quinta-feira, 30 de abril de 2009

Laura brasileira

Bruce Sterling é um escritor, e dos meus preferidos, e que junto a William Gibson, considerado por mim um mestre, criou a fantástica obra “The Difference Engines” e deu início ao movimento literário steampunk. Isso foi em 1991. Mas isso não importa agora.  Stering é lembrado como um dos únicos autores do subgênero o qual ajudou a criar, o cyberpunk,  a escrever personagens incrivelmente ingênuos, que lutam por princípios e ideologias as quais são fortemente apegados, além de disponibilizarem de um incomum senso de moralidade.

Talvez seja por isso, que no início de “Piratas de Dados”, Laura Webster, ao tropeçar em um fio camuflado pelas areias da praia na qual corria, tomada por um sentimento de raiva e indignação, o investigasse e tentasse tirá-lo da sua praia, para que nenhum turista desavisado tivesse o mesmo destino que ela. Ela puxa o fio, que originava de um videocassete exposto a 20 anos de maresia, sais e outros elementos naturais, e retira o objeto da areia. Chama então por uma lata de lixo, que prontamente dirige-se à jovem executiva e recebe dela a velha sucata. O receptáculo agradece a moça pela sua boa ação e pergunta se ela desejaria receber a recompensa por manter a praia limpa. Laura responde prontamente que não, que a lata deixasse a quantia para os turistas.

O que mais me chamou a atenção nesse trecho não foi nada relacionado à história em si, apesar de ser uma passagem até engraçada se você imaginá-la, principalmente pela lata de lixo andante e falante. O meu ponto é que Laura, usuária, por assim dizer da praia futurista em questão, em dois momentos pensa não nela, mas sim nos turistas que visitariam o local. Mesmo que não fossem citados o sobrenome da personagem nem o nome do autor do livro, poderíamos facilmente concluir que Laura não era, nem jamais poderia ser, brasileira. E a praia futurista em questão, não poderia de forma alguma ser no Brasil.

Primeiro, por que uma lata de lixo semisentiente, com rodas, voz engraçada e que distribui recompensas em dinheiro jamais funcionaria nesse país. Fosse agora, em 2009, fosse em 2023, ano em que se passa o livro. No Brasil, “lata de lixo” assim chamado por Laura, receberia outro nome, provavelmente um bizarro, e não duraria mais do que uma semana funcionando. Ou seria destruído, jogado ao mar, enterrado na areia pelos brasileiros, ou simplesmente roubado para que suas peças fossem vendidas. Talvez, se tivesse a sorte de ser roubado por um dono inteligente – e existem brasileiros assim, sério. Principalmente para fazer alguma tramóia – que o reprogramaria para receber todo o dinheiro do robô.

Segundo que Laura, se brasileira, jamais retiraria o videocassete dali. Ao menos, não pensando no bem estar dos turistas. Laura brasileira o deixaria ali ou o camuflaria ainda mais aumentando assim as chances de pegar um turista desavisado. E provavelmente ficaria parada ali, sem nada fazer, esperando que a sua primeira vítima tivesse o mesmo fim que ela teve anteriormente. E depois riria ao presenciar a cena.

É o que eu faria.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A vida é bela

Interessante como, muitas vezes, pequenas coisas nos fazem enxergar a vida de uma maneira melhor.

Estava eu, em casa, com a cabeça cheia de problemas e preocupações, frustrada, provavelmente não dormiria tão cedo.

Eis então que ouço, distante, na rua, uma voz solitária que esbraveja, alto e com orgulho (provavelmente sob o efeito da caninha marvada):



"AAAAAAAAAAAH! HAHAHAHA!"




De repente, a inspiração que eu precisava para o FODA-SE. E a vida é bela novamente.

Bezerra elevado ao quadrado (2)

De fato, a máxima é verdadeira.

Bom, pelo menos na primeira tentativa funcionou.

Poderia ter sido melhor, mas faltou malandragem. E apenas ela.

Pensamento do dia.

>>>>>>>




Eu não posso ser a única pessoa no mundo a achar isso.

terça-feira, 28 de abril de 2009

QUANDO SABER PRA QUE O PRODUTO SERVE É O QUE MENOS INTERESSA



Para os curiosos: http://www.submarino.com.br/produto/11/1642703

(não, infelizmente não estou ganhando nada com isso).


Só não supera o restaurante que eu vi ontem no caminho de volta pra casa, ROLANDO ARROZ, com a imagem de um garfo simulando uma raquete de tênis.

