao mundo civilizado também recai sobre nós, mulheres. E então o clube da luta começa. Como? Quando ligamos o foda-se para a decência, bons costumes, educação, ou melhor, para o que os outros vão pensar. É quando você faz aquilo que você pediu para a sua amiga não fazer. E você a xingou quando ela fez.
É quando você sabe que vai fazer merda, tá fazendo merda, fez merda. E riu. E depois de fazê-la, foi embora e esperou a bomba explodir quando já estava a quilômetros de distância - a caminho de Las Vegas. E que todos se fodam.
E esse é o clube da luta feminino.
O fato é que, num primeiro momento, eu, como representante do gênero, poderia afirmar com toda a certeza: não há clube da luta, assim como não somos transportadas para o baile funk. Aliás, esse ainda é um tema que necessita de alguma explanação neste mesmo blog. Enfim.
Enfim 2. Eu disse NUM PRIMEIRO MOMENTO. Isso porque nós não precisamos chegar com a voadora em cima das amigas para revigorar a nossa alma. Bom, talvez neste momento até venha à tona brigas memoráveis dos tempos de colégio. Você até lembra que teve vontade de puxar o cabelo da vadia. Algumas de suas colegas efetivamente o fizeram, e ainda rolaram no chão do corredor, para desespero de uns e alegria da raça geral. Especialmente dos meninos, extasiados por presenciarem um esboço de clube da luta no meio do recreio. E entre duas ou mais mulheres. Ou então, no auge da adolescência, aquela visão servira apenas para serem transportados para o baile funk. Não, não quero saber.
Prossigo: o clube da luta existe, mas não é movido a testosterona, adrenalina, ATP ou qualquer outra substância química que, teoricamente, eu deveria saber para que serve. Não sei, não quero saber e ainda assim sou universitária – duas vezes – então vá se foder, caso queira me corrigir.
A libertação, para nós, parte do mesmo princípio da ausência de civilidade. Para os homens, associável a filmes do Arnoldão, Conan, Rambo, rei Leônidas e ogrices diversas. Evidentemente, a repressão inerente ao mundo civilizado também recai sobre nós, mulheres. E então o clube da luta começa. Como? Quando ligamos o foda-se para a decência, bons costumes, educação, ou melhor, para o que os outros vão pensar. É quando você faz aquilo que você pediu para a sua amiga não fazer. E você a xingou quando ela fez.
É quando você sabe que vai fazer merda, tá fazendo merda, fez merda. E riu. E depois de fazê-la, foi embora e esperou a bomba explodir quando já estava a quilômetros de distância - a caminho de Las Vegas. E que todos se fodam.
E esse é o clube da luta feminino.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Estava aqui a tanto tempo, que resolvi postar
Uma vez um amigo que não lembro quem veio com uma teoria sobre filmes, personagens principais e personagens secundários. Naquele dia, ele chegou a desenvolver a tese, mas ninguém mais lembra. Exceto por algumas partes mais interessantes, foi esquecida em meio à melhor caipirinha já feita em 2006, cervejas e outros assuntos mais interessantes, como o amigo que apareceu do nada, apontou para uma arvore e afirmou "olha as goiaba, mano". As goiabas roubadas também tiveram sua culpa para o esquecimento da tese.
Algumas vezes, durantes os dois anos que se seguiram, eu lembrei eles dessa tese quando nos encontrávamos. Nenhum deles lembrou o autor dela, só alguma ou outra parte. Eu era o que mais lembrava. Um deles sugeriu que teria sido minha a tese na época. Outro que eu deveria tomá-la e desenvolvê-la. Pensei whattahell e segui o conselho.
A tese é a seguinte: imagine um filme. Existem diversos tipos de filme. Comédia, ação, terror, suspense, drama, aqueles filmes que tem de tudo um pouco, faroestes e por aí vai. Focalize o penúltimo, o do tipo all-in-one. Existem personagens nesse filme. Personagens podem ser divididos em protagonistas (herói ou antagonista), secundários (que ninguém liga ou que chegam a chamar mais atenção que os principais) e figurantes (a manézada).
