Outro dia, alguém na universidade achou que seria divertido foder com o dia dos aluninhos - porque nós não temos o que fazer mesmo, essa faculdade período integral é PURA BRINKS - obrigando-os a desfrutar uma agradável tarde de quinta-feira aprendendo com a equipe da ULS o que estes sabem fazer de melhor: absolutamente nada.
Daí um dia eu e uma
Leia a minha biografia. Viu ali onde fala que eu sou vadia E inescrupulosa? Então.
Quando ela voltou, falei que era pra ela ir pra vacinação ficar ouvindo a enfermeira balofa falar sobre como a raiva pode ser transmitida inclusive por mordidas de bovinos - veja você que inusitado - enquanto eu ia acompanhar uma consulta. Mas ela não precisava se preocupar porque assim que acabasse a primeira, eu ia sair de fininho e trocar com ela. Hihihi. I'M BAD.
Corri, me enfiei na sala junto com a médica e o psiquiatra, e acompanhei dois matriciamentos. O primeiro, uma mãe de um presidiário chorava as pitangas, reclamando da baixa dose de diazepam que deram pra ela, e no segundo, uma faxineira discursou sobre como tinha sido espancada, estuprada e aterrorizada durante toda a vida dela enquanto o psiquiatra aumentava a dose do antidepressivo dela.
Substitui "mãe de presidiário" por "mãe de um universitário drogadinho" e "faxineira" por "madame que foi trocada pelo marido" e lágrimas escorreram por minha face porque, JESUS, é isso que eu quero da minha vida.
E foi assim que o SUS alegrou o meu dia e me lembrou do que que eu tô fazendo nessa porra dessa faculdade.
Fim.


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