domingo, 24 de janeiro de 2010

Beyond Raggetown

Codificação emocional, ou o estado ao qual você esteja submetido nesse exato momento, e que, dentre outras coisas, incita inspiração e vontade de fazer algo relativamente útil. O que você faz?

Escreve? Desenha? Pinta? Xinga? Saca? Chuta? Encesta? Gira e joga para o alto? Lança? Joga? Defenestra? Realiza?

Ou simplesmente whatever, e vem postar no blog?

O seu estado de espírito atual, o status presente de seu ser, corresponde exatamente à todas as coisas que a ele incitam e que ele força você a considerar a realizar, mas que provavelmente não vai, por que as coisas são muito complicadas, ou inferem em você levantar a bunda da cadeira e tomar atitudes que provavelmente vão levar mais de dez passos para serem realizadas. Ai você vem e posta no blog. Mas e se a sua vontade foi sempre de vir postar no blog, ou, adequando as mais diversas situações, a de fazer exatamente aquilo que você estará fazendo, mas que de alguma maneira, não parece certo, e não parece certo exatamente porque é tudo tão simples que você está realmente realizando naquele exato momento, e, como a vida e as variáveis do universo lhe ensinaram, isso só pode NÃO estar certo.

Ai você provavelmente vira pro lado e vai dormir.

Mas infelizmente na vida você nem sempre pode virar para o lado e dormir. Só as vezes.



Estamos além de Raggetown, disse um deles. E além de Raggetown é onde sempre disseram-nos-os-os-a-eles a jamais ir, onde tudo que não queriam que acontecesse acontecia, mas viriam a descobrir eles, porque eram eles a pura e simples vontade de desafiar o velho e o conselho, que também poderia ser em além de Raggetown onde tudo o que queriam que acontecesse finalmente viesse a acontecer.

domingo, 17 de janeiro de 2010

My own personal fight club

Não diga que você nunca ao menos imaginou como seria. É impossível ver aquela obra de arte em forma de filme e pensar "e se eu fizesse isso?".

E se você saísse na porrada com seus amigos só pelo puro prazer proporcionado pela animalidade, os instintos e tudo mais, tudo reprimido por você e pela sociedade pois não é um comportamento decente e civilizado?

Porque segurar a mão, se a própria sociedade foi construída na base da porrada, ferro, aço, pólvora e concreto?

A resposta é fácil, mas não é fácil de admitir. Porque você é um merda. Não se permitir tomar pelos maravilhosos instintos que fizeram prevalecer a espécie dominante desse planeta é um dos piores ônus que vieram com a nossa civilidade. Um dos maiores bônus é a internet. Não importa se civilidade existe ou não, se a porra do corretor ortográfico botou uma linhazinha ondulada vermelha embaixo dela ou não. É civilidade e pronto, ela existe, ela exprime o que tem de exprimir, ela é autoexplicativa, pau no seu cú, hífen, caso precisasse estar ali. Caso não, mal aí.

Mal aí não por desculpas minhas. Não, não é isso. Mal aí por você ser um merda de construto infeliz idiota e energúmeno da língua portuguesa. Nem nós nem os portugueses nem os angolanos te aguentamos mais. Nem os portugueses, veja bem. Mas não é por isso também que é mal aí. É mal aí porque você, em tudo que sua natureza lhe permite ou não fazer, está uma variável que torna a mim e a todos os seres humanos superiores. Nós podemos fazer um clube da luta. Você não.

Isso não está aqui porque presenciei e vivi uma tentativa frustada de clube da luta, não. Isso está aqui porque se tem uma coisa que Chuck Palahniuk me ensinou, foi que [...] e nada mais. Ou tá, lá vai, algumas coisas a mais aqui e ali, mas nada que se compare à máxima acima revelada.

Você não fala sobre o clube da luta. Você não fala sobre o clube da luta. Dane-se a regra, danem-se elas as regras, feitas para serem quebradas, não vou seguir uma regra criada por alguém que tem a moral de ignorar a todas e destruir a economia vigente da sociedade contemporânea. Pois dane-se a sociedade contemporânea. Foda-se, e foda-se a sua estrutura sócio-cultural hifenizada do caralho.

E se você nunca pensou em fazer um clube da luta, tenha o que tenha entre as pernas, você não tem moral para falar sobre o clube da luta. Você não tem moral para querer mudar alguma coisa na sociedade, você não questiona o que há de mais concreto em seus pilares bambos e passíveis de destruição com apenas um soco ou um chute. Foda-se você também.

Três e meia da manhã e tão passando família dinossauro na band. Fodam-se vocês também seus pastores.

sábado, 2 de janeiro de 2010

O primeiro título que me veio à cabeça foi o primeiro título que me veio à cabeça

Você já viu o Steve Tyler de cabelo curto naquelas fotos de colégio? É bizarro. Ele era muito feio. Ele continua feio, na verdade. Tem gente que não tem como melhorar mesmo. É uma coisa que a medicina e a ciência ainda não descobriram: como deixar uma pessoa feia bonita. A única alternativa dessas pessoas é encontrar alguém que as ame pelo que elas são. Ou pessoas barangueiras. Eu não sei qual delas é mais difícil de encontrar no mundo, espécimes raros desabundantes nesse mundo de rabos dançantes, como diria um amigo powered by cachaça. O cara até pode fazer uma plástica e coisa e tal, mas não adianta, quem o conhecia vai lembrar de como ele era antes e pensar “porra, ele era feio pra caralho”. E aquela imagem nunca vai sumir. Nem a que ele próprio tiver na cabeça de antes de mudar.

Não é o tipo de coisa que eu gosto de pensar, mas quando músicas surgem do nada no seu HD sem ter a menor idéia de como ela veio parar aqui, você acaba tendo de ceder às considerações aleatórias que um início de ano ainda tedioso trás a você.

Ainda preciso de tempo para organizar o que ainda falta ser organizado, que é muita coisa. E tempo eu tenho. E porque não faço? Por que preguiça eu também tenho.

Porque eu dedicaria o primeiro post do ano para o Steve Tyler? Eu jamais faria isso se em plenas faculdades mentais, e eu, pode ter certeza, estou em minhas plenas faculdades mentais. A resposta para a pergunta que fica é de uma força comparativamente menor e que não consegue se manter de pé, mas é a pura verdade. É que esse não é um post sobre o Steve Tyler. Nunca foi, nunca será. Nada contra, mas se eu fosse dedicar a alguém um post, teria de começar por mestres e deuses. Page, Plant, Jones, Bonzo. Isso só na música. Isso só numa banda.

Não é verdade, skinhead?

Ta aí o skinhead que não me deixa mentir.


Enquanto isso, cantemos pelas risadas, cantemos pelos momentos, porque me recuso a cantar pelas lágrimas. Cantemos pelos anos, os que já foram e os que ainda vem. Rock n roll, de preferência.