segunda-feira, 26 de março de 2012

Bolachas do espaço e seus efeitos:

Hora de começo: não lembro, talvez 0112 da manha, comemos a segunda parte 30 minutos depois.

0211 começam os efeitos. Acabo desenvolvendo um pensamento, não terminando, completando com outro e faltando com o nexo. Começa um pensamento e não termina, iniciando outro logo em seguida e no final esquecendo como começou. Qualquer coisa mais desenvolvida que eu tento falar acabo me complicando e pensando se foi aquilo mesmo que queria dizer.

Ana ficou com fome e pegou um nuggets. Ela perguntou ´´sera que eu boto pra esquentar no aquecedor´´ depois disse que ´´primeira vez na vida que eu acho um Mcdonalds boa´´ ela começou um – acabei de perder minha linha de pensamento –

Ela acabou de falar que esta filosofando sobre o gosto do mcnuggets, e que lembra alguma coisa de frango bom – partiu para filosofar de que as coisas do McDonalds ficam boas quando frias.

Chapei louco, a gente tava conversnado e eu pulava e não completava os pensamentos. Acho que quando eu estou focando a atenção aqui eu me concentro melhor, mas quando fala normalmente sem as interrupções para escrever eu me perco mais ainda. Me perdi agora escrevendo isso.

Os tópicos das conversas são patéticos

Eu to esquecendo muito das paradas.

A sensação é muito estranha mesmo, parece que vc perde controle do tempo e as palavras e pensamentos se misturam, você acaba falando numa sentença inteira de assuntos e sentidos completamente diferentes.

Conversamos sobre a pausa – esqueci. –. Contei sobre essa técnica de usar o esqueci no texto pra mostrar que esqueci.

A Ana fez eu esquecer do assunto que escrevia. Fico pensando varias vezes como é bizarramente ruim essa sensação de – acho que esqueci – esquecer as coisas e lembrar de coisas num lapso de segundos. A Ana ta concentrada comendo e olhando para a janela.

Ela filosofou sobre a sensação que nos sentimos usando a parada, se ela justifica pessoas ficarem usando isso par ter uma sensação boa, se a sensação pra gente não é boa, mas interessante – isso disse eu – mas que não gostaria de sentir isso novamente, nem procuraria Por isso.

Ela disse que se sente relaxada. Uma sensação boa mas diferente, mas que ainda assim não justifica pessoas usarem isso.

Essa experiência virou

Ela ta filosofando sobre quando nos fechamos os olhos, se isso cria algum tipo de efeito com o fechaento das pálpebras e nos começamos a ver coisas estranhas, psicodélicas, e nos temos isso, ela pergunta que cores eu vejo e eu digo azul, amarela verde – bandeira do Brasil –. Ela vê coisas piscodelicas – eu também –.

Ela pergunta se eu acho que vou me sentir mal pela manha. Eu digo que não, isso foi uma experiência puramente cientifica.

Eu pergunto o que ela ta vendo com o olho fechado, ela diz que parece o cenário de harverst moon.

Eu pergunto se ela enxerga coisas com o olho aberto, e diz que não.

Ana questiona se os efeitos que sentimos quando usamos isso é um reflexo do que queremos.

To com sono. A Ana também. Ela fechou o olho e enxergou o chaves. Ela pergunta se eu to anotando isso. Eu digo que sim, ela ri do sim e pergunta se a Rafaela vai rir quando ver isso.

São 0251, a Ana fala porra, eu digo porran, ela diz que ta pensando em ate que horas o café vai amanha, eu digo se – esqueci.

É uma pena que não vou conseguir digitar tudo qyue acontece, porque ta muito engraçado. Ana já esqueceu o – a fonte mudou – esqueci o que ela falou e ela diz que não se sente idiota quando bebe mas que esta se sentindo assim com o Bolonha. Ela me perguntou como eu to me sentindo e eu digo que ´é uma sensa~cao ruim essa de perder o foco do que tais falando.


To sentindo o negocio de perda de equibrio quando se meche na cama.

Acho que vou dormir. To com vontade.





(Texto na integra. Sem edições, sem pudores. Amsterdã).

Um comentário:

  1. Melhor texto da história dos Mosquitos. Puta ideia genial ter descrito as sensações ~under the influence~. CHOREI DE RIR.

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