sexta-feira, 25 de junho de 2010

Tá fazendo o que?

Eu não sei se essa é a primeira vez que uma conversa de msn origina diretamente um post. Bom, não instantaneamente, ao menos.

Não sei se instantaneamente leva acento. Uma linha pontilhada vermelha apareceu abaixo dela. Duas vezes.

Mas o que me deixou curioso foi que 

não lembro mais o que me deixou curioso. Mas o que importa é que a frase "tá fazendo o que agora", redigida há menos de cinco minutos, me fez lembrar do início dessa década. Era Mirc. Er não de ser, Era de período. Tipo Era Dunga. Mas isso fica pra outra hora, pra quando eu souber quem vai rir. Pra caralho.

Era mIRC.

Bons tempos. Não que eram melhores, mas eram realmente bons. Você se preparava para entrar naquele mundo virtual de palavras e sacanagem e uns amigos aqui e ali e entre você e a rede estava uma interface quase sempre igual, as vezes vermelha e com a palavra AVALANCHE, as vezes não lembro a cor, mas que tocava "O Senhor da Guerra", ou, a mais legal de todas, que você clicava duas vezes com o mouse, vermelho, amarelo, verde e o que mais viesse surgiam na tela e um grande e sonoro "YOOOOO" lhe cumprimentavam e preparavam para o que der e viesse.

Depois era escolher o servidor, dar um /j alguma coisa e estar plenamente conectado com as pessoas do mundo. Ou da sua cidade, que já servia.

Mas isso não é sobre o mIRC, e sim sobre a evolução inimaginável que passou a internet nessa década. Antes você tinha de procurar a pessoa e perguntar a ela como ela se sentia, o que ela sentia, o que estava fazendo,  que esperava que aconteceria no dia seguinte. Hoje não precisa mais disso.

Naquela época pra você saber que música a pessoa gostava você perguntava "que tipo de música você gosta?" e ela te responderia ou não.

O tempo passou e as paradas evoluíram e você poderia saber que música era a preferida da pessoa só de entrar no orkut dela e ver as comunidades. Se ela não tivesse em nenhuma, bom, você ainda tinha de perguntar.

Como prediziam os filósofos do velho milênio, as relações sociais se estreitariam consideravelmente com o advento da internet.

Né?

Eles erraram. A culpa não é deles. É que a eles não foi reservado a maravilha de viver uma geração transitória, que pulou do analógico para o digital, enquanto a deles teve de correr a passos pesados e lentos. A gente aprendeu o que tinha de aprender, dominamos o que era necessário num piscar de olhos e nos presenteamos com uma convivência social que poderia sofrer manutenção de duas frentes diferentes: virtual e real. E vivemos bem assim. As pessoas continuam tendo problemas, mas isso é coisa normal do universo. Problemas sempre surgem. Novos.

No final da década rolou outra revolução, e agora os filósofos estão mais desnorteados que filha da puta cego em dia de tiroteio. Ouvi isso uma vez. Agora ao invés de você perguntar a outro o que ele ta fazendo, ele mesmo diz isso e você recebe a informação em tempo real. Pode ver também o que ele anda ouvindo, ou site que anda visitando nas horas de folga do trabalho. E você sabe que tudo isso é relavente, pois a pessoa faz questão de compartilhar isso com o mundo. E ela compartilha também as suas opiniões políticas e o que ela pensa sobre um monte de coisas, em poucas palavras ou não - caso você tenha um blog pra perder. 

Agora você não só organiza virtualemnte aquelas coisas que você gosta, você pega, aponta e anuncia para o mundo. Isso deixa as coisas muito mais fáceis pra todo mundo, inclusive para o mundo que não para e continua girando.


terça-feira, 22 de junho de 2010

Nova tag de postagem

Nova tag de postagem, pois vamos começar uma série de posts aqui. Essa série de posts não tem hora nem dia pra acabar, é perpétua e infinita.

Nessa série de posts, você manda alguém tomar no cu.

Mas faz isso com classe, estilo, convicção e com fuck yeah.

A partir de hoje, você não manda mais tomar no cu na maneira habitual.


Você começa com respeito. Chama: "Senhor" ou mesmo "Senhora". Rola um senhorita, amigo, rapaz, cara, cumpadi, qualquer coisa. Mas você começa demonstrando algum respeito.

Depois faz uma pausa. A pausa não pode ser maior que um ou dois segundos.

"Meu amigo...[aqui ficam os segundos] seguinte:"

Você coloca pontos na sequência. Esses pontos são uma pequena pausa, eles dão enfase e só isso. Não precisam nem de um segundo, na verdade, meio e olhe lá.

E ai vêm as palavras mágicas:

"Meu amigo... seguinte: Vai tomar no meio. [aqui o ponto, a pausa ligeira] do o-"

No final, com todas as palavras proferidas, teremos:

"Meu amigo... seguinte: Vai tomar no meio. Do olho. Do seu cú."