O filme, obviamente, gira em torno do protagonista, seja um ou mais deles. Os secundários tem alguma relação com eles querendo ou não, e os figurantes estarão onde eles estiverem.
É apenas um filme, e não dois, três, quatro, etc. Não há um contrato que lhe force a participar de uma trilogia ou trabalhar de agente secreto em 25 deles. Sendo apenas uma obra, suas chances de aparecer na tela são poucas.
A história vai, inevitavelmente, girar em torno do protagonista. Você sabe quem é um protagonista quando as coisas acontecem em volta dele, ou por motivos ligados à suas ações, ele que gira em volta delas. Os secundários aparecem quando é necessário criar uma relação com o protagonista e seu mundo, ou suas ações. Os secundários conversam com o protagonista na frente da banca de jornal, tomam um café com ele numa lanchonete, ou uma cerveja depois do trabalho. Os secundários podem morar na frente do protagonista, ser seu parente, amigo, chefe, subordinado, inimigo, namorada/o ou o tiozão style que em algum momento ensina a coisa mais importante do filme para o protagonista. Por exemplo, Sean Connery. Alguns secundários podem ir conquistando mais destaque na vida do protagonista e no enredo do filme. Alguns secundários podem se achar o principal, quando na verdade não bastam de um simples suporte. Alguns secundários podem criar situações que vão chamar a atenção do protagonista e forçá-lo a participar/resolver dela. Isso não significa o ganho de passagem de secundário para protagonista. Ele pode estar sendo apenas um simples elemento de plot para o desenvolvimento do protagonista.
Os figurantes estão ali quando o protagonista atravessa a rua. São os que param no sinal do lado dele e ficam lendo jornal ou tomando refrigerante. São aquelas cabeças ou costas de duas mesas atrás na lanchonete. É aquela atendente que anota o seu pedido e entrega o troco. Eles estão ali apenas para dar mais verossimilhança ao plot, para fazer aquele mundo funcionar. A sua existência não muda de forma alguma o enredo do filme ou a vida do protagonista.
Eu não lembro onde a conversa foi parar naquele dia, acho que quando o cara avistou as goiabas ela definitivamente morreu. Não sei se chegamos à uma auto-análise de onde cada um se encaixava, eu só sei que aquilo ficou na minha cabeça por 4, quase 4 anos. Talvez tenha mudado minha forma de fazer as coisas, de pensar, de agir. Talvez não. De qualquer forma, não vejo nada de interessante em um papel secundário, a não ser que você assuma um papel de um espadachim espanhol chamado Juan Sanchez Villa-Lobos Ramirez que na verdade é egípcio, seja amigo do Ferris, o primo bêbado do eslavo ou o cara que grita "Toga!". Também não vi o salto de pára-quedas influenciar ninguém de forma efetiva e nem servir de evento para algum outro subplot ou dar sequência à um enredo de terceiros. E figurantes não pulam de pára-quedas a não ser em filmes de guerra. E como também só vou em lanchonetes para comer, não leio jornal e nem atravesso na faixa, me sinto mais tranquilo.
Esse texto ficou no meu PC durante quase um ano. De seis meses a um ano. Eu nunca postei porque nunca pensei que estivesse pronto. E não mudei minha opinião. Talvez faça dele uma trilogia, pois ainda tenho muito a contar e a pensar.
Esse é o meu filme. Ele começou lá atrás, eu comecei a contá-lo aqui. Qual o seu filme? Quando você começou a narrá-lo? Se não, quando pretende? Você vai narrá-lo? Ou você prefere aparecer no fundo do salão?
Algumas vezes, durantes os dois anos que se seguiram, eu lembrei eles dessa tese quando nos encontrávamos. Nenhum deles lembrou o autor dela, só alguma ou outra parte. Eu era o que mais lembrava. Um deles sugeriu que teria sido minha a tese na época. Outro que eu deveria tomá-la e desenvolvê-la. Pensei whattahell e segui o conselho.
A tese é a seguinte: imagine um filme. Existem diversos tipos de filme. Comédia, ação, terror, suspense, drama, aqueles filmes que tem de tudo um pouco, faroestes e por aí vai. Focalize o penúltimo, o do tipo all-in-one. Existem personagens nesse filme. Personagens podem ser divididos em protagonistas (herói ou antagonista), secundários (que ninguém liga ou que chegam a chamar mais atenção que os principais) e figurantes (a manézada).
