sábado, 26 de dezembro de 2009

Próxima parada, A Missão.

"Ferris Bueller usou uma Ferrari para chegar até o desfile e cantar, mas ele poderia muito bem ter ido a pé."

Se você pensar bem, comparativamente, o número de pessoas que deseja a você um Feliz Natal e um Feliz ano novo é menor que as que desejam um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.

Qual é o problema das pessoas em desejar um Feliz Ano Novo? Eu não to nem questionando se aquelas que desejam feliz-feliz estão ou não sendo sinceros, muitas vezes elas só tão respondendo "obrigado pelo presente seu filho da puta"

Talvez elas pensem que a felicidade não é tão importante quanto a prosperidade, e que você só terá um ano feliz se ganhar muitas coisas e muito dinheiro, quando, sabe, as vezes, a felicidade está nas pequenas coisas. E que você se foda o ano inteiro ganhando ou perdendo dinheiro, que a felicidade subexista em pequenos momentos esparsos e mínimos de sua vida. E que de feliz mesmo naquele ano você só tenha o natal que compreende as meias e os pijamas que você ganha, e talvez aquela coisinha a mais que alguém acerte.

"Olha, eu não te conheço bem quanto queria, mas o que aprendi contigo nesses poucos meses de convívio é que tu curte Led Zepellin, então... sério, é real, se eu ganhasse na megasena ou tivesse ficado com todo aquele dinheiro da vadia do iphone multiplicado por três, eu te daria aquele livro do Led Zepellin que custa 80 conto"

E se você percebe uma boa intenção em palavras como essa, e que uma pessoa dentre tantas é capaz de entender alguma coisa sua, então basta apenas a intenção. É um dos poucos momentos que o que vale mesmo é a intenção. Por inteiro. Verdadeiramente.

E deixe que a felicidade venha com o tempo. Ignore o caralho das palavras de prosperidade e force a si mesmo em ouvir um fade in da palavra FELIZ se sobressaindo naquelas palavras random decoradas de pessoas que você conheceu a pouco, que você conhece a vida toda e vê uma vez por mês, que você viu pela primeira vez noites duas atrás.

A partir de agora não vou responder "igualmente", "pra você também", "que 2010 tenha muita alegria", "que 2010 tenha muita prosperidade", "que 2010 te traga muito dinheiro" Vou dizer apenas "felicidades".

Para os amigos do peito "bora putariar em 2010 creuzebeck rsrs".

Para companheiros de morsas, uma única palavra. "MORSAS, mano, MORSAS"

Que você encontre a felicidade não nesse natal, não no próximo ano, mas daqui para frente, a partir do momento agora definido pela grandiosidade do universo e suas infinitáveis infinitas infâmes variáveis brincalhonas-filhasdaputa-sábias. Que você aprenda que a felicidade não é uma vez na vida perceber que o que vale é sair com dois melhores amigos, faltar aula, comer num restaurante bom sem pagar dizendo que você é o rei da salsicha de Boston, dirigir uma ferrari e cantar Twist and Shout em um desfile tudo isso num dia só,

mas que você aprenda que é possível fazer isso sempre.

Você pode fazer isso sempre. Você pode. E isso não é auto-ajuda. Eu não seria capaz disso. É contra minhas convicções morais. Isso não é auto-ajuda, não é uma ajuda vendida, não é uma ajuda gratuita. Entenda isso como eu, sim, eu, dando uma voadeira no seu pescoço. Com os dois pés. Com um par de tênis brancos, da Adidas, de jogador de basquete. É, aqueles mais resistentes que os de Skate. Com Bullet-time e tudo. E eu faço isso por uma única, pura e simples razão. Por que esse mundo tá uma merda e somos eu e você que temos que começar a botar essa putaria nos eixos. E nós vamos botar essa merda nos eixos nem que tenha que sair dando porrada com bastão de baseball na cara dos filhos da puta que só fodem o mundo.

E não perca mais o seu tempo procurando o que é perfeito para o momento, as vezes a primeira coisa que lhe aparece é a mais óbvia e sábia variação que a diversidade de possibilidades jamais poderá apresentar a você. Ou talvez valha a pena, pq acabo de achar a likeness perfeita para Jan. Exatamente como eu tinha imaginado, mas o bendito corno filho da puta teve a moral de desenhar isso. É um começo. Poderia dizer que é tarde para achar isso nessas alturas do campeonato, no final do ano, mas a dias que penso que 2010 é o presente, nesse ano, nesse tempo.

Para finalizar, random awesome things, porque a tradução não teria uma sonoridade tão legal. Coisas randômicas incríveis. Em uma só imagem. Para relembrar as highlights do ano, para acreditar nas possíveis highlights do sempre a partir de agora.



Só não se esqueça, nunca, jamais... que Ferris usou uma Ferrari, mas poderia ter ido a pé.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Sobre a viagem mais épica de todos os tempos



Esta singela árvore de natal, localizada sobre uma bíblia e repousando pacificamente sobre nosso frigobar foi a maneira singela - porém sincera - que encontramos para homenagear a pessoa que mudou as nossas vidas.

Se receber carona de estranhos que se despedem com um "LOVE YOU GUYSSSS" ou conhecer o CONSELHEIRO DA TRIBO, ou então receber instruções de como proceder no caso de assédio sexual por um oficial manco, e servir capuccinos pra velhinhas que utilizam respiradores enquanto jogam bingo por 3 horas seguidas já não fosse insano o suficiente, hoje foi um dos pontos altos DA MINHA VIDA.

Eu tava lá, de buena, caminhando na beira da estrada, carregando 12 rolos de papel higiênico e detergente enquanto escutava Thievery Corporation quando um percebo um carro andando devagar o suficiente para acompanhar meu passo. "Que bosta", pensei. "Deve ser algum mexicano bizarro que vai me estuprar e roubar os meus rins pra trocar por fichas de cassino".

E seria um mexicano que iria me estuprar e roubar meus rins. Mas, mais uma vez, Érika lançou sua bênção sobre mim e, bom, o resto vocês já sabem.


- hey officer, my friends won't believe me unless I take a picture..

- well, knock yourself out, my dear. LOL

Vocês tem um blog, caralho

Usem-no com sabedoria.

Tipo para postar que o uniforme do atual emprego abriu uma gama de possibilidades incríveis para situações de assédio sexual por parte de seus superiores

ou

"CARAS ACHEI O CAMINHÃO DA BRINKS RSRSRS"

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Começe sua semana com

A diz:
Segunda-feira hoje promete ser louca

CyberElvis diz:
Todas as segundas-feiras deveriam ser loucas

A diz:
Sua definição de louca?

CyberElvis diz:
Você falta a aula, pega o carro fodão do seu pai/tio/amigo/pai do amigo e vai para um desfile. Twist and Shout começa a tocar no alto-falante do mundo.



http://www.youtube.com/watch?v=YfrLFX96HUs

Era para você clicar na imagem e ir para o vídeo, mas tipo, não deu certo. Então, sabe, foda-se.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Não sei se rio, se choro ou

se consulto a legislação americana.

Tudo começou com a minha mania infeliz de googlear pessoas. Não só seus nomes completos, como também seus nicks e emails. Por exemplo: se meu email fosse visforvadia@pueblodepojoaque.com, eu googlearia "visforvadia", porque esse é normalmente o nome de usuário da pessoa em outras mídias sociais. Sempre acho alguma coisinha.

Eis que meu futuro chefe (meu e da companheira Natasha, aliás), me manda um OLÁ DO NOVO MEXICO de seu email pessoal. Minha descoberta é boa demais para ser descrita, então deixo-vos com a beleza de uma série de prints.


apaguei o resto pra fingir que alguém além de nós mesmos lê o blog



procedimento tecnico-cientifico utilizado na investigação



precisa falar mais alguma coisa?


É... esse ai é dos meus. Ai que loucura!

domingo, 8 de novembro de 2009

é, de certa maneira

Eu diz: (ou digo) ((enfim, ))
*fez o que tinha que fazer?

Indivíduo diz:
*ja
*to comendo agora
*mal almocei hoje

Eu diz:
*massa
*digo, não é massa tu não ter almoçado
*pq é importante almoçar
*pelo menos pras pessoas que não são gordas
*que não é teu caso
*e é legal comer comidas saudáveis
*ah, tu entendeu

Indivíduo diz:
*sim sim
*risos

Eu diz:
*to desenhando uma laranja
*preciso reproduzir a textura dela perfeitamente
*ou pelo menos de maneira considerávelmente aceitável

Indivíduo diz:
*coincidência to comendo uma laranja agora
*com coca light
*e depois vo comer hersheys
*2 deles
*mas não todos
*uma fileirinha de branco
*e outra de preto
*mas só por não ter almoçado hoje, se não nem comia os chocs



Três pontos a se considerar:

1- a audácia de escrever risos ao invés de "rs"; ou "hahaha"; "huahauhauahu"; ou "KAPOIFSQKIAOPSFAS"

2- A Coca Light realmente tornou tudo mais saudável naquela refeição.

3- Vocês mulheres tem uma noção de saudável realmente interessante, em dados momentos.

Bonus round: chocs é bonitinho. Gostei. De uma maneira completamente masculina, tipo, fofinho-macho.

Isso foi só pra dizer que o blog não morreu, que ainda estou aqui, e que um post sobre o baile funk do pensamento masculino eventualmente verá a luz do dia. E tinha outra coisa pra postar aqui, que prometi que faria, por livre e espontânea sugestão de terceiros, mas não lembro o que era. Devia ser importante, pq só esqueço de coisas importantes, se fosse inútil eu lembraria. enfim

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Descobertas que destróem a infância.

Inspirado no post anterior:



AMOR ESTRANHO AMOR






Eu tenho um irmão que já decorou o diálogo inteiro da Xuxa com o moleque. Tá, eu admito, eu acho que também lembro da maior parte. Mas não queria. Hoje eu acho graça, e na verdade, na hora, eu também acheI. Só que, no fundo, eu senti que uma parte da infancia fora destroçada sem dó. É a XUXA fazendo porn com uma criança. E, se duvidar, na "versão do diretor" ela pega até a Vera Fischer. Ok, próximo!