Você pode juntar as mãos, fazer uma cara séria. Se você tem sangue italiano, da pra rolar uns trejeitos massa, mas nada exagerado.

Há duas saídas para essa situação, essas saídas dependem da pessoa que sugerida tomar no cu. Ou ela despiroca completamente, o que, se você fizer todos os passos descritos ela dificilmente vá fazer, mesmo que seja uma pessoa irritada e coisa e tal. Ou então, ela vai parar, ficar meio que estupefata com o que você falou. Vai tentar absorver e interpretar as palavras, pois apesar de você ter mandado ela tomar no cu, fez isso com tanta classe e seriedade ao mesmo tempo que a pessoa vai ser quase que obrigada a considerar que cometeu algum erro em toda aquela situação que precedeu a sua sugestão. Isso é uma maneira bem interessante de você ganhar a pessoa e apresentar o seu ponto na discussão/assunto.

Voltando ao assunto inicial, nessa nova série de postagens, você mandará alguém tomar no meio do olho do cu. É interessante uma explicação ou narração breve antecedendo o post: quem é a pessoa, porque você a mandou tomar no cu in this way. Você pode nunca ter encontrado essa pessoa, ela pode ser da televisão, internet, twitter, orkut, myspace, da sua sala de aula faculdaids, do seu trabalho, do seu pseudo trabalho, a geisy arruda, os políticos. 

Pode ser um desabafo. Você escolhe. Se possível, tente isso com alguém pessoalmente. Pelo menos uma vez na vida.

Façam, ou não façam se não quiserem, a escolha é de vocês. Isso é uma proposta. Se fizerem, relatem, contem a todos que merecem ouvir o relato, contem na mesa de bar, no carro durante a viagem, no onibus durante o dia-a-dia, no banheiro e chuveiro sem ninguém. Na frente do espelho.

Mas façam. Mandem alguém tomar no olho do cu. 

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Mensagem

"Jesus não tem um MSN...
Mas ele está online todo o tempo!"

REFLITÃO

sábado, 12 de junho de 2010

Você sabe porque o pãozinho francês da padaria está mais fofinho e gordinho, de uns meses pra cá?



E não é porque mudou de padeiro. Quase todas as pessoas nascidas há tempo suficiente para ter a autonomia de pedir "5 pães de trigo" pra tiazinha da padaria, há uns 3 anos atrás, devem lembrar que esta ação lhes custaria "25 centavos a unidade", ou algo assim. Ou seja, se você saia de casa com R$ 1,50 no bolso, sabia que voltaria com 6 pães pra casa. Sua mãe te dava R$ 10,00 e sabia exatamente qual o troco esperado, sem qualquer chance para uma eventual superfaturação do pãozinho.
Não lembro exatamente da data desta transição, mas o fato é que o Estado, mais uma vez, meteu o bedelho no Mercado: agora o preço do pãozinho é determinado por kg. Pronto, agora os padeiros não nos enganam mais com aqueles pães anões, "de vento", e pagaremos exatamente pela quantidade de pão que vamos comer.
Vivemos numa relação de amor e ódio com a nossa própria brasilidade. A verdade é que somos geniais, e da maneira mais filhadaputa possível. Seu pãozinho quentinho e fofinho, crocante por fora e de miolo macio, levemente umidecido, foi minuciosamente calculado para te roubar. Seu pão está mais pesado porque ainda tem água dentro, e você pagou pelo peso da água.
Reflitão.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

De volta pra casa,

Passei agora pela Avenida Beira-Mar norte, aquela que todos nós sabemos qual é e somente não saberá aquele meu internauta (adoro esta palavra) visitante ou, às vezes, o meu grande público leitor, ambos fictícios. Um FODA-SE para vocês.

Pois bem, em uma mesma cena, formada por 3 quadros de situações, passei por 3 emoções distintas. A cena inteira durou 5 minutos. O primeiro quadro, 4:55 minutos. O segundo quadro, 3 segundos. O terceiro, 2.

Quadro 1: A fila do caralho, nesta mesma avenida, nada usual para o horário, sentido bairro-centro. Os carros pareciam andar devagar devido a um acidente. Subitamente, percebi que eram carros que pretendiam fazer retorno para a pista de sentido contrário, centro-bairro, e que desistiram da idéia. Eu entenderia melhor a situação se não estivesse ouvindo Losing my Religion, do REM, no máximo. Já que não ouvi, VI. E entra o Quadro 2. Antes que eu me esqueça, o sentimento lógico, aquele expressado pela máxima: “VÃO TOMAR NO CU”.

Quadro 2: Muitos são os escritores que conseguem eternizar um acontecimento retratado em uma foto, observado por 3 segundos, através de páginas e mais páginas. Invejo-os. Por isso, recorro ao Google Imagens e segue abaixo algo similar, que transmite a mesma emoção ao expectador. Ainda por cima retirado de um site chamado REVOLUCAO.ORG:




E foi uma emoção diferente. Era um sentimento libertário que, no fundo, apoiava esses jovens que jamais se calam diante da opressão, o futuro do Brasil, e, claro, os maconheiros. Remetia aos anos 70. Uma nostalgia fictícia, pois nos anos 70 minha mãe nem mesmo sonhava em ter filhos. E meu pai fumava maconha.