O filme, obviamente, gira em torno do protagonista, seja um ou mais deles. Os secundários tem alguma relação com eles querendo ou não, e os figurantes estarão onde eles estiverem.
É apenas um filme, e não dois, três, quatro, etc. Não há um contrato que lhe force a participar de uma trilogia ou trabalhar de agente secreto em 25 deles. Sendo apenas uma obra, suas chances de aparecer na tela são poucas.
A história vai, inevitavelmente, girar em torno do protagonista. Você sabe quem é um protagonista quando as coisas acontecem em volta dele, ou por motivos ligados à suas ações, ele que gira em volta delas. Os secundários aparecem quando é necessário criar uma relação com o protagonista e seu mundo, ou suas ações. Os secundários conversam com o protagonista na frente da banca de jornal, tomam um café com ele numa lanchonete, ou uma cerveja depois do trabalho. Os secundários podem morar na frente do protagonista, ser seu parente, amigo, chefe, subordinado, inimigo, namorada/o ou o tiozão style que em algum momento ensina a coisa mais importante do filme para o protagonista. Por exemplo, Sean Connery. Alguns secundários podem ir conquistando mais destaque na vida do protagonista e no enredo do filme. Alguns secundários podem se achar o principal, quando na verdade não bastam de um simples suporte. Alguns secundários podem criar situações que vão chamar a atenção do protagonista e forçá-lo a participar/resolver dela. Isso não significa o ganho de passagem de secundário para protagonista. Ele pode estar sendo apenas um simples elemento de plot para o desenvolvimento do protagonista.
Os figurantes estão ali quando o protagonista atravessa a rua. São os que param no sinal do lado dele e ficam lendo jornal ou tomando refrigerante. São aquelas cabeças ou costas de duas mesas atrás na lanchonete. É aquela atendente que anota o seu pedido e entrega o troco. Eles estão ali apenas para dar mais verossimilhança ao plot, para fazer aquele mundo funcionar. A sua existência não muda de forma alguma o enredo do filme ou a vida do protagonista.
Eu não lembro onde a conversa foi parar naquele dia, acho que quando o cara avistou as goiabas ela definitivamente morreu. Não sei se chegamos à uma auto-análise de onde cada um se encaixava, eu só sei que aquilo ficou na minha cabeça por 4, quase 4 anos. Talvez tenha mudado minha forma de fazer as coisas, de pensar, de agir. Talvez não. De qualquer forma, não vejo nada de interessante em um papel secundário, a não ser que você assuma um papel de um espadachim espanhol chamado Juan Sanchez Villa-Lobos Ramirez que na verdade é egípcio, seja amigo do Ferris, o primo bêbado do eslavo ou o cara que grita "Toga!". Também não vi o salto de pára-quedas influenciar ninguém de forma efetiva e nem servir de evento para algum outro subplot ou dar sequência à um enredo de terceiros. E figurantes não pulam de pára-quedas a não ser em filmes de guerra. E como também só vou em lanchonetes para comer, não leio jornal e nem atravesso na faixa, me sinto mais tranquilo.
Esse texto ficou no meu PC durante quase um ano. De seis meses a um ano. Eu nunca postei porque nunca pensei que estivesse pronto. E não mudei minha opinião. Talvez faça dele uma trilogia, pois ainda tenho muito a contar e a pensar.
Esse é o meu filme. Ele começou lá atrás, eu comecei a contá-lo aqui. Qual o seu filme? Quando você começou a narrá-lo? Se não, quando pretende? Você vai narrá-lo? Ou você prefere aparecer no fundo do salão?
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Bem vindos ao primeiro momento do resto de suas vidas
Um amigo uma vez me disse, bêbado: "regogirza-se com sua criatividade"
Exatamente assim, nessas palavras. Sério. Não estou mentindo. Se alguma coisa eu adulterei aqui foi, talvez, o fato de que ele tenha dito isso para mim, porque quanto a isso existem certas dúvidas.