TURMA DA MÔNICA JOVEM








A turminha cresceu. Virou mangá. Ok, foi só o Mauricio de Sousa que conheceu as DORGRAS. Vai lá, até ficou bonitinho! Mas não foi só isso. Eu juro que eu não sabia se o pior era o Cascão ter tomado banho ou a Mônica ter dado uns catos no Cebolinha. O desempate foi decidido pelo SQUIDUM DUM DUM desta cena.


-x-


E ao final de tudo isso poderíamos pensar: a infância nao se resume apenas a TV e gibi! É, claro que não. Não preciso nem listar os hits da infância anos 80-90 porque provavelmente todo mundo já recebeu uns 30 e-mails idênticos que falam sobre isso. O que eu quero dizer é que, acima da tudo, a infância é marcada pelas lembranças sobre a sua própria vida naquela época. Seu colégio, suas férias de verão, seu amiguinhos. Com alguns deles você mantém amizade até hoje; outros, com o tempo e a distância, naturalmente, se separam - mas você o tem no seu orkut, provavelmente porque o filho da mãe queria somar mais número de amigos. E tem aqueles últimos que você acha no álbum de fotos antigo. É você e a sua amiguinha do prezinho de mãos dadas e felizes, posando para a foto. Muitas lembranças boas. Foi uma amiga tão especial que me lembrei facilmente do seu nome completo. E fiz o que não devia: GOOGLEEI.

Todos os paradigmas sobre infância destruída são quebrados no exato momento em que você se depara com um resultado de busca parecido com este:

"Uniondale New York Adult Chatrooms

Nitin Prabhu And Deutsche Bank Hornell Ny Bigest City Autumn Haze GANGBANGSQUAD FREE [NOME DA COLEGUINHA] ADULT Sweepstakes"

Pior ainda é colar isso pros outros. E um deles te responder prontamente: "MASSA".

sábado, 10 de outubro de 2009

O pior emprego do mundo

Alguém já deve ter visto aquele programa que mostra os piores empregos do mundo. Ou viu no Fantástico, sei lá, pq o Fantástico tem o costume de passar uma porrada de programas e resumi-los em apenas 5 minutos. Quem viu Caçadores de Mito, produção com aproximadamente 50 minutos + comerciais, ser reduzido à 5min e narrado pelo Tuco da Grande Família sabe do que eu to falando.

Eu nunca vi esse programa, pra falar a verdade. Mas lembro de umas de suas chamadas nele. Numa delas tinha um cara limpando merda de elefante. Uma droga de emprego, realmente, uma droga pois odeio repetições, se não falava merda. Mas seriam duas repetições, e prefiro evitar isso. Até por que outra das chamadas que eu vi mostravam outro emprego, e esse também era uma merda. O emprego do indivíduo era triste, ele limpava os caminhões de sugão, ou seja lá qual for o nome. Basicamente, ele fazia o pior do pior serviço possível. Ele limpava a merda do caminhão que limpava a merda. Ele é tipo, o trainee do estagiário da secretária.

Mas há empregos piores, disso eu tenho certeza. Pq limpar merda é um negócio, digamos, digno, se você tem carteira assinada e coisa e tal. Mas o emprego que eu pensei recentemente é um dos piores possíveis, e isso pois você não pode expressá-los com outras palavras que não aquelas exatas que exemplificam o trabalho. Por exemplo, o limpador de merda poderia dizer, numa mesa de bar, no meio da balada, whatever, ao conhecer a cocotinha lvl 83 que, dentre outras coisas, "faço manutenção geral de veículos de grande porte para serviços essenciais". Isso da pra disfarçar. Só que nesse emprego que acabei de ver não.

A mulher só pode falar uma coisa: "Ah, eu sou dubladora" Legal, deu pra disfarçar. Mas como essa é uma profissão que desperta a curiosidade, inevitavelmente o terceiro vai perguntar: "Que massa, mas quem você já dublou?" Ai é que fode.

Ai que fode mesmo. Pq essa mulher é dubladora de Cine Band Privê. Ela dubla a Emanuele. Sim, a mina que viaja o mundo, o espaço e o futuro transando com homens, mulheres, alienígenas. Imagina falar pro seu pai ou mãe "Mãe, consegui um novo emprego, vou dublar uma personagem bem conhecida" "Que bom filha, quem?" "A Emanuele, daqueles pornos pra quem tá no início de puberdade que passam na Band, legal, né?" "Eu te deserdo", diz o pai.

Essa mulher dublou aquelas canastrices, e pior que isso, dublou para o belíssimo português carioquês. "Max é meixmu?" Talvez, dependendo do indivíduo, ele possa ser transportado para o baile funk.

Se ele não for, ela vai ter que apelar para outros de seus trabalhos. Um destes foi um trabalho clássico, e ai mora outro problema. Pq não é qualquer um que sobreviveria mentalmente após as próximas palavras dela: "Ah, eu também dublei a Cheetara"

A Cheetara é clássica, eterna, provavelmente uma das primeiras personagens femininas que um guri simpatizaria. E apenas isso. Espero que ninguém tenha participado de bailes funk com a Cheetara. Ninguém que eu conheço, espero. Enfim, ela era massa. Descia o cacete com um bastão. O bicho cinza precisava de nuchakus e um tanque. O Lion-O precisava de uma espada, e uma espada que crescia. E eu realmente vou parar por aqui, pois já me falaram que Thundercats era uma parábola à adolescência. Não ouvi a teoria toda, levei as mãos aos ouvidos, fechei os olhos e sai de perto. Não aguentaria aquilo. Continuando...

E porra, a dubladora da Cheetara ser a mesma da Emanuelle fode com qualquer infância.



Só não fudeu com a minha pq infelizmente ja tive o desprazer de conhecer o hentai do Chaves.

sábado, 3 de outubro de 2009

cold ice motherfucker

Aprendemos até, aproximadamente, o primeiro ou segundo ano do ensino médio, que existe calor e frio. Quem disse isso foram nossos pais, amigos, avós, tias professoras, tias tias, professoras de ginásio, aquele único professor do ginásio que você teve.

E nós, por conta própria, aprendemos que existe calor e por conseguinte, existe frio. Tipo, um é a contraposição do outro. Maniqueísmo-like. A-Z, 0-9, vermelho e azul. Um existe para validar a existência do outro. E foram muitas repetições de existência nesse parágrafo, eu sei.

Mas elas vão acabar. E porque chegamos no ensino médio. Que é quando chega um filho da puta de um professor de física e diz que frio não existe, que estávamos errados, fomos ensinados errados, somos burros, e que o que existe é a ausência de calor. Aí, nos dias que seguem, você não pode mais falar que sente frio ou coisas parecidas. Você acorda as 6 da manhã em um inverno, pega um casaco, não é o bastante, pensa consigo mesmo. Pega outro. E mais outro. Pronto, pode sair e pegar um busão pra aula. Talvez você tenha sorte e vá de carro. Ai, chegando no colégio, aproximando-se da rodinha de amigos, abrindo e tomando seu próprio espaço até que enfim, você entra na roda ao lado de Zé e Jão. Eles se viram pra você e dizem: "frio hoje, não". Você assente.

Ai chega um filho da puta e fala: "Frio não existe. É a ausência de calor". Ai você manda esse amigo tomar no cu. Duas vezes. Pq você não pode falar isso para o professor de física.

Eu digo que os dois estavam errados. Os dois filhos de suas respectivas mães-putas. Porque frio existe sim, força de expressão ou não, vício de linguagem ou não. E eu digo isso com a maior autoridade, pois, recentemente, presenciei não a transferência de calor de um corpo para o outro, mas sim a transferência de frio do nada para um corpo. É um tipo de sensação interessante, que eu pensei que teria antes de pular de paraquedas, mas lá eu só fiquei com um sorriso retardado. Eu queria estar com um sorriso retardado quando li aquelas palavras. Na real, eu to rindo agora. Mas na hora fiquei branco. Eu comentei que senti naqueles exatos três segundos que sucederam a frase um frio se alojar dentro de mim e forçar um e apenas um pensamento. Um pensamento brasileiríssimo, e talvez, universal. Mas explicado com uma expressão em inglês.

WTF
W-T-F
WHAT THE FUCK

O tempo que você levou pra ler essas linhas foi o mesmo que eu tive para reprocessar três vezes a informação. Como quando pulei de 4000 pés de altura, um segundo virou um minuto ou mais. Só que diferente do pulo, não pensei em mil coisas ao mesmo tempo, quanto mais cheguei à conclusões. Cheguei a uma dúvida.

Cara, isso não se faz. Isso definitivamente não se faz.

Lésbicas só são legais na ficção.

Encerro com uma obra FICCIONAL que só a internet poderia nos proporcionar:

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Pensamento do dia

A inspiração pra postar alguma coisa no blog, geralmente, surge quando tens que estudar pra uma prova no dia seguinte. As 8 da manhã. Já são quase 11 da noite e teoricamente você deveria dormir. Enfim.

Acho que todo mundo tem vergonha da própria adolescência. Na verdade, se me perguntassem isso há uns 5min atrás, eu responderia "ah, foi uma adolescência normal, eu acho". Mas se você me pergunta isso agora eu te respondo: "EU PODERIA JURAR QUE NUNCA POSTEI UMA FOTO MINHA COSPLAY DE LARA CROFT NO FOTOLOG".

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Inauguração do EMMUP

Mais do que anedotas e epifanias, eu acho que esse blog deveria ser um espaço de utilidade pública. Portanto, venho, através deste, inagurar o EMMUP (Espaço Malditos Mosquitos de Utilidade Pública).

Inicio compartilhando com vocês uma coisa maravilhosa de meu deus que só mesmo a pediatria pode nos oferecer: a ECOPEDIATRIA.