Quadro 3: Eu dei 2 segundos porque gosto de seguir o colorido com os olhos. Na verdade eu precisei de apenas 0,5 segundos para que a minha alma reformulasse seu sentimento. Em vez de ilustrar o quadro com uma foto, ou descrevê-lo com algumas linhas como no primeiro, preferi usar apenas uma frase:

“É A PULIÇAAAA CORRE NEGAIDS!!!”

Uma pena que neste momento eu já estava a > 80km por hora, no sentido contrário das viaturas e sirenes que se aproximavam. Não pude ver, mas imaginar a cara de “FFFFUUUUU---“ do povo já foi suficiente para motivar a minha terceira emoção: de “FFFUUU--”, mesmo.

Marx & Engels Against The World


Esses dias passei na feira do livro e vi o manifesto comunista a venda por 5 reais. É, cincão. Tava em promoção. Tem umas editoras que vão pra feira do livro e fazem essas paradas, vendem livros por 1, 2, 5, 9, 15 reais. E livros bons. Alguns.

O que me chamou a atenção foi que duas prateleiras ao lado era vendido o livro do Alexandre Frota, escrito por ninguém mais se não ele mesmo. Era um real o preço. Pensei em comprar, mas peguei mais um e cinqüenta e comprei uma coca.

Agora, refletindo, me veio a cabeça a seguinte reflexão: uma das maiores obras do grandioso social comunismo escrito por Marx e Engels, que pregavam um monte de coisas, dentre elas, creio eu, acesso livre a cultura ou ao menos apadrinhado pelo Estado absoluto, era vendido em uma feira. Feiras são locais para exposição. Ou venda. Ou exposição e venda. Feirar um produto e depois vendê-lo são epítomes do Capitalismo. O oposto do que prega o manifesto comunista. A parábola disso tudo é a seguinte: porra nenhuma. Só que eles perderam e nós ganhamos. Sim, nós. Porque eu e você somos capitalistas, e prova disso é que você pagou de alguma maneira para essa alocação de bytes de internet para estar aqui e ler isso, logo, você contribuiu com a estrutura capitalista. É nóis.

Eu senti ter presenciado a maior derrota do socialismo e comunismo que eu jamais poderia ter desejado – e eu nunca desejei – pois, toda a base do seu conhecimento, um pouco daquilo que o conceituou e segregou-o pelo mundo, estava ao alcance de minha mão e num preço apenas cinco vezes maior do que o diário de Alexandre Frota na Casa dos Artistas, ou duas vezes maior que uma Coca-Cola, um dos ápices do capitalismo, e, pra terminar, três vezes menor que um sanduíche do McDonalds, o pináculo do capitalismo.

Vencer suando o Frota e a Coca, mas tomar um pau do McDonalds. Admita. Marx jamais seria capaz de imaginar esse cenário.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Postagem ramdom

Oi. Sim.
Esse post é um exemplo de como a mente humana é fascinante. Alguns nasceram pra isso, outros não. Não nasci com o dom da expressão verbal, seja oral ou escrita. Para quem o tem, fica fácil concordar com a minha afirmação. Se não tem, também é possível, pois esta pessoa ou se identifica de alguma forma com o que vê até o momento, ou utiliza como parâmetro algo que tenha visto anteriormente, e era melhor. Ou confronta meus textos com o que sabe que é capaz de fazer, mesmo que não se julgue bom o suficiente para classificar-se hábil na expressão verbal. Neste caso: "eu sou uma merda, mas essa pessoa é pior".
Eu não consigo imaginar exatamente quais os argumentos de alguém, natural e notadamente bom escritor/orador, para dizer que este meu texto é uma merda. Ele pode pensar "ela é burra", mas eu também posso te ownar na matemática, filho da puta. E inteligência é algo relativo demais pra servir de argumento pra qualquer coisa.
Então pode ser que esta pessoa perceba a não naturalidade e não fluência desse texto. Pois eu já passei pro terceiro parágrafo e eu não faço a menor idéia de quando é a hora certa de trocar parágrafos. Geralmente é quando eu tenho que parar pra pensar, de novo, no que eu to tentando dizer.
Sim.
Esse post não é pra fazer sentido. Na verdade eu gostaria que ele, poeticamente, não fizesse sentido. Mas ele agora faz sentido e não faz ao mesmo tempo, e não é poético. Então, neste momento, eu só gostaria que todos entendessem o que eu quero dizer. Ah, o random com M foi a maneira que eu tentei iniciar o post com uma enrolação, para, depois de 40 linhas dissertando sobre o meu erro proposital, chegar a algum lugar. Mas não deu. Eu poderia até explicá-lo agora, mas já perdeu a graça. FAIL. De novo.