terça-feira, 21 de julho de 2009

Você sabia?

Que os hamburgeres, cheeseburgueres e caralhos a quatro do Mc Donalds veem todos congelados em caminhões frigoríficos e são requentados no forno e ou microondas em suas respectivas lanchonetes revendedoras?

Então não tem nada de errado em comprar um sanduíche-iche, deixá-lo na geladeira e requentá-lo no forno e ou microondas no dia seguinte.

É perfeitamente normal. Não precisa fazer cara de nojo quando alguém fala isso, pois esse ser dotado do infortúnio de não ter um Mc Donalds nos 45 quilômetros mais próximos utiliza com sagacidade a técnica dos próprios funcionários do estabelecimento para ter o prazer de degustar as iguarias na hora que bem entender.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Everybody loves Gzus

aluno 1: então professora, qual é a relação de (receptor x) com (neurotrasmissor y)?
professora: ninguém explicou direito. pensa que foi porque [sarcasm] deus quis [/sarcasm]
turma: RSRSRSRS
aluna 2: mas essa é a melhor explicação mesmo.
turma: RSRSRSRS...?
aluna 2: [no sarcasm detected]
turma: o_O

Porque todo mundo sabe que na hora do aperto, é só substituir o soro fisiológico por água benta, colar um santinho na testa da pessoa e tá tudo bls!

sábado, 11 de julho de 2009

O tempo necessário para se realizar uma saga na universidade é:

30 minutos. Neste tempo:

Descobri que preciso pegar documentos referentes ao meu curso à tres quadras do meu próprio campus.

Ouvi um funcionário da universidade me dar como ponto de referência para o meu destino o prédio macabro da matemática, chamando-o de "... a prisão lá"

Passei, para cortar caminho, por dentro da "prisão". Ouvi meus próprios passos no assoalho velho, cachorros dormiam pelos corredores misturados às caixas de lixo jogadas pelo mesmo lugar. Salas com portas entreabertas e silêncio quase absoluto. Até que, ao passar por uma delas, cinco pessoas que realizavam uma prova me olharam com cara de desespero. Mais a frente, um tiozão de cabelo branco olhava, levemente encurvado, para a propria mesa, talvez orgulhoso por ter criado sua prova mais foda dos últimos 50 anos.

Deparo-me, no interior do próximo prédio, com uma placa que indica a existência de quatro blocos. Dois deles tinham uma seta indicativa para a esquerda, os outros dois para a direita. O único acesso existente é uma escada, do outro lado desta placa. E não há bloco algum.

Ouvi lorota de mais uma funcionária que não queria me atender, seguida da máxima "já fechou". Às 18:30, com uma placa na porta que informa o horário de funcionamento: até as 20:00.

Tudo isso pra pegar uma porra de um plano de ensino. E ainda não deu.

Eu vou sentir saudades disso um dia, eu sei.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Uma pequena constatação:

Os homens são todos uns grandes filhos da puta.

Hoje eu descobri que sofri a maior humilhação que alguém no CCS pode sofrer: fui trocada não só por alguém que mora na PALHOÇA. Fui trocada por uma guria que faz ENFERMAGEM e mora na PALHOÇA.

Enfermagem. Palhoça.

Sério? Sério?

Porra, eu devo ser muito baranga mesmo. Agora, se vocês me dão licensa, vou ali me matar. Beijos, vejo vocês na minha próxima encarnação.

domingo, 5 de julho de 2009

O dia em que o SUS salvou minha faculdade

Um dia alguém da Secretaria Municipal de Saúde acordou e pensou: "puxa vida, acho que vou juntar os funcionários públicos mais burros, mal-comidos e preguiçosos para foder com algo que deveria ser útil para a sociedade". Assim surgia a equipe de uma ULS (unidade local de saúde).

Outro dia, alguém na universidade achou que seria divertido foder com o dia dos aluninhos - porque nós não temos o que fazer mesmo, essa faculdade período integral é PURA BRINKS - obrigando-os a desfrutar uma agradável tarde de quinta-feira aprendendo com a equipe da ULS o que estes sabem fazer de melhor: absolutamente nada.