Ecopediatria: estudo do ambiente em que a criança se encontra e suas relações com o mesmo.
Características ideais para o crescimento do enfante: uma casa com ambientes coloridos (estímulo neuropsicomotor), arejada, iluminada, piso de madeira (não é muito duro ou gelado), diferentes texturas, sem quinas, espaço verde com equipamentos adequados (sem morros, buracos, pedras, rios ou lagos), sem área industrial/avenidas/poluição por perto, com cachorro (sem pelos, pequeno, fora da casa, para a criança se acostumar com afeto e sentimento de perda), não isolar a criança (quarto conjunto), ter crianças para brincar, ter sol no quarto pela manhã (o quarto nunca deve ser virado para o sul pois não pega sol e tem muito vento), é bom ter família extendida por perto (rede de suporte para a criança).

Não precisa agradecer. Beijos.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

De volta para o

Injete em sua alma liberdade, é de graça.

A tradução literal teria uma repetição, e segundo a gramatica correta graça é a palavra errada para essa expressão sendo o correto, portanto, "é de grátis, é de grátis"

o que soa incrivelmente caipira e caiçara.

whatever, forças ocultas e trevorosas me impõem demandas que tristemente terei de ceder. À aula de penal agora, depois eu volto e termino.

Caralho, pensei numa parada sobre vargas e a ditadura agora. Trabalharei nisso durante a aula, enquanto desenho bonequinhos fazendo coreografias do Michael Jackson e Street Fighter para a aula de Desenho de Anatomia.

domingo, 20 de setembro de 2009

Saber admitir a derrota é uma virtude.

natasha diz:
inveje-me
almoço será galeto, farofa e polenta =D
do meu cantinho =D
(depois de algumas semanas comendo nuggets e miojo)
MAC diz:
inveje-me
pai fazendo cupim e costela
natasha diz:
FUCK
MAC diz:
I WIN
FLAWESS VICTORY

sábado, 19 de setembro de 2009

Pequenos drops de sabedoria inútil

Incrível que quanto mais coisas eu tenho pra fazer, maior é a minha habilidade pra procrastinar. Não tenho absolutamente nada pra dizer, nenhuma história engraçada pra contar, nenhum assunto a discorrer.
Tenho, no entanto, algo a compartilhar. Primeiro, gostaria que vocês, queridos mosquitos, não esquecessem nunca de contemplar o desconhecido. Agradeçam o fato de que não temos o menor controle nem a menor idéia do que vem pela frente, e isso é simplesmente maravilhoso.
Segundo, uma pequeno ensinamento do meu querido tio Freud: na nossa mente, nada acontece por acaso, tudo está escrito tudo tem uma razão.
Terceiro e mais importante,



Sem mais,
Vanessa, a guru

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Ah-sharen-dabadu-dabadah

Atire todas as suas coisas pela janela, as maiores primeiros e espere que elas acertem quem elas tem de acertar. Em seguida as pequenas, talvez elas quiquem e voltem novamente. Ou elas fiquem por lá e você nunca mais as veja. Ou elas quicam na cabeça de alguém, duas vezes. Essa é a alternativa mais engraçada. Mas ai você perde essa coisa para sempre, provavelmente. A não ser que você desca as escadas e procure o bagulho atirado depois. Mas ai não teria sentido tacar a coisa pela janela, pois ela ainda serviria de alguma utilidade. Só atire aquilo que é definitivamente inútil, e se você não sabe separar as coisas úteis das inúteis, nem tente atirar nada pela janela. Isso pode trazer problemas depois, tipo tacar alguma coisa útil.

A minha sugestão é refletir sobre o que tiver de ser jogado: elenque as utilidades e as inutilidades, e jogue apenas essas. Não perca a chance de jogar, pois jogar coisas pela janela é uma das coisas mais divertidas que a humanidade como natureza humana foi capaz de criar. Há opiniões que ela chega a superar o fogo no lixeiro.

Mas jogue apenas coisas inúteis. JAMAIS, in capital letters, jogue pela janela a cultura inútil.

Jogue pela janela coisas inúteis ouvindo rock 'n' roll, de preferência.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

As today

No more crawling in this ordinary world.

DAMN BILL

Vamos começar relembrando o talvez maior e mais impactante comercial já produzido na história:



Para que os nossos milhares de leitores diários deste blog entendam o que eu quero dizer, uma breve explicação:

Nós, os blogueiros de hoje, somos os usuários do mIRC de ontem - nos tempos de ouro da internet. A alegria de criar seu próprio channel com qualquer nome sem sentido, botar três pessoas dentro com "op" e esperar pelos estranhos que possivelmente entrariam lá era algo ímpar. Melhor ainda era entrar no #brasil com o nick... ah, isso é outra história.

O fato é: qualquer merda que nos fizesse cair do servidor do mIRC, desde problemas com a internet discada de 8 kbps com o discador do IG até qualquer coisa relacionado ao Windows 95/98 da época, a frase era: DAMN BILL. Todos os dias, às vezes mais de 5 vezes ao dia.

E hoje, por alguma razão, me deu vontade de homenageá-lo com os DAMN BILLs mais WTF daquele tempo. Segue o videozão pra matar as saudades:

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Coisas que você deveria ter conhecido a tempos mas apenas tarde demais que sua existência se revela.

Segura que ai vem uma pedra rolante rolando e ralando, mergulhando em silêncio piruetas naviloukas. São movimentos de uma nação as palavras largadas sem arquitetos no viaduto com caras passagens. É uma vida de cão, de europa oriental à africa central a pobreza só muda o sotaque.

Quando você vê, o caramujo driblou dois, já foi e chutou pro gol. Acontece.




Obrigado por ouvir.

E agora, à matéria e avante da prova de Ética que começa dentro de 2 horas e 12 minutos.

domingo, 16 de agosto de 2009

thunderstruck no deserto

Indivíduo:
to escutando acdc

Eu:
massa

Eu:
que cd/música?

Indivíduo:
thunderstruck

Eu:
porra, essa é muito boa

Indivíduo:
sim.

Indivíduo:
vou escutar no ipod andando de harley

Indivíduo:
daqui uns 5 anos no máximo


Esse é o ponto. Esse é o espírito. Isso é born to be wildar sem medo e pouco se fudendo para o mundo. Em um possível mundo perfeito as pessoas viveriam em um cenário anárquico em que comunidades isolar-se-iam entre grandes distâncias solitárias, que só seriam atravessáveis com harleys e mediante estridentes acordes stonianos, solos hendrixianos e versos bon scottianos. Essas sociedades viveriam de escambo, cerveja, cachaça, vida simples e a boa e velha selvageria. É só imaginar Mad Max + Brutal Legend + cheat pra vida infinita e that's it, take me there.

Só não sei como esse mundo anárquico se manteria de tal forma que as músicas fossem possíveis com um pequeno aparelho de mp3, pois não haveria como sustentar baterias e energia por muito tempo. Mas isso é o de menos. Tudo tem uma trilha sonora mesmo.

E isso inaugura meu retorno à internet.

domingo, 9 de agosto de 2009

Personagens que amamos.

Primeira parte. Provavelmente primeira e única, porque é a quinta vez que eu crio um tópico com continuação que não existe e nunca existirá por pura preguiça ou esgotamento de idéias. Mas acho que posso lembrar, mais tarde, de outras personagens de qualquer coisa que se encaixam aqui. Ou pode ser que eu inspire mais alguém que esteja lendo isso.

Ok. Resolvi, nesse post, relembrar todos os filmes/desenhos/novelas que contenham personagens femininas que conquistaram a minha simpatia. Todas que, de alguma forma, faça com que desperte o meu lado que não presta, nem que seja na imaginação. Pois sim, amigos, eu sou pior do que vocês imaginam. MHAHAHA! Tá, eu só simpatizo com tudo que não é convencional e socialmente aceitável, mesmo. E é inspirado nisso que eu resolvi falar sobre elas, AS DIVAS da ficção.


1) AS GÊMEAS MÁS


Um dos recursos mais conhecidos nas novelas: gêmea boa e gêmea má. Porque a idéia de conhecer duas pessoas fisicamente idênticas e descobrir que o caráter das duas é o mais diferente possível ainda fascina muito autor de novela sem criatividade. Por algum motivo, as gemeas más sempre são as mais bonitas, inteligentes, classudas, bitches e admiráveis. Por isso, comentarei sobre a melhor gemea má ever: PAOLA BRACHO.
A gemea má que dava conhaque escondido pra sogra alcóolatra, era odiada pelas criancinhas da casa e corneava o marido Carlos Daniel nas diversas viagens que fazia sozinha, sob o pretexto de "consulta médica". Propôs à camareira de hotel Paulina, sua cópia pobre e boa, que magicamente conheceu onde estava hospedada, ficasse eu seu lugar em troca de dinheiro. Dinheiro honrado, claro, pois a cópia/gêmea boa só aceitou porque o dinheiro seria usado para pagar os remédios da mãe que estava prestes a morrer. Por que a má propôs isso? Minha parte preferida: pra não precisar voltar pra casa. Dessa forma, continuaria dando para os seus diversos amantes latinos que conheceu nos hotéis, cruzeiros e cassinos, com toda a sua glória. E com uma taça de champanhe na mão.







2) VILÃS DE NOVELAS EM GERAL


Eu sempre vi em certos autores de novelas um potencial de criação de filmes/séries/livros mais fodas que possamos imaginar. O problema é que, no caso deles, o que dá dinheiro é novela. Infelizmente, quem manda nas novelas são as donas de casa. Ainda assim, mesmo tendo que conter a criatividade ao aliviarem a tensão da história - que tem potencial pra ser muito melhor - para não causar revolta no público povão-conservador, estes autores, ainda assim, constróem vilões antológicos. Não falarei da NAZARÉ e sua tesoura/escada/Cavalão e nem da FLORA, e sua psicopatia movida a pequenos detalhes e deboches memoráveis. Vamos relembrar Laura Prudente da Costa.
Que, diante de uma impecável dissimulação, tentou virar a melhor amiga da celebridade/mocinha chata para puxar o tapete dela na hora certa, por vingança - esta, claro, provavelmente movida a algum motivo mínimo que nem a principal desconfiava. Tinha um capanga/michê pra todas as horas, era totalmente bitch-sem-vergonha e, pra finalizar com ainda mais classe, sua trilha sonora era Sympathy for the Devil.