Ele gritou, logo após uma tentativa frustrada de Clube da Luta que realmente aconteceu, e gritou para o nada, para o fim da rua e as pessoas que dormiam nas casas ali perto. Confessou estar motivado pela visão de um gato que brincava com um rato que ja estava morto, e que o gato dava patadas jogando o pequeno de um lado para o outro.
Todos presenciamos isso, mas só o dito que, subitamente, virou-se dando as costas para o rato e quem mas estivesse por perto, e gritando a plenos pulmões, pronunciou aquelas palavras.
Ninguém entendeu e ninguém ligou. Voltamos pro carro e saímos ao som de rock irlandês.
Há algum tempo atrás eu entendi que as variáveis do universo guardavam para mim o estranho plano de enviar mensagens codificadas, tentando me alertar, influenciar, ou simplesmente fazer com que eu me ferrasse grandemente. Mais tarde entendi que esse foi um dos momentos. E foi um conhecido amigo bêbado, influenciado por um gato brincando com um rato, que a mensagem que o universo tentou me dizer foi:
Largue o direito.
Sério.
E também O direito.
E sem esquecer Do Direito.
Porque nada na vida é certo. Nada segue em linha reta, e quando segue, não tem graça nenhuma. A verdadeira graça esta na total imprevisibilidade dos fatos e na idiotice de uma ação.
E, creio eu, tenha sido ali, na rua, e depois no carro quando comecei a refletir ouvindo rock irlandês, e recentemente também ouvindo rock irlandês que eu cheguei a essa conclusão. E desde então a Morsa começou a tomar forma. Lá atrás, há um certo tempo, até hoje em dia. E ela ainda não terminou de tomar forma, e talvez - e assim espero - ela nunca tome forma, pois se tomasse, ela seria mais uma das coisas certas da vida, mais uma das coisas direitas. E se você quer propor algo novo, tem que tomar caminhos diferentes.
À esquerda, então.
Um pouco de esquerda, o caminho contrário, só para ver no que vai dar.
Exatamente assim, nessas palavras. Sério. Não estou mentindo. Se alguma coisa eu adulterei aqui foi, talvez, o fato de que ele tenha dito isso para mim, porque quanto a isso existem certas dúvidas.
Ele gritou, logo após uma tentativa frustrada de Clube da Luta que realmente aconteceu, e gritou para o nada, para o fim da rua e as pessoas que dormiam nas casas ali perto. Confessou estar motivado pela visão de um gato que brincava com um rato que ja estava morto, e que o gato dava patadas jogando o pequeno de um lado para o outro.
Todos presenciamos isso, mas só o dito que, subitamente, virou-se dando as costas para o rato e quem mas estivesse por perto, e gritando a plenos pulmões, pronunciou aquelas palavras.
Ninguém entendeu e ninguém ligou. Voltamos pro carro e saímos ao som de rock irlandês.
Há algum tempo atrás eu entendi que as variáveis do universo guardavam para mim o estranho plano de enviar mensagens codificadas, tentando me alertar, influenciar, ou simplesmente fazer com que eu me ferrasse grandemente. Mais tarde entendi que esse foi um dos momentos. E foi um conhecido amigo bêbado, influenciado por um gato brincando com um rato, que a mensagem que o universo tentou me dizer foi:
Largue o direito.
Sério.
E também O direito.
E sem esquecer Do Direito.
Porque nada na vida é certo. Nada segue em linha reta, e quando segue, não tem graça nenhuma. A verdadeira graça esta na total imprevisibilidade dos fatos e na idiotice de uma ação.
E, creio eu, tenha sido ali, na rua, e depois no carro quando comecei a refletir ouvindo rock irlandês, e recentemente também ouvindo rock irlandês que eu cheguei a essa conclusão. E desde então a Morsa começou a tomar forma. Lá atrás, há um certo tempo, até hoje em dia. E ela ainda não terminou de tomar forma, e talvez - e assim espero - ela nunca tome forma, pois se tomasse, ela seria mais uma das coisas certas da vida, mais uma das coisas direitas. E se você quer propor algo novo, tem que tomar caminhos diferentes.
À esquerda, então.