Daí um dia eu e uma cotista colega estávamos sentadas na sala de espera fazendo, ADIVINHEM, absolutamente nada quando ela resolveu ir ao banheiro. Nisso, nosso supervisor me informou que havia a possibilidade de uma de nós assistir a um matriciamento psiquiátrico (googleie porque eu não vou explicar). Eu deveria esperar minha amiga cotista linda voltar do banheiro para debatermos como sair de tal situação infeliz e decidirmos quem iria aproveitar a oportunidade de olro que nos foi tão carinhosamente oferecida.

Leia a minha biografia. Viu ali onde fala que eu sou vadia E inescrupulosa? Então.

Quando ela voltou, falei que era pra ela ir pra vacinação ficar ouvindo a enfermeira balofa falar sobre como a raiva pode ser transmitida inclusive por mordidas de bovinos - veja você que inusitado - enquanto eu ia acompanhar uma consulta. Mas ela não precisava se preocupar porque assim que acabasse a primeira, eu ia sair de fininho e trocar com ela. Hihihi. I'M BAD.

Corri, me enfiei na sala junto com a médica e o psiquiatra, e acompanhei dois matriciamentos. O primeiro, uma mãe de um presidiário chorava as pitangas, reclamando da baixa dose de diazepam que deram pra ela, e no segundo, uma faxineira discursou sobre como tinha sido espancada, estuprada e aterrorizada durante toda a vida dela enquanto o psiquiatra aumentava a dose do antidepressivo dela.

Substitui "mãe de presidiário" por "mãe de um universitário drogadinho" e "faxineira" por "madame que foi trocada pelo marido" e lágrimas escorreram por minha face porque, JESUS, é isso que eu quero da minha vida.

E foi assim que o SUS alegrou o meu dia e me lembrou do que que eu tô fazendo nessa porra dessa faculdade.

Fim.

Meu ídolo




Mais pão duro e mais mercenário do que eu.
Talvez eu não esteja no caminho tão errado assim.

Como disse um amigo há um tempo atrás;


ontem, na verdade:

"Cara, não sei qual é o teu problema. Mas a solução é essa aqui"

E apontou pra uma garrafa de cachaça.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Oi, tudo jóia?

Deveria estar estudando. Estudando não, decorando a prova do semestre passado, porque estudar é coisa de gente que vai pegar a minha residência daqui a alguns anos. E como Marcelo D2 um dia me confidenciou, "quem nasceu pra malandragem não quer ser dotô". Bom, acho que eu nasci pra malandragem.

Depois de dias escolhendo um pseudônimo para postar neste adorável blog, convidada pela minha querida Natasha, lembrei-me do meu passado longínquo, quando a Mansão de Luxo da Barbie ainda habitava o quarto de onde escrevo.

Minhas aventuras loiras sempre tinham duas protagonistas: Patrícia, boazinha amante dos animais e dos biocombustíveis e Vanessa, a louca má desvairada sem escrúpulos. Não sei qual era a minha fixação por estes nomes. Não tinham muitos Kens nas Lojas Americanas naquela época, então Patrícia e Vanessa viviam num eterno duelo pelo Ken Malibu e seu calção alaranjado. Esperto ele, que aproveitando-se da lei da oferta e da procura, dava uns catos nas duas com força. Enfim.

O meu ponto é: eu sempre queria ser como a Patrícia. Politicamente correta, fofa e compreensiva. De uns tempos pra cá, descobri que o legal mesmo é ser a Vanessa. As Patrícias que queimem na fogueira do inferno, porque hoje, minha gente, acordei meio Vanessa. E algo me diz que isso vai demorar pra passar.

Então oi, meu nome é Vanessa. Com "v" maiúsculo, de vadia. Va-di-a. Em todos os sentidos. Entendeu? Ok.

Que venham os mosquitos.