Para quem ainda não associou:



Bezerra elevado ao quadrado

Recentemente ouvi uma frase de um amigo:

"Não adianta ser malandro, tem que ser malandro e desonesto"

Vou considerar fazer desta citação uma máxima, mas apenas na faculdade.

domingo, 26 de abril de 2009

Começando pelo mais importante




Falando sobre futuro, atendo-se estritamente às conjecturas profissionais:

Antes 

- quando pequeno, queria ser piloto de avião, pois adorava a idéia de pilotar aquelas máquinas gigantescas e barulhentas, além de voar, é claro.

 - quando adolescente, queria fazer Direito, influenciado pelos familiares cheios da grana além de outros exemplos conhecidos de bacharéis, magistrados e o caralho a quatro que compravam o carro do ano duas vezes, se quisessem.

 - no último ano de colégio resolvi que faria cinema, até hoje não sei ao certo o motivo, mas a sétima arte sempre me agradou. Prova disso é que cresci grudado na televisão, curtindo todos os épicos do Arnoldão, Stallone e Van Damme.  No entanto, não sei como me portaria dentro de uma sala com indivíduos que promoveriam ferozes embates argumentativos sobre qual dos dois cinemas pode ser considerado artisticamente superior, se o expressionismo alemão das primeiras décadas do século XX ou o atual cinema europeu, de preferência considerando o período a partir dos anos 90. Eu assistiria calado enquanto tentaria me decidir sobre qual meu filme preferido: Quanto Mais Idiota Melhor ou Curtindo A Vida Adoidado.

 

Agora

 - curso Direito em uma faculdade particular e não gosto, apesar de achar tal curso uma excelente fonte de conhecimento. Vale destacar a cara de WTF que fazem quando cito tal afirmação. Apesar de todo o desgosto e indignação que o curso me trouxe anteriormente, descobri uma forma excelente de aturá-lo, e em alguma vezes, até se divertir com ele. Desenvolvi uma técnica que garante minha aprovação (e de tabela adquiro um pouco de conhecimento) mediante a simples ação de faltar as aulas o máximo possível. Isso não necessariamente me força a estudar mais em casa ou nas horas vagas, eu continuo com quase o mesmo tempo reservado aos estudos de Direito, exceto com a diferença que tenho mais tempo livre e não passo por stress nem incomodação alguma com as aulas. 

- no final do ano passado em troquei a opção de Cinema para Design de Animação na ficha de inscrição do vestibular. Acabou que passei finalmente, embora de forma parcial – isso é outra história -  e tudo indica que no início do próximo semestre estarei cursando a bizarrice em questão. Um dos motivos dessa súbita escolha deve se relacionar com o recente surgimento do meu fascínio pela cultura de convergência, e acredito que estaria ai uma porta pronta para ser aberta que levaria a tal oportunidade. 

- com um grupo de amigos, estou trabalhando na realização de um filme, que na verdade é um trailer, na tentativa de criar um trabalho concreto e de boa qualidade que seria utilizado para atrair mais pessoas desocupadas à nossa empresa recém criada de projetos multimídia. O nome da empresa é Flying Morse. 

- considerei fazer Letras duas vezes já esse ano. Em nenhuma eu estava alcoolizado, o que significa que é algo a se considerar futuramente. 

- ontem um amigo me perguntou se não queria fazer Design em uma estadual. Respondi “opa, claro, pode contar comigo” não fui sarcástico nem irônico, e estava sobre efeitos do álcool, o que da ainda mais créditos a essa alternativa.

- a idéia de me tornar piloto de avião foi sendo enterrada e esquecida com o tempo. Hoje, eu apenas pulo de aviões. 

sexta-feira, 24 de abril de 2009

COWBOY ETERNO.



Sempre quis que este fosse o post inaugural do blog (ta, não é pra tanto, eu não penso em Big Brother o tempo todo =D).

Enfim:

O cara teve os participantes concorrentes, o público, o Bial, o Boninho, a Sônia Abraão e o ESCAMBAU contra ele. Ele sabia disso. Ainda assim, ele deu um chapéu em todo mundo e, com maestria, tirou um por um, INCLUSIVE A IRISLENE, até sobrar o Alemão, que só não saiu porque ainda não existe a possibilidade de ir para o paredão contra ele mesmo. E só não foi expulso do programa com 99% dos votos porque deu um jeito do seu último paredão ser contra alguém tão queimado quanto ele. (vide “Eu veto sim, Bial” – frase épica e para sempre em nossos corações).


ETERNO.