3) PERSONAGENS DE DESENHO FORA DOS PADRÕES "PRINCESAS DA DISNEY".


Eu nao sou fã de desenho, fora aqueles que marcaram a minha infância. Pra falar a verdade, ultimamente eu não conheço nenhum além dos óbvios, e nisso leia-se qualquer coisa anunciada exaustivamente nas propagandas da TV Globinho e programas afins. O fato é que o desenho desta personagem que falarei agora, por algum motivo, eu assisti. Nem muito convidativo ele é, porque se tu resolve olhar pra alguma cena a chance de se deparar com personagens loucos de cabelo espetado preto/amarelos berrando e destruindo paisagens é de 98%. Provavelmente algum dia eu prestei atenção na historia e resolvi ver qual o argumento pra tanta porrada. Nisso, vi essa personagem perdida no meio de algum episódio de Dragon Ball: Bulma. Ela é o oposto das princesas e da tradicional mulher recatada oriental: É mandona, birrenta, se acha e realmente serve pra alguma coisa (é cientista e talvez mais prodígio que o proprio pai, que é o dono de um monópolio de invenções loucas que, na realidade do desenho, são normais). Gosta de ser inconveniente e de vez em quando deixa todo mundo puto, mas já salvou a cabeça de muitos ao longo da história. Até que largou o namorado bonzinho e convidou, sem qualquer restrição, o cara mau, calvo, de cabelo espetado e que já quis matar todo mundo pra morar em sua casa. E ainda teve um filho com ele. Toda essa junção de nonsense comportamental e personalidade totalmente avessa aos padrões faz com que exista todo um carisma na personagem e um espaço nesse post.








4) NATASHA

Ela não precisou fazer nada pra conquistar a minha absoluta simpatia e inspiração pra toda uma vida blogueira. Eu sequer sei quem ela é, o que faz, qual a sua importância na história do jogo e porque eu a escolhi tão prontamente como meu pseudônimo aqui. O fato é que uma imagem fala mais do que mil palavras:





Natasha.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Você sabia?

Que os hamburgeres, cheeseburgueres e caralhos a quatro do Mc Donalds veem todos congelados em caminhões frigoríficos e são requentados no forno e ou microondas em suas respectivas lanchonetes revendedoras?

Então não tem nada de errado em comprar um sanduíche-iche, deixá-lo na geladeira e requentá-lo no forno e ou microondas no dia seguinte.

É perfeitamente normal. Não precisa fazer cara de nojo quando alguém fala isso, pois esse ser dotado do infortúnio de não ter um Mc Donalds nos 45 quilômetros mais próximos utiliza com sagacidade a técnica dos próprios funcionários do estabelecimento para ter o prazer de degustar as iguarias na hora que bem entender.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Everybody loves Gzus

aluno 1: então professora, qual é a relação de (receptor x) com (neurotrasmissor y)?
professora: ninguém explicou direito. pensa que foi porque [sarcasm] deus quis [/sarcasm]
turma: RSRSRSRS
aluna 2: mas essa é a melhor explicação mesmo.
turma: RSRSRSRS...?
aluna 2: [no sarcasm detected]
turma: o_O

Porque todo mundo sabe que na hora do aperto, é só substituir o soro fisiológico por água benta, colar um santinho na testa da pessoa e tá tudo bls!

sábado, 11 de julho de 2009

O tempo necessário para se realizar uma saga na universidade é:

30 minutos. Neste tempo:

Descobri que preciso pegar documentos referentes ao meu curso à tres quadras do meu próprio campus.

Ouvi um funcionário da universidade me dar como ponto de referência para o meu destino o prédio macabro da matemática, chamando-o de "... a prisão lá"

Passei, para cortar caminho, por dentro da "prisão". Ouvi meus próprios passos no assoalho velho, cachorros dormiam pelos corredores misturados às caixas de lixo jogadas pelo mesmo lugar. Salas com portas entreabertas e silêncio quase absoluto. Até que, ao passar por uma delas, cinco pessoas que realizavam uma prova me olharam com cara de desespero. Mais a frente, um tiozão de cabelo branco olhava, levemente encurvado, para a propria mesa, talvez orgulhoso por ter criado sua prova mais foda dos últimos 50 anos.

Deparo-me, no interior do próximo prédio, com uma placa que indica a existência de quatro blocos. Dois deles tinham uma seta indicativa para a esquerda, os outros dois para a direita. O único acesso existente é uma escada, do outro lado desta placa. E não há bloco algum.

Ouvi lorota de mais uma funcionária que não queria me atender, seguida da máxima "já fechou". Às 18:30, com uma placa na porta que informa o horário de funcionamento: até as 20:00.

Tudo isso pra pegar uma porra de um plano de ensino. E ainda não deu.

Eu vou sentir saudades disso um dia, eu sei.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Uma pequena constatação:

Os homens são todos uns grandes filhos da puta.

Hoje eu descobri que sofri a maior humilhação que alguém no CCS pode sofrer: fui trocada não só por alguém que mora na PALHOÇA. Fui trocada por uma guria que faz ENFERMAGEM e mora na PALHOÇA.

Enfermagem. Palhoça.

Sério? Sério?

Porra, eu devo ser muito baranga mesmo. Agora, se vocês me dão licensa, vou ali me matar. Beijos, vejo vocês na minha próxima encarnação.

domingo, 5 de julho de 2009

O dia em que o SUS salvou minha faculdade

Um dia alguém da Secretaria Municipal de Saúde acordou e pensou: "puxa vida, acho que vou juntar os funcionários públicos mais burros, mal-comidos e preguiçosos para foder com algo que deveria ser útil para a sociedade". Assim surgia a equipe de uma ULS (unidade local de saúde).

Outro dia, alguém na universidade achou que seria divertido foder com o dia dos aluninhos - porque nós não temos o que fazer mesmo, essa faculdade período integral é PURA BRINKS - obrigando-os a desfrutar uma agradável tarde de quinta-feira aprendendo com a equipe da ULS o que estes sabem fazer de melhor: absolutamente nada.

Daí um dia eu e uma cotista colega estávamos sentadas na sala de espera fazendo, ADIVINHEM, absolutamente nada quando ela resolveu ir ao banheiro. Nisso, nosso supervisor me informou que havia a possibilidade de uma de nós assistir a um matriciamento psiquiátrico (googleie porque eu não vou explicar). Eu deveria esperar minha amiga cotista linda voltar do banheiro para debatermos como sair de tal situação infeliz e decidirmos quem iria aproveitar a oportunidade de olro que nos foi tão carinhosamente oferecida.

Leia a minha biografia. Viu ali onde fala que eu sou vadia E inescrupulosa? Então.

Quando ela voltou, falei que era pra ela ir pra vacinação ficar ouvindo a enfermeira balofa falar sobre como a raiva pode ser transmitida inclusive por mordidas de bovinos - veja você que inusitado - enquanto eu ia acompanhar uma consulta. Mas ela não precisava se preocupar porque assim que acabasse a primeira, eu ia sair de fininho e trocar com ela. Hihihi. I'M BAD.

Corri, me enfiei na sala junto com a médica e o psiquiatra, e acompanhei dois matriciamentos. O primeiro, uma mãe de um presidiário chorava as pitangas, reclamando da baixa dose de diazepam que deram pra ela, e no segundo, uma faxineira discursou sobre como tinha sido espancada, estuprada e aterrorizada durante toda a vida dela enquanto o psiquiatra aumentava a dose do antidepressivo dela.

Substitui "mãe de presidiário" por "mãe de um universitário drogadinho" e "faxineira" por "madame que foi trocada pelo marido" e lágrimas escorreram por minha face porque, JESUS, é isso que eu quero da minha vida.

E foi assim que o SUS alegrou o meu dia e me lembrou do que que eu tô fazendo nessa porra dessa faculdade.

Fim.

Meu ídolo




Mais pão duro e mais mercenário do que eu.
Talvez eu não esteja no caminho tão errado assim.

Como disse um amigo há um tempo atrás;


ontem, na verdade:

"Cara, não sei qual é o teu problema. Mas a solução é essa aqui"

E apontou pra uma garrafa de cachaça.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Oi, tudo jóia?

Deveria estar estudando. Estudando não, decorando a prova do semestre passado, porque estudar é coisa de gente que vai pegar a minha residência daqui a alguns anos. E como Marcelo D2 um dia me confidenciou, "quem nasceu pra malandragem não quer ser dotô". Bom, acho que eu nasci pra malandragem.

Depois de dias escolhendo um pseudônimo para postar neste adorável blog, convidada pela minha querida Natasha, lembrei-me do meu passado longínquo, quando a Mansão de Luxo da Barbie ainda habitava o quarto de onde escrevo.

Minhas aventuras loiras sempre tinham duas protagonistas: Patrícia, boazinha amante dos animais e dos biocombustíveis e Vanessa, a louca má desvairada sem escrúpulos. Não sei qual era a minha fixação por estes nomes. Não tinham muitos Kens nas Lojas Americanas naquela época, então Patrícia e Vanessa viviam num eterno duelo pelo Ken Malibu e seu calção alaranjado. Esperto ele, que aproveitando-se da lei da oferta e da procura, dava uns catos nas duas com força. Enfim.

O meu ponto é: eu sempre queria ser como a Patrícia. Politicamente correta, fofa e compreensiva. De uns tempos pra cá, descobri que o legal mesmo é ser a Vanessa. As Patrícias que queimem na fogueira do inferno, porque hoje, minha gente, acordei meio Vanessa. E algo me diz que isso vai demorar pra passar.

Então oi, meu nome é Vanessa. Com "v" maiúsculo, de vadia. Va-di-a. Em todos os sentidos. Entendeu? Ok.