Um pouco de esquerda, o caminho contrário, só para ver no que vai dar.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Beyond Raggetown
Codificação emocional, ou o estado ao qual você esteja submetido nesse exato momento, e que, dentre outras coisas, incita inspiração e vontade de fazer algo relativamente útil. O que você faz?
Escreve? Desenha? Pinta? Xinga? Saca? Chuta? Encesta? Gira e joga para o alto? Lança? Joga? Defenestra? Realiza?
Ou simplesmente whatever, e vem postar no blog?
O seu estado de espírito atual, o status presente de seu ser, corresponde exatamente à todas as coisas que a ele incitam e que ele força você a considerar a realizar, mas que provavelmente não vai, por que as coisas são muito complicadas, ou inferem em você levantar a bunda da cadeira e tomar atitudes que provavelmente vão levar mais de dez passos para serem realizadas. Ai você vem e posta no blog. Mas e se a sua vontade foi sempre de vir postar no blog, ou, adequando as mais diversas situações, a de fazer exatamente aquilo que você estará fazendo, mas que de alguma maneira, não parece certo, e não parece certo exatamente porque é tudo tão simples que você está realmente realizando naquele exato momento, e, como a vida e as variáveis do universo lhe ensinaram, isso só pode NÃO estar certo.
Ai você provavelmente vira pro lado e vai dormir.
Mas infelizmente na vida você nem sempre pode virar para o lado e dormir. Só as vezes.

Estamos além de Raggetown, disse um deles. E além de Raggetown é onde sempre disseram-nos-os-os-a-eles a jamais ir, onde tudo que não queriam que acontecesse acontecia, mas viriam a descobrir eles, porque eram eles a pura e simples vontade de desafiar o velho e o conselho, que também poderia ser em além de Raggetown onde tudo o que queriam que acontecesse finalmente viesse a acontecer.
Escreve? Desenha? Pinta? Xinga? Saca? Chuta? Encesta? Gira e joga para o alto? Lança? Joga? Defenestra? Realiza?
Ou simplesmente whatever, e vem postar no blog?
O seu estado de espírito atual, o status presente de seu ser, corresponde exatamente à todas as coisas que a ele incitam e que ele força você a considerar a realizar, mas que provavelmente não vai, por que as coisas são muito complicadas, ou inferem em você levantar a bunda da cadeira e tomar atitudes que provavelmente vão levar mais de dez passos para serem realizadas. Ai você vem e posta no blog. Mas e se a sua vontade foi sempre de vir postar no blog, ou, adequando as mais diversas situações, a de fazer exatamente aquilo que você estará fazendo, mas que de alguma maneira, não parece certo, e não parece certo exatamente porque é tudo tão simples que você está realmente realizando naquele exato momento, e, como a vida e as variáveis do universo lhe ensinaram, isso só pode NÃO estar certo.
Ai você provavelmente vira pro lado e vai dormir.
Mas infelizmente na vida você nem sempre pode virar para o lado e dormir. Só as vezes.

Estamos além de Raggetown, disse um deles. E além de Raggetown é onde sempre disseram-nos-os-os-a-eles a jamais ir, onde tudo que não queriam que acontecesse acontecia, mas viriam a descobrir eles, porque eram eles a pura e simples vontade de desafiar o velho e o conselho, que também poderia ser em além de Raggetown onde tudo o que queriam que acontecesse finalmente viesse a acontecer.
domingo, 17 de janeiro de 2010
My own personal fight club
Não diga que você nunca ao menos imaginou como seria. É impossível ver aquela obra de arte em forma de filme e pensar "e se eu fizesse isso?".
E se você saísse na porrada com seus amigos só pelo puro prazer proporcionado pela animalidade, os instintos e tudo mais, tudo reprimido por você e pela sociedade pois não é um comportamento decente e civilizado?
Porque segurar a mão, se a própria sociedade foi construída na base da porrada, ferro, aço, pólvora e concreto?
