domingo, 22 de agosto de 2010

Divagações sobre a ditadura, patriotismo e economia mundial.

Que saudades da ditadura!

Há 25 anos atrás, seria impensável uma frase dessas por parte da população. Eu não era nascida na época da ditadura, não me lembro de nada muito relevante das aulas de história, também, além de saber que HOUVE uma ditadura, advinda de um golpe militar, os presidentes foram tais, AI-5, de repente galere pediu Diretas Já e o Tancredo assumiu (e morreu). Isso era informação suficiente pra ficar com uma média 8,0 em história no 2º ano. Pra ter média 10, era bom lembrar das datas. Nunca nenhum professor se deu ao trabalho de explicar o PORQUE disso tudo. Só dizia que a ditadura era má e Diretas Já era um movimento popular heróico, o Brasil venceu, livramos eles dos vilões, e agora apenas aquele político eleito pelo povo, soberano, é que seria o legítimo chefes do executivo.

Calma. Eu não sou a favor de ditadura alguma. Ditadura é uma merda em qualquer lugar. Até quando a sua mãe é ditadora você já fica nervoso(a), imagina um chefe de Estado controlando a sua vida. O ponto é outro: é onde CHEGAMOS. Os militares ao menos eram patriotas e, ao final da sua vida, morreram muitas vezes até pobres. Política hoje: até vereador tem uma bela aposentadoria VITALÍCIA após os seus 4 anos no legislativo, propondo um ou duas leis municipais, se muito. Isso quando comparecem. Claro, quem definiu os salários e dias de trabalho foram eles mesmos. Olha, estou falando de um simples vereador de uma cidadezinha qualquer, em um estado qualquer. Imagine outros cargos.

Os militares assumiram o poder sob o pretexto da ameaça do COMUNISMO(oi, Fidel), em um ato de defesa da nação. Perguntei agora para a minha mãe se ela lembra de alguma coisa dessa época, se ela se fudeu mais ou menos com isso. Disse que era normal, não via diferença no cotidiano. Lembrou, no máximo, que um tio foi preso quando escreveu um artigo “suspeito” no jornal local. E que alguns políticos sumiram... É, a ditadura é uma merda.

Mas os militares eram patriotas. General Castelo Branco deve se revirar no túmulo enquanto os malditos neoliberalistas criminosos americanos e japoneses roubam e criam patentes de substancias da nossa própria Amazônia, ou quando estatizam a Petrobras sediada em outro país sem qualquer indenização a nós. Dia desses, ouvi falar que o Brasil não pode exportar açaí porque sei lá que país é detentor dos direitos. Headshot nesses filhos da mãe.

Antes que me perguntem: os termos são coincidentes, eu não odeio o liberalismo, liberdade econômica, no caso, tampouco sou patriota. Enéas era. Ríamos quando o eterno candidato a presidente pelo PRONA, o único partido com legenda de sonoridade legal, defendia a bomba atômica brasileira. Hoje entendo a mensagem que o falecido deputado mais votado da história desejava passar: “Respeitem o Brasil. Eu tenho uma bomba e não pretendo explodi-la no seu país. Mas se vierem me roubar, mudo de idéia, filho da puta”.

Afinal, o que uma coisa tem a ver com a outra? Liberalismo = direita, mas liberdade não é o contrário de ditadura? –Q? Não. Liberalismo = estado mínimo, mas o oposto de comunismo, a esquerda econômica, portanto, "direita". Ditadura: direita social, conservadora, economia whatever(se esquerdista, estado máximo = Cuba, e em menor grau, o próprio regime militar brasileiro). Entenda Estado Mínimo como o país sendo responsável apenas pelo provimento de suas funções mais básicas, sem grandes intromissões na economia e nos costumes. E tem a Anarquia, conceito popularmente ainda mais anarquizado que o seu próprio significado original. Mas esse fica pro próximo. A World War III imaginária, também.


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