Que venham os mosquitos.

terça-feira, 30 de junho de 2009

A Lenda de Billie Jean (2)

MITO é MITO. E merece dois posts seguidos.

Claro que este será muito menor do que o anterior, até porque, ao contrário do que se espera de alguém que tem um blog, a escrita nunca foi o meu forte. Na verdade a sensação que me vem quando estou diante de um novo post do blog com, aparentemente, mais de 100 linhas, ou de um livro com mais de 100 páginas (sem figuras, mais de 5), uma questão de 6 linhas de direito processual, entre outros, é a mesma que vem a alguns - dentre eles o meu provável único leitor, MAC - quando está diante do inofensivo X na matemática. Provavelmente pensar em ler a trilogia do senhor dos anéis seja equivalente a incluir o Y e Z na mesma equação, com parênteses e colchetes.

Ainda assim, estou aqui para comentar sobre a perda do tio Michael Jackson. Apesar de um tanto infantil e piegas, "tio" pra mim é status superior a "sir". E se antes somente uma pessoa poderia lançar um cd póstumo denominado "Legend", também posso afirmar que esta também era uma das únicas que merecia ser chamada, por mim, de "tio".

Michael Jackson é o unico ser com quem eu já me peguei imaginando a seguinte cena: antes do show começar, a porta do camarim entreaberta e lá estava Michael, sentado no banquinho, talvez um pouco pensativo, esperando a hora do show começar. Sim, vamos ignorar os prováveis 500 seguranças e mais 80 pessoas lá dentro do negócio. Retomando: Michael sentado, olhava para o chão, talvez um pouco triste. Eu entro lá sem que ninguém me veja, chego perto e falo baixo: "Michael, eu acredito em ti." E peço um abraço. E, claro: "Me ensina a fazer o moonwalk? RSRS"

Claro que eu tenho noção de que essa situação seria impossível. O fato é que agora eu tenho certeza disso, pois ele não está mais entre nós. Mas em algum lugar está, e inventando uns passos legais com Gesus.

O post dedicado termina com, talvez, a maior homenagem espontênea ao Mito já exibida na televisão brasileira. Ao menos a mais genuína delas. Atalho para o tubão:


domingo, 28 de junho de 2009

A Lenda de Billie Jean


De uns anos pra cá - dois, talvez três - eu peguei um costume muito peculiar. Passei a adotar gírias em meu cotidiano. Mas não gírias comuns, e sim gírias de fontes midiáticas, predominantemente da Internet. Não eram coisas nerds e geeks como owned, pwned e coisas parecidas, apesar de ter me pego duas vezes pensando comigo mesmo "esse cara foi ownado".

Essas gírias são gírias, e também servem de adjetivos. Gramaticalmente, elas são substantivos. Uso-as para fazer homenagem, completar a descrição de alguém, etc. Exemplos?


Mestre.

Schwarzenegger é um mestre. Mestre Schwarzenegger. Mestre Stallone. Mestre Van Damme. Mestre Bruce Willis. Recentemente, Jason Statham tornou-se um mestre. Não só de filmes provém os mestres. Eles veem da música, futebol, cultura pop, cultura inútil, cultura nerd. Snake é mestre. Don Corleone é mestre. Seu Madruga mestre semi-supremo. Billie Jean Davy é... mestra? Jan futuramente será uma. Ninja é mestre inspirador. George Lucas é mestre. Darth Vader é mestre. Indy, Han Solo, o próprio Harrison Ford. Sidney Magal. Tim Burton. Roberto Carlos (ambos). Patrick M'boma. T-800. Urdnod Wrex. Morgan Freeman. Kanu. Zé Ramalho. Jack Nicholson. Bob Dylan. Gimli "AND MY AXE" são mestres. A lista é grande. Mas eles não são tantos assim.

Ah, William Gibson é outro mestre semi-supremo. Sem ele eu não estaria aqui. No blog, eu digo.

Outra palavra?


Épico.

Sucintamente, a definição de épico é algo estrondosamente dotado de foderosidade suprema. Rambo. Todos eles. Rocky. Também todos eles. O Demolidor, e parei de Stallone por aqui. Conan é épico. Exterminador do Futuro 1 e 2 são indubitavelmente épicos. O 3, talvez. O Vingador do Futuro é épico. Comando para Matar é épico. True Lies é absurdamente épico. Predador, além de épico, ensina a todos nós como agir como homens. Se você quer ser macho, independente do sexo, assista Predador. O Último Grande Herói é épico. Até mesmo Um Tira No Jardim de Infância é épico. E ele ainda nos ensina que "meninos tem pênis e meninas tem vagina". Arnoldão, sem dúvidas, foi um de nossos grandes professores. Como os Mestres, também os Épicos não vivem só de filmes. Neuromancer é épico, Monalisa Overdive é épico. Metal Gear Solid é épico. Todos eles. E o 4 ainda nos ensina novos conceitos de epicidade. Halo é épico. Mass Effect é épico. Star Wars é épico. Knights of the Old Republic, O Arco-Íris da Gravidade, Show do Milhão, bolachas Passatempo, batatas-fritas, o bagulho que o Maurício de Sousa fumou. Todos esses são épicos. Led Zepellin é ÉPICO. Com letras maiúsculas.

Escrever Metamorfose Ambulante aos 13 anos é épico.


Deuses

Terceiro e último, existe o termo Deuses. Não é necessária alguma explicação. Jimmy Page é Deus. Jimi Hendrix é Deus. Janis Joplin é Deus, pois me sentiria desconfortável de chamá-la de deusa. Outros superam seu status de mestre e tornam-se também, deuses. Arnoldão, Hideo Kojima, Seu Madruga, Bob Dylan. Snake. Tony Montana. Silvio Santos. Bob Marley. Ferris Bueller.

O que me entristece é que nunca vou lembrar de todos eles.

Finalizando, e sendo sincero, admitindo que esse foi o motivo do meu post, eu gostaria de comentar dois casos. Duas novas adições.

O primeiro é o Lúcio.


Eu sempre botei fé nele. Sempre vi no monocelha o xerife que precisávamos. O cara correto, íntegro e com moral pra xingar todo mundo na hora que precisa. Criticaram ele. Criticaram incessantemente Lúcio. Poucas vezes tiveram razão. Mas esse cara bronco, desengonçado e pedreiro que baixa o santo de vez em quando e o filho da puta faz uma jogada mágica, é campeão do mundo, campeão da américa e da copa das confederações. Duas vezes. Ontem xingaram ele mais algumas vezes. Ele foi descartado pelo seu clube, o Bayern de Munique. Hoje ele levantou a taça da Copa das Confederações. Levantou, literalmente. Ele era o capitão. E fez o gol da virada, que também foi o gol da vitória.

Ele sempre foi, mas hoje ele mereceu essas linhas, essas fotos. Mereceu levantar aquela taça.

Lúcio é Mestre.


O último ponto a comentar, é a minha real e verdadeira razão desse post. Fiquei em dúvida se falava isso direto, sem enrolar como eu tanto adoro fazer, mas o Lúcio, mais do que todos hoje, merecia uma menção. E para isso eu precisava introduzir esses dois conceitos. Foi então que decidi falar de mestres, épicos e deuses. A minha última homenagem não se trata de nenhuma delas em específico, ou talvez, pela perspectiva certa, seja de fato todos eles juntos. É claro, eu só posso estar falando de uma pessoa. Eu não quero comentar o que ele foi, o que fez, o que deveria ter feito, o que deixou de fazer. Isso renderia 40 posts, e eu não tenho tempo pra isso, por mais que ele merecesse. Eu vou tentar ser breve. Vou começar com um limite de palavras para falar de Michael, mesmo sabendo que vou ultrapassá-lo.

Ele transcendeu os meus conceitos, que não são lá grande coisa, e também esse fato não tem tanta importância. Só que ele trascendeu outra coisa. A própria mídia. Ele a revolucionou, moldou, liderou. Isso foi esquecido quando uma série de infortúnios começaram a surgir por todos os lados. Alguns nunca foram provados. Outros são mistérios até hoje. Esses infortúnios tiveram muita força nas últimas décadas, o bastante para afetar o artista e sua imagem de uma forma semelhante ao ostracismo. Até ele anunciar um recomeço.

E então ele morreu. E toda a vida dele voltou para a mídia. Do conturbado início ao conturbado fim. Todas as matérias lembravam ambos os lados da carreira dele. A ascenção e decadência. Só que todas, sem exceção, terminavam seu material apresentado com uma conclusão, ainda que não fosse pronunciada e escrita. Essa conclusão, de maioria imagens, músicas, clipes, mostrava a verdade sobre Michael. Quando um clipe com imagens dele, em silêncio - pois a música era desnecessária - encerra o Jornal Nacional e outros programas da BBC, ABC, CNN e qualquer outro canal do mundo, nós chegamos a uma conclusão. Eu, pelo menos, cheguei a ela.

Michael Jackson é Mito. E um Mito sobrevive a quaisquer especulações e acusações. Um mito é maior do que tudo isso. Ele sobrevive ao tempo, ele forma a história. Ele podia ter feito isso com um só disco, mas ele foi além. Ele sabia que podia mais, e conseguiu.

Podem cháma-lo do que quiser, de ofensas, xingamentou ou títulos - Rei do Pop, o qual ficou conhecido - eu mesmo posso chamá-lo assim inconscientemente, mas a palavra mito sempre acompanhará, ainda que silenciosa, qualquer pronúncia ou referência ao seu nome e sua obra.

Termino com duas conclusões:

1- ele é o único artista que pode, e merece, a partir de agora, ter um disco lançado com o nome Legend. Apenas um cara em toda a história da música teve essa moral. Michael deve ser o segundo.

2- O mundo, no dia 26 de Junho de 2009, amanheceu menos dançante.

O Mito.
Vaya con dios.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Querem ensinar o padre a rezar a missa

Random people:
You're now chatting with a random stranger. Say hi!
Stranger: ㅎㅇㅎㅇ
You: ronaldo
Your conversational partner has disconnected.