A resposta é fácil, mas não é fácil de admitir. Porque você é um merda. Não se permitir tomar pelos maravilhosos instintos que fizeram prevalecer a espécie dominante desse planeta é um dos piores ônus que vieram com a nossa civilidade. Um dos maiores bônus é a internet. Não importa se civilidade existe ou não, se a porra do corretor ortográfico botou uma linhazinha ondulada vermelha embaixo dela ou não. É civilidade e pronto, ela existe, ela exprime o que tem de exprimir, ela é autoexplicativa, pau no seu cú, hífen, caso precisasse estar ali. Caso não, mal aí.
Mal aí não por desculpas minhas. Não, não é isso. Mal aí por você ser um merda de construto infeliz idiota e energúmeno da língua portuguesa. Nem nós nem os portugueses nem os angolanos te aguentamos mais. Nem os portugueses, veja bem. Mas não é por isso também que é mal aí. É mal aí porque você, em tudo que sua natureza lhe permite ou não fazer, está uma variável que torna a mim e a todos os seres humanos superiores. Nós podemos fazer um clube da luta. Você não.
Isso não está aqui porque presenciei e vivi uma tentativa frustada de clube da luta, não. Isso está aqui porque se tem uma coisa que Chuck Palahniuk me ensinou, foi que [...] e nada mais. Ou tá, lá vai, algumas coisas a mais aqui e ali, mas nada que se compare à máxima acima revelada.
Você não fala sobre o clube da luta. Você não fala sobre o clube da luta. Dane-se a regra, danem-se elas as regras, feitas para serem quebradas, não vou seguir uma regra criada por alguém que tem a moral de ignorar a todas e destruir a economia vigente da sociedade contemporânea. Pois dane-se a sociedade contemporânea. Foda-se, e foda-se a sua estrutura sócio-cultural hifenizada do caralho.
E se você nunca pensou em fazer um clube da luta, tenha o que tenha entre as pernas, você não tem moral para falar sobre o clube da luta. Você não tem moral para querer mudar alguma coisa na sociedade, você não questiona o que há de mais concreto em seus pilares bambos e passíveis de destruição com apenas um soco ou um chute. Foda-se você também.
Três e meia da manhã e tão passando família dinossauro na band. Fodam-se vocês também seus pastores.
E se você saísse na porrada com seus amigos só pelo puro prazer proporcionado pela animalidade, os instintos e tudo mais, tudo reprimido por você e pela sociedade pois não é um comportamento decente e civilizado?
Porque segurar a mão, se a própria sociedade foi construída na base da porrada, ferro, aço, pólvora e concreto?
A resposta é fácil, mas não é fácil de admitir. Porque você é um merda. Não se permitir tomar pelos maravilhosos instintos que fizeram prevalecer a espécie dominante desse planeta é um dos piores ônus que vieram com a nossa civilidade. Um dos maiores bônus é a internet. Não importa se civilidade existe ou não, se a porra do corretor ortográfico botou uma linhazinha ondulada vermelha embaixo dela ou não. É civilidade e pronto, ela existe, ela exprime o que tem de exprimir, ela é autoexplicativa, pau no seu cú, hífen, caso precisasse estar ali. Caso não, mal aí.
Mal aí não por desculpas minhas. Não, não é isso. Mal aí por você ser um merda de construto infeliz idiota e energúmeno da língua portuguesa. Nem nós nem os portugueses nem os angolanos te aguentamos mais. Nem os portugueses, veja bem. Mas não é por isso também que é mal aí. É mal aí porque você, em tudo que sua natureza lhe permite ou não fazer, está uma variável que torna a mim e a todos os seres humanos superiores. Nós podemos fazer um clube da luta. Você não.
Isso não está aqui porque presenciei e vivi uma tentativa frustada de clube da luta, não. Isso está aqui porque se tem uma coisa que Chuck Palahniuk me ensinou, foi que [...] e nada mais. Ou tá, lá vai, algumas coisas a mais aqui e ali, mas nada que se compare à máxima acima revelada.
Você não fala sobre o clube da luta. Você não fala sobre o clube da luta. Dane-se a regra, danem-se elas as regras, feitas para serem quebradas, não vou seguir uma regra criada por alguém que tem a moral de ignorar a todas e destruir a economia vigente da sociedade contemporânea. Pois dane-se a sociedade contemporânea. Foda-se, e foda-se a sua estrutura sócio-cultural hifenizada do caralho.
E se você nunca pensou em fazer um clube da luta, tenha o que tenha entre as pernas, você não tem moral para falar sobre o clube da luta. Você não tem moral para querer mudar alguma coisa na sociedade, você não questiona o que há de mais concreto em seus pilares bambos e passíveis de destruição com apenas um soco ou um chute. Foda-se você também.
Três e meia da manhã e tão passando família dinossauro na band. Fodam-se vocês também seus pastores.
sábado, 2 de janeiro de 2010
O primeiro título que me veio à cabeça foi o primeiro título que me veio à cabeça
Você já viu o Steve Tyler de cabelo curto naquelas fotos de colégio? É bizarro. Ele era muito feio. Ele continua feio, na verdade. Tem gente que não tem como melhorar mesmo. É uma coisa que a medicina e a ciência ainda não descobriram: como deixar uma pessoa feia bonita. A única alternativa dessas pessoas é encontrar alguém que as ame pelo que elas são. Ou pessoas barangueiras. Eu não sei qual delas é mais difícil de encontrar no mundo, espécimes raros desabundantes nesse mundo de rabos dançantes, como diria um amigo powered by cachaça. O cara até pode fazer uma plástica e coisa e tal, mas não adianta, quem o conhecia vai lembrar de como ele era antes e pensar “porra, ele era feio pra caralho”. E aquela imagem nunca vai sumir. Nem a que ele próprio tiver na cabeça de antes de mudar.
Não é o tipo de coisa que eu gosto de pensar, mas quando músicas surgem do nada no seu HD sem ter a menor idéia de como ela veio parar aqui, você acaba tendo de ceder às considerações aleatórias que um início de ano ainda tedioso trás a você.
Ainda preciso de tempo para organizar o que ainda falta ser organizado, que é muita coisa. E tempo eu tenho. E porque não faço? Por que preguiça eu também tenho.
Porque eu dedicaria o primeiro post do ano para o Steve Tyler? Eu jamais faria isso se em plenas faculdades mentais, e eu, pode ter certeza, estou em minhas plenas faculdades mentais. A resposta para a pergunta que fica é de uma força comparativamente menor e que não consegue se manter de pé, mas é a pura verdade. É que esse não é um post sobre o Steve Tyler. Nunca foi, nunca será. Nada contra, mas se eu fosse dedicar a alguém um post, teria de começar por mestres e deuses. Page, Plant, Jones, Bonzo. Isso só na música. Isso só numa banda.
Não é verdade, skinhead?
Ta aí o skinhead que não me deixa mentir.
Enquanto isso, cantemos pelas risadas, cantemos pelos momentos, porque me recuso a cantar pelas lágrimas. Cantemos pelos anos, os que já foram e os que ainda vem. Rock n roll, de preferência.
Não é o tipo de coisa que eu gosto de pensar, mas quando músicas surgem do nada no seu HD sem ter a menor idéia de como ela veio parar aqui, você acaba tendo de ceder às considerações aleatórias que um início de ano ainda tedioso trás a você.
Ainda preciso de tempo para organizar o que ainda falta ser organizado, que é muita coisa. E tempo eu tenho. E porque não faço? Por que preguiça eu também tenho.
Porque eu dedicaria o primeiro post do ano para o Steve Tyler? Eu jamais faria isso se em plenas faculdades mentais, e eu, pode ter certeza, estou em minhas plenas faculdades mentais. A resposta para a pergunta que fica é de uma força comparativamente menor e que não consegue se manter de pé, mas é a pura verdade. É que esse não é um post sobre o Steve Tyler. Nunca foi, nunca será. Nada contra, mas se eu fosse dedicar a alguém um post, teria de começar por mestres e deuses. Page, Plant, Jones, Bonzo. Isso só na música. Isso só numa banda.
Não é verdade, skinhead?
Ta aí o skinhead que não me deixa mentir.Enquanto isso, cantemos pelas risadas, cantemos pelos momentos, porque me recuso a cantar pelas lágrimas. Cantemos pelos anos, os que já foram e os que ainda vem. Rock n roll, de preferência.
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