Algum china:
You're now chatting with a random stranger. Say hi!
Stranger: ni shi zhong guo de ma
You: o adriano ta me ouvindo?
Stranger: I mean where are you come from
You: I mean what is your name


Ucraniana que estuda Relações Internacionais:
Stranger: in brazil there are ocean?
E não manja nada de geografia.

Stranger: tell me something on brazilian=)
You: Ma-ma-oee roque, vo joga um aviãozinho de dinheiro
You: it means: every little thing is gonna be alright
Stranger: i was expecting you to say muito bonita ukrainian girls =(
You: Oh...
You: let me do right then
You: funk do joel e as potranca ucrania
Não resisti.
You: and you know something about brazil?
Stranger: braziil
Stranger: there are a carnaval
Stranger: and i like a t-shirt with brazilian flag
Stranger: i think it's very posisive=)
Stranger: in brazil a lot of bananas
Stranger: and almost people dance well
Stranger: this is my thoughts 'bout your country=)
Stranger: and maradona of cours
You: what
You have disconnected.
Ucranianas não manjam de futebol.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Os 8 ensinamentos da faculdade.

1) A cara de pau jamais terá limites.

2) Tem prova e não sabia? Se for humanas, talvez fugir possa ser um bom negócio. Se for exatas, fugir pra estudar 5x mais não será o suficiente para a prova 15x mais difícil que o professor filho da puta vai te dar de segunda chance. E tu ainda vai ter que fazê-la numa sala underground com dois funcionários conversando sem parar. E com a rádio Antena 1 ligada.

3) Ou seja, melhor fazer no dia e tirar um 7,5 milagre do que um 3,5 suado na prova de segunda chamada. Porque é isso mesmo o que vai acontecer. Aliás, as suas maiores notas até o momento são das provas que você ou não sabia que tinha mas resolveu fazer, ou foi, bravamente, pensando que realmente tava fudido.

4) Será cada vez mais natural inventar desculpas pra professor. Parentes vão morrer, você terá diversos "problemas pessoais" que necessitam da piedade e tolerância do professor. E nunca um tio ligado à área da saúde será tão útil em toda a sua vida. Se você só precisou dele a vida inteira pra fazer uma limpeza nos dentes a cada dois anos, agora ele servirá para gerar os atestados mais mirabolantes da sua vida.

5) Você é vagabundo, o seu grupo do trabalho pra entregar e apresentar em sala amanhã é ainda mais. Você vai salvar os vagabundos do teu grupo.

6) Aprendemos a sorrir enquanto o professor te fode. Até o último segundo não podemos perder a esperança de que esse professor fode-a-vida vai te passar pela simpatia.

7) Este mesmo professor vai te rodar e vais pegar ele, sem saber, novamente no próximo semestre. Você tem a consciência de que as chances dele te rodar mais uma vez é <90% mas ainda assim você continua lá. E acredita.

8) Aula é para os fracos. Com o tempo você percebe que estar ou não na sala de aula não faz a menor diferença. O que importa é despertar o seu lado autodidata quando precisar, mesmo sendo alguns instantes antes da prova.

to be continued

A primeira vez que eu corri da polícia.

Isso deve fazer uns 7 anos. Na época estávamos na sétima ou oitava série. Não lembro bem e não to afim de contar nos dedos, mas isso não importa. Foi exatamente no período que começou aquela onde de lan-houses no Brasil, talvez em outros estados tenha acontecido antes, até. Florianópolis adora ser atrasada.

Abriu a primeira lan de Florianópolis, era da franquia Monkey. Meu amigo e os irmãos foram uns dos primeiros cadastrados, números cinqüenta e poucos – o meu era 212 – o maluco gostou tanto daquilo, isso era uma quinta feira, que no dia seguinte chegou na sala de aula falando das maravilhas de Cê Ésse. Pelas palavras dele era algo fantástico, 20 pessoas com seus avatares virtuais se degladiando em arenas de carnificina que iam da desértica Dâst às favelas do Rio.

E era mesmo. Aquilo deu um novo sentido à brincadeira de Polícia e Ladrão, com a diferença que você não tinha que correr atrás de ninguém, e sim sentar a bala neles. Não importava qual o seu time, “CeTê” ou “Terror”, importava matar mais e morrer menos. Eu achava que aquilo devia ser tão emocionante quanto transgredir a Lei na vida real. Descobriria mais tarde que estava enganado.

Isso vai parecer nerdisse extrema, mas nós nos reuníamos na Monkey todo sábado de manhã, lá pelas 9 horas e aguardávamos até que ela abrisse entre as 10 e 10 e meia da manhã.

Mas não éramos os únicos. Isto é, nas primeiras semanas até que fomos, mas no passar do tempo até as pessoas “normais” começaram à fazê-lo. Amanhecer na porta da lan-house. Sentimos-nos menos nerds e mais sociáveis naquela época. Uma vez tinha tanto nego junto que mais de cinco pessoas tentaram passar pela porta de vidro ao mesmo tempo e a derrubaram. Mas isso é outra história.

Então, continuando, para aproveitar essas tardes de sábado, o pessoal jogava por duas ou três horas na Lan, almoçava e ia pro cinema, ou invadia minha casa pra comer Hershey’s, ver filmes, jogar Winning Eleven e GTA San Andreas.

Delinquentes de cabeça fraca que éramos, talvez influenciados pela bandidagem virtual de GTA, aproveitávamos aquelas tardes para praticar nossos atos de delinqüências juvenis. Aquelas coisas retardadas que qualquer moleque faz. Explodir rojões perto de hospitais, furar pneus de carro, riscar a lataria com moedas, tocar a campainha e sair correndo, passar trotes de orelhão, explodir lixeiros com foguetes 12x1.

Em um desses sábados resolvemos experimentar como seria um rojão dentro de uma latinha de coca cola, dentro de um lixeiro. A idéia era produzir uma granada de estilhaços caseira. Procuramos uma rua mais deserta. Coincidentemente era uma perto de onde eu morava. Estávamos em seis delinqüentes, o bastante para cobrir todas as saídas da rua, checando se passaria ou não algum carro.

Era um sábado próximo do verão, então estava um dia quente e o galere todo de Floripa resolveu se dirigir às praias, o que deixou a cidade meio que vazia, principalmente naquela parte onde estávamos. Tudo perfeito para atingirmos nosso objetivo. Nem tinha muita necessidade do pessoal ficar nas esquinas vendo se vinham carros, mas éramos precavidos e o fizemos mesmo assim.

Um de meus amigos, conhecido como Bozo ficou na esquina mais próxima de onde acenderíamos o rojão. Ninguém lembra como ele ganhou esse apelido. Ele não parecia com o palhaço, apesar de fazer algumas palhaçadas. Mais parecia um trombadinha. Era um dos membros mais úteis de nossa “gangue” de delinquentes-wannabe. Virava seu boné da Billabong cinza e surrado para trás, metia a marra de malandro e liderava o comboio, utilizando sua aparência e links sociais para nos afastar do resto da malacada.

Bozo era um pouco convencido e confiante demais, talvez tenha sido por isso que nos ferramos. Mas que também, se não fosse por ele, isso não teria acontecido. Ele olhou apenas duas vezes para a direção que cuidava, não julgou ser necessário mais que isso.

Ficamos eu e Escobar para acender o rojão, colocar na lata e despejá-la no lixeiro. A parte mais perigosa – afinal, poderíamos perder uma mão ou mais com isso – para os membros mais experientes do grupo. Eu gostava de pensar isso na época, hoje acho que na verdade éramos os dois mais retardados.

Sobre Escobar, nada tinha a ver com Dom Casmurro. Naquela época ainda não tivemos o desprazer de sermos forçados a ler a maior obra da literatura brasileira. Escobar tinha esse apelido em homenagem ao ícone colombiano e narcotraficante Pablo Escobar.  Nosso amigo Escobar não recebeu esse nome por que usava drogas, alias, acho que nunca usou, mas por que durante as aulas em alguns momentos ele ficava parado olhando para o nada e viajando em pensamentos, também falava pouco e baixo, e como as vezes demorava para responder quando o chamávamos enquanto praticamente dormia de olhos abertos, foi apelidado de drogado.

Ai o apelido foi evoluindo. Passou de Baseado, Maconha, Valderrama, Mestre Cannabis, até chegar ao último level: Pablo Escobar. Ele ainda não se ajudava, carregando sempre dois ou mais isqueiros nos bolsos. Dizia que eram para os rojões. A gente acreditava, mas continuava zoando assim mesmo.

Escobar sacou seu isqueiro Bic amarelo e pediu para que eu fizesse a última checagem antes de prosseguirmos com o plano. Gritei para os dois amigos num extremo da rua. Eles olharam para os lados e depois, mais inteligentes que o idiota aqui que berrou, fizeram sinal de positivo. Escobar já estava puto com a atenção desnecessária que eu atrai. Virei para o outro lado, e meu amigo Cachaça fez também sinal de positivo.

Um aprofundamento maior sobre Cachaça e seu apelido ficam para uma próxima vez. O que mais ele tem são história envolvendo suas burrices homéricas. Essa foi uma das únicas vezes que não passou de um coadjuvante. Faltava o último, nosso amigo trombadinha.

Bozo também fez o sinal de positivo. Na hora eu devia ter percebido que ele não olhou para seu lado, como os outros, precavidos, o fizeram. Ele ainda completou, dizendo:

“Tudo limpo, irmão. Fogo no buraco!” E riu. Ainda sob os efeitos da jogatina visceral de CS.

Quando voltei-me para Escobar, quase falei “Go, go, go”. Por algum motivo não o fiz. E me arrependo. Teria aumentado ainda mais a mágica do momento. Éramos quase os terroristas plantando a bomba na B1 da Aztec.

Antes que eu pudesse perceber, o rojão estava aceso e dentro da lata de coca-cola. Tendo tal artefato de destruição em mãos, desesperei-me por alguns segundos. Olhei para os lados e minhas pernas bateram no chão, como se querendo correr mas não conseguindo sair do lugar. Escobar, me vendo protagonizar tamanha idiotice, pegou a lata da minha mão e com toda sua experiência caminhou até o lixeiro. Plantou a bomba na B1 e ficamos ali, parados apreciando o momento.

O pensamento de sair correndo ainda não nos havia passado pela cabeça. Foi quando escutamos um carro. Vinha de onde estava Bozo. Ele, de costas, virou-se para a esquina. E girou logo em seguida.

Bozo estava branco. Tão branco quanto a pintura na lataria do carro que surgiu por trás dele. Escobar e eu acompanhamos Bozo. Não achava ser possível ficar mais branco do que eu já era. Eu não tinha espelho na hora pra ver, mas tinha certeza que estava quase um albino.

Eram dois policiais na viatura, o motorista olhou para nós três com desconfiança. Deve ter pensado que três retardados parados naquela parte vazia da cidade só poderiam estar fazendo alguma merda. Mas seu desconfiômetro falho fez com que prosseguisse. De nada adiantou. Ele iria parar de qualquer forma dentro de segundos.

O rojão devia estar há mais de três metros de onde eu estava, e mesmo dentro da lata, e dentro do lixeiro, eu conseguia ouvir o barulho do fogo queimando o pavio. Parecia uma cabeça de fósforo riscando e acendendo eternamente. Essa foi nossa trilha sonora. O pavio, mais o barulho do motor da viatura, um Uno que já devia ter mais de 10 anos que mais parecia uma porca no cio oicando, ou gritando, whatever. Ela anunciou estar próxima do fim, quando a fumaça que saia do pavio começou a surgir de dentro do lixeiro.

Isso me trouxe de volta à realidade. Eu olhei para Escobar. Escobar olhou para mim. Bozo olhou para nós dois. A voz eletrônica do rádio do CS deve ter gritado em uníssono em nossas cabeças. “Get out of here, it’s gonna blow!”

Eu fui o primeiro a disparar. Fui direto para a rua que a viatura veio. Me deu um estalo ou alguma coisa parecida e lembrei que ela era de mão única. Nunca que os policiais poderiam voltar por ali, teriam de pegar uma das ruas paralelas e depois nos alcançar em alguma outra esquina.

Eu nunca corri tanto em minha vida. Não sei como consegui ficar na frente de Escobar e Bozo. Isso não aconteceria em uma corrida com outras circunstâncias. Não sei como, mas quando olhei para trás segundos depois, Cachaça e nossos outros dois amigos nos acompanhavam na correria. Ouvimos um barulho.

Foi uma das explosões mais altas que ouvi na minha vida. Acho que sentiria o chão tremer se não tivesse tão ocupado correndo. Os carros próximos da explosão, por outro lado, sentiram. Dois alarmes dispararam, seguidos da sirene da polícia.

Acho que aquilo deu um boost ainda maior na nossa corrida. Asapha Powell ficaria orgulhoso do tempo que fizemos ao percorrer os 200 metros que separava o lixeiro despedaçado do Supermercado que adentramos.

As pessoas no estabelecimento pararam para observar os seis moleques invadirem o supermercado desesperados.

Há alguns anos um havaiano chamado Israel alguma coisa fez um cover de Somewhere Over The Rainbow – eu recomendo, muito bom – ele morreu algum tempo depois devido ao excesso de gordura. O cara era imenso, gigante, colossal. O segurança do supermercado era quase do tamanho dele.

2/3 do corredor a nossa frente estava ocupado pela massa do cara. Tivemos de parar.

“Que porra é essa?” Perguntou delicadamente.

Bozo, malandragem pura, respondeu:

“É a maratona, mano”

Naquele final de semana ia ocorrer uma maratona aqui na cidade. O Ironman. Bozo, perspicaz, utilizou-se daquele acontecimento para nos livrar. Claro que o imenso segurança não ia engolir aquela, mas a cara de WTF feita por ele nos deu tempo o suficiente para contornar aquela montanha de terno e continuar com a corrida.

Seguimos até o final do supermercado, onde havia uma escadaria que levava ao estacionamento. Descemos por ela atravessamos a garagem. Cachaça quase foi atropelado por um carrinho de supermercado conduzido pelo velho da Aveia Quaker. A saída da garagem dava para o lado direito da entrada. Por uma infelicidade do caralho, para a mesma rua em que viemos.

Apertei o foda-se e segui em frente. Os outros fizeram o mesmo, vendo que não havia outra alternativa. Lembrei de um prédio que estava sendo construído naquela rua, e fomos até lá. Era um edifício executivo, então possuía um grande estacionamento na frente. Como não estava pronto, não tinha guarita nenhuma la na frente, e por sorte, nenhum segurança ou pedreiro também.

Quando entrei vi na minha esquerda uma construção menor e fui para atrás dela. Era o lugar onde ficavam o gás e algum encanamento, sei lá. Só parei quando dei de cara com a parede. Finalmente consegui respirar.

Os meus amigos começaram a chegar. Primeiro Cachaça, e em seguida Bozo. Este, teve uma brilhante idéia.

Segurou em uma placa próxima e usou o peso do corpo para girar, sem que precisasse perder velocidade pra fazer a curva. Genial, se ele não tivesse tirado os pés do chão o tempo todo. Ele girou 360º e deu de cara com Escobar. Os dois caíram no chão. Os outros dois que faltavam não conseguiram ver Bozo e Escobar caídos de onde estavam, então vieram direto e tropeçaram. Eu vi de longe um deles passar voando pela casa de gás onde estávamos e indo parar na primeira vaga do estacionamento. O outro caiu em cima dos dois primeiros.

Cachaça, no auge de seu espírito de porco lendário, não se conteve e gritou.

“Montinhooo!”

Saiu correndo e pulou em cima dos três. Ouvi as palavras “filho da puta” em três vozes diferentes, diversas vezes.

Fui ajudar meu amigo voador a se levantar primeiro, e depois Cachaça e seus amontoados.

Nós ficamos mais de 10 minutos ali escondidos, mais para recuperar o fôlego do que por precaução. Bozo se ofereceu a usar suas habilidades stealth de ladino para ir lá fora na rua e ver se a barra estava limpa, mas achamos que aquele já tinha sido um dia cheio para o amigo aprendiz de malaco.

Escobar foi no lugar dele e voltou pouco depois falando que tava tudo tranqüilo. Uns quinze minutos depois eu chegava em casa, quando sou recebido por minha mãe com uma cara de preocupada.

“Filho, eu ouvi um barulho la da rua. Foram vocês?”

“Barulho, mãe?” Eu jamais conseguiria mentir para minha mãe, nem se quisesse. Ela parece que lê mentes. Até a dos cachorros ela consegue ler. Então falei a verdade. “Não mãe, é que a gente só tava estourando uma bombinha” Até hoje eu rio da “bombinha”.

“Ah ta” Ela disse. Eu também rio disso. Ela pegou o pano e voltou a secar a louça como se nada tivesse acontecido.

Fui pro meu quarto, liguei o PS2 e joguei GTA. Nunca soubemos se nossa granada de estilhaços funcionou de verdade, algumas horas mais tarde voltei para o ground zero e a única coisa que encontrei foi a barra de ferro que sustentava o lixo de plástico. Não haviam pedaços azulados por perto, e nem os avermelhados da latinha de coca. Sumiram. Ou se espalharam. Ou foram retirados. Não sei.

domingo, 14 de junho de 2009

Brasil, a Saga: Pt 2

Repórter: Por quê você fez isso?
Indivíduo: Hã??
R: Por quê você fez isso?
I: ...Sei, não.
R: Já tem passagem pela polícia?
I: ...Tenho.
R: Você é de onde?
I: Salvador...
R: Tá aqui fazendo o quê?
I: Eu não sei... Eu só sei que eu CAÍ DA ESPAÇUNAVE... Eu fui cainu, eu fui cainu, bati ali, bati aí, saí batenu assim...
R: Você é de outro planeta?
I: É...
R: Você bebe cachaça?
I: SÓ NÃO FUMO MACONHA.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

João Braços e sua vida.

As vezes me pego refletindo se apenas uma linha é o bastante para descrever uma ação inteira. Penso que não, ainda mais se dentro ou por entre essa ação existirem pensamentos, dúvidas, falas exaltadas ou falas nunca ditas. Mas uma linha pode contar sim, uma história. 

Ernest Hemingway certa vez protagonizou um momento épico da literatura - coisa que ele fez mais de uma vez -, quando desafiado a escrever uma história em apenas seis palavras,  apresentou: "à venda: sapatos de bebês. Nunca usados". 

Então, sinto-me obrigado a acreditar que uma linha e apenas ela é capaz de levar alguém do Brasil à Mombasa, Johanesburgo, à puta-que-pariu e de volta. E que três são capazes de contar a história de um cara que não tinha braços, comprou um carro e bateu na primeira curva. Uma carreta desabou em cima e ele perdeu as pernas. Morreu dias depois e o nome dele era João, o cara mais fodido que já conheci. Nunca soube como ele conseguiu trocar as marchas.

terça-feira, 2 de junho de 2009

"NOW, IN CEREALS, IN SÉRIO..." - Pelé, falando em inglês.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Matei aula para jogar The Sims.

Deixei de postar aqui antes para jogar The Sims.

Deixei de jantar pra jogar The Sims.

É que a minha vida lá parece mais fácil =D

terça-feira, 26 de maio de 2009

TAXI

Indivíduo:
vou pedir um TAXI

eu:
DRIVER

Indivíduo:
boa banda! 
mas não lembro de nenhuma música deles

eu:
é pq não é uma banda, é um filme

Indivíduo:
ah...
nunca vi

E é por isso que eu odeio o msn. 

sábado, 23 de maio de 2009

Recentemente, num bar e entre cervejas:

"Ô, se eu ganhar na megasena, nós vamos de Harley pra Machu Picchu"

"Beleza!"

"Gostei, tô nessa"


Ontem, depois de cachaça e tequila:

"Ô, se eu ganhar na megasena, nós vamos de motorhome pra Machu Picchu"

"A gente não ia de moto?"

"É, falasse que a gente ia de Harley"

Parei, pensei por alguns instantes.

"Tranquilo, a gente vai de moto puxando o home"

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O carrinho voador

Inspirada no conto épico do nosso estimado colega de postagens MAC, vou contar uma daquelas histórias que marcam a nossa infância para sempre. Neste eu não tive participação direta, fui mera expectadora. Pra falar a verdade eu não sei nem dizer se eu VI ou OUVI a história, mas ela é tão nítida na minha mente por tantos anos que eu poderia jurar que eu acompanhei cada centímetro do trajeto do carrinho de supermercado. E em camera lenta.

Férias de verão na praia. Estávamos nós, em nosso condomínio de praia, provavelmente há uns 12 anos atrás. Um irmão inconsequente, um vizinho de praia pior ainda e outro vizinho de idade mental atrasada, digamos assim. E um carrinho de supermercado sem dono que surgiu na hora e lugar certos.

A cena foi mais ou menos essa:





Agora mentalize a criança com retardo mental dentro do carrinho de supermercado achando que vai "passear", dois loucos correndo pela rua o com ele e uma rampa, enorme, que dá acesso a um gramado com um salão de festas movimentado do lado. Sim, a criança é arremessada a uns 80 km/hora até voar pelo gramado ao lado do salão. O pai da criança estava lá, mas todos nós temos certeza que até ele riu.

Fogo no lixeiro

Na quinta série eu e mais três amigos tivemos a brilhante idéia de tacar fogo nos lixeiros do banheiro masculino do colégio. Ficamos meia hora depois da aula criando coragem pra fazer isso, até que um amigo meu foi la e fez. Em 2 minutos tinha faxineira, alunos e uns seguranças la na porta para ver o que tinha acontecido. Achamos aquilo mágico e fizemos várias outras vezes, mas para dar uma disfarçada a gente tocava fogo em outros lixeiros: banheiro da educação física, banheiro dos alunos do primário, o banheiro que ficava perto da sala dos professores, chegamos ao cúmulo de entrar no banheiro das gurias e tocar fogo também. 

Foi ai que as coisas começaram a se complicar. Nós percebemos que tínhamos que parar, até ja faziam 4 dias que não tocavamos fogo em um lixeiro. Mas ai nós 3 concordamos que tinha que rolar a saideira, e escolhemos o único banheiro que ainda não tínhamos tocado fogo. O da Igreja do colégio (era colégio católico e tinha uma igreja própria dentro dele). Não contentes com isso, queriamos inovar. Pensamos em fazer uma "cadeia" de lixeiros incinerados, e pra isso usamos álcool ( que eu brilhantemente levei na mochila para isso, dentro de uma garrafinha de água). Ai fomos la, pegamos 3 lixeiros, um representando cada membro de nossa fraternidade pirotécnica e enchemos de papel. Ai usando o álcool fizemos uma "trilha" levando a cada lixeiro, com um pedaço de papel higiênico caindo para fora do lixeiro para servir de pavio. 

Acendemos o fósforo e jogamos no primeiro. O fogo acendeu e foi queimando o papel, chegou no "pavio" que levava para a poça de alcool de fora, que levava ao outro pavio e ao outro lixeiro e assim por diante. Os três idiotas, vendo a invenção genial funcionar, começaram a rir que nem uns retardados. Um amigo meu, na felicidade do momento acabou chutando a garrafinha de alcool, que derramou o que restava próximo aos lixeiros. Acabou que fizemos uma poça de alcool flamejante em volta dos lixeiros, que também pegavam fogo. 

Acho que ficamos rindo por mais alguns segundos, até perceber a merda homérica que fizemos e só ai que corremos. Talvez por estarmos dentro da igreja, aconteceu o milagre de ninguém ver os três moleques correndo desesperados para fora. 

No dia seguinte a coordenação passou por todas as salas, falando que já estavam investigando quem estava fazendo isso e já tinham os nomes, mas que quem soubesse alguma coisa podia ir La na coordenação e falar. 
Pensamos que era a oportunidade perfeita para jamais nos pegarem. Inventamos um culpado. Criamos do nada, tomando cuidado para não se parecer com ninguém que conhecíamos, pensando em fisionomia, idade, nome e tudo mais. 

Chegamos ao seguinte meliante: Yuri, baixinho e loiro, olho azul, mais velho que a gente, não usava uniforme do colégio (para dificultar as coisas, como se não fosse aluno de lá), talvez sexta ou sétima série, e que fumava. Já usando o cigarro para associar ao fogo. 

Legal, chegamos na coordenadora e inventamos uma historia que um dia vimos tal pessoa sair do banheiro e blá-blá-blá. Ela agradeceu e disse que era um gesto muito legal o nosso, de denunciar aquele delinqüente. 
No dia seguinte fomos chamados novamente. Chegamos na sala da coordenadora e estava ela e um moleque sentado na cadeira oposta. Ele era loiro, baixinho e de olho azul. Também aparentava ser mais velho. A mulher olha pra gente e fala: 

- Meninos, esse é o Yuri, da sexta série. Foi ele que vocês viram? 

Caras... a gente não sabia o que fazer. Nós simplesmente criamos uma pessoa para botar a culpa sem conhecer ninguém parecido com ela. Pegamos as características de pessoas mais afastadas do nosso circulo social e montamos o personagem. E demos um nome meio que incomum. 

Pois a filhadapulta da coordenadora conseguiu achar a exata descrição que a gente deu.

Não íamos ferrar com o cara, ai todo mundo desconversou, disse que não era ele e tal. Ainda lembramos que ele não tinha uniforme do colégio e sugerimos que era aluno de fora, de outro colégio, sei lá. 
Deve ter sido ai que ela começou a desconfiar da gente. Poucos dias depois fomos chamados mais uma vez na coordenação e dessa vez eles já sabiam de tudo. Chegaram intimando, botando medo e ameaçando. 

Negamos bravamente por horas, inclusive quando ela nos separou e inquiriu um por um. Ninguém dedurou ninguém. Quando nos botaram na sala juntos novamente e sozinhos, conversamos rapidamente e decidimos que íamos falar que só tocamos fogo nos lixeiros uma vez e foi depois de ter começado os "incêndios". Dissemos que fomos influenciados pelos mais velhos e que a gente só queria ver como era. 

Resultado da nossa aventura: cada um teve que pagar um lixeiro (5 reais e pouco), recebemos acompanhamento da psicóloga todo final de aula por 2 semanas pois ficaram com medo pela nossa fácil capacidade de se deixar influenciar pelas traquinagens da vida adolescente (sério, a psicóloga ate conversou sobre drogas, sexo e pá, e a gente na 5ª série, 11 anos e com cara de WTF pra tudo aquilo), Yuri ficou anos sem saber como diabos foi chamado pela coordenação, e nossos pais ficaram preocupados, mas felizes por termos apenas tocado fogo em lixeiros e não se drogado. E ganhamos uma história para contar em rodinhas de amigos a vida toda.

sábado, 16 de maio de 2009

Comece cantando...

... What A Wonderful World e termine com Born To Be Wild.

Não importa se você esquece alguma parte da letra.

Não importa se você se perde em algum momento.

Não importa se tem alguém ouvindo ou não.

Não importa se você tem uma voz ruim.

Não importa se você desafinou.

Desde que você começe vendo árvores verdes,

e termine concluindo que born to be wild,

tudo deu certo.

terça-feira, 12 de maio de 2009

OMEGLE.COM

What do you know about BRAZIL








pt 1

You: and no, we dont have monkeys walking aroud town :)
Stranger: No monkeys!?!
Stranger: Did everyone eat them?
You: no, monkeys only in the forest, like every civilizated area. i'm sorry about destroying your dreams :(
Stranger: Now I will never go to Brazil. I heard people and monkeys lived in perfect harmony.
Stranger: I heard that most people work side by side with a monkey.
Stranger: I even heard that sometimes your boss might be a monkey.
You: maybe our president


pt 2

You: age-sex-location :)
Stranger: 58. Trannie. Puebla, Mexico.
Stranger: Renaldo was with some trannies a year ago, right?




Eu amo este site.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A incrível arte de romantizar a própria vida.

Ok, vamos ao que aconteceu:


Uma prova impossível a ser feita daqui 3 horas. Um sinal de que tudo ia dar bem era o que eu precisava. Ando um pouco pela casa e vejo o gato. Ele está lá, no alto do seu arranhador-mansão, olhando pra mim. Parecia perceber minha aflição. Chego perto e faço um carinho, o gato ronrona. Eu conto meus problemas e o gato olha para mim e pisca, a cada frase, como quem dissesse: "continua, eu te ajudo". Olho para ele e falo: "Gatinho, me ajuda. Me dá sorte e inspiração pra chutar na prova, por favor." Ele olha pra mim e fecha os olhos em seguida.

Sigo até outro cômodo da casa para pegar minha bolsa e sair. O gato resolve vir atrás de mim e me pedir comida. Algo como "ok, that´s the deal: eu entro com o milagre e tu com o pote de ração cheia". Eu acho justo.

Entro no carro, saio da garagem e penso que eu preciso de um sinal. Só um. Duas quadras depois olho para a direita e lá está ele: O NINJA. Foi neste exato momento que eu tive a certeza de que tudo daria certo. É a benção.


...


Saí da prova agora mesmo. Então me despeço do romance e encaremos a realidade: me fudi totalmente =D

terça-feira, 5 de maio de 2009

Suco de maracujá mancha?

- Ahn?

ctrl+c, ctrl+v:
- Suco de maracujá mancha?

- Não sei. Por quê?

- Respingou na camiseta.

- O suco de maracujá?

- Não, o de caju.

- Ah, o de caju mancha sim.

Silêncio. Dois minutos depois:

- Mas porque perguntasse de maracujá?

E é por isso que eu odeio o MSN.