domingo, 5 de dezembro de 2010
Um dia em minha vida parte 2394734
terça-feira, 21 de setembro de 2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Tempo livre
- SINOPSE: A importância capital desta obra, que é uma verdadeira introdução e uma teoria geral do Direito Público, imprescindível para a compreensão deste ramo da Ciência Jurídica. Escrito de forma clara e didática, como pontos de uma cadeira já implantada na Faculdade de Direito da PUC-São Paulo, é um livro que se lê com proveito e prazer, tanto pelo seu conteúdo como pela agradável forma de exposição.
É
3. Você não percebeu que eu pulei o nº 2.
4. Você checou isso agora mesmo, e está sorrindo.
5. Você ainda está lendo os fatos.
6. Você sabe que tudo aqui escrito é verdade.
8. Você não percebeu que eu pulei o nº 7.
9. Você achou isso tosco, o que é bem verdade.
domingo, 22 de agosto de 2010
Divagações sobre a ditadura, patriotismo e economia mundial.
Há 25 anos atrás, seria impensável uma frase dessas por parte da população. Eu não era nascida na época da ditadura, não me lembro de nada muito relevante das aulas de história, também, além de saber que HOUVE uma ditadura, advinda de um golpe militar, os presidentes foram tais, AI-5, de repente galere pediu Diretas Já e o Tancredo assumiu (e morreu). Isso era informação suficiente pra ficar com uma média 8,0 em história no 2º ano. Pra ter média 10, era bom lembrar das datas. Nunca nenhum professor se deu ao trabalho de explicar o PORQUE disso tudo. Só dizia que a ditadura era má e Diretas Já era um movimento popular heróico, o Brasil venceu, livramos eles dos vilões, e agora apenas aquele político eleito pelo povo, soberano, é que seria o legítimo chefes do executivo.
Calma. Eu não sou a favor de ditadura alguma. Ditadura é uma merda em qualquer lugar. Até quando a sua mãe é ditadora você já fica nervoso(a), imagina um chefe de Estado controlando a sua vida. O ponto é outro: é onde CHEGAMOS. Os militares ao menos eram patriotas e, ao final da sua vida, morreram muitas vezes até pobres. Política hoje: até vereador tem uma bela aposentadoria VITALÍCIA após os seus 4 anos no legislativo, propondo um ou duas leis municipais, se muito. Isso quando comparecem. Claro, quem definiu os salários e dias de trabalho foram eles mesmos. Olha, estou falando de um simples vereador de uma cidadezinha qualquer, em um estado qualquer. Imagine outros cargos.
Os militares assumiram o poder sob o pretexto da ameaça do COMUNISMO(oi, Fidel), em um ato de defesa da nação. Perguntei agora para a minha mãe se ela lembra de alguma coisa dessa época, se ela se fudeu mais ou menos com isso. Disse que era normal, não via diferença no cotidiano. Lembrou, no máximo, que um tio foi preso quando escreveu um artigo “suspeito” no jornal local. E que alguns políticos sumiram... É, a ditadura é uma merda.
Mas os militares eram patriotas. General Castelo Branco deve se revirar no túmulo enquanto os malditos neoliberalistas criminosos americanos e japoneses roubam e criam patentes de substancias da nossa própria Amazônia, ou quando estatizam a Petrobras sediada em outro país sem qualquer indenização a nós. Dia desses, ouvi falar que o Brasil não pode exportar açaí porque sei lá que país é detentor dos direitos. Headshot nesses filhos da mãe.
Antes que me perguntem: os termos são coincidentes, eu não odeio o liberalismo, liberdade econômica, no caso, tampouco sou patriota. Enéas era. Ríamos quando o eterno candidato a presidente pelo PRONA, o único partido com legenda de sonoridade legal, defendia a bomba atômica brasileira. Hoje entendo a mensagem que o falecido deputado mais votado da história desejava passar: “Respeitem o Brasil. Eu tenho uma bomba e não pretendo explodi-la no seu país. Mas se vierem me roubar, mudo de idéia, filho da puta”.
Afinal, o que uma coisa tem a ver com a outra? Liberalismo = direita, mas liberdade não é o contrário de ditadura? –Q? Não. Liberalismo = estado mínimo, mas o oposto de comunismo, a esquerda econômica, portanto, "direita". Ditadura: direita social, conservadora, economia whatever(se esquerdista, estado máximo = Cuba, e em menor grau, o próprio regime militar brasileiro). Entenda Estado Mínimo como o país sendo responsável apenas pelo provimento de suas funções mais básicas, sem grandes intromissões na economia e nos costumes. E tem a Anarquia, conceito popularmente ainda mais anarquizado que o seu próprio significado original. Mas esse fica pro próximo. A World War III imaginária, também.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Tiro de advertência
O Tiro de Advertência de Lundgreen é na verdade um artifício de roteiro para Os Mercenários. Ele é um tipo de artifício muito usado no cinema, embora poucas vezes utilizado na maneira como em Mercenários. O Tiro de Advertência no filme dirigido por Stallone na verdade é um momento crucial para testar o elo que o espectador tem e terá com o filme. Se você não gosta do Tiro, se por algum motivo pessoal ou estético aquilo não lhe agrada, saia do cinema, desligue o DVD (se estivermos 3 meses no futuro), ou clique no X e delete o filme do HD, pois, se você não entende a magia do Tiro de Advertência, Mercenários não é um filme para você.
Stallone é um cara gente boa, ao contrário do que a putinha paga da Globo anda falando por aí, ao contrário que o sua amiga com PC do Milhão ou Pecê Positivo vem xingando muito no Twitter. E Stallone é um cara gente boa porque ele aos 3 minutos de filme te dá a chance de sair do cinema, mudar de sessão, pedir o dinheiro de volta, fazer biquinho ou então dar uma gargalhada altíssima e fazer você pensar consigo mesmo “caralho, era bem isso que eu queria ver”. E então você fica até o final da sessão.
Eu não vou dizer que é o melhor filme do ano, porque não é. Talvez, numa análise extremamente passional ele é. Eu não vou dizer que é o melhor filme da década, porque também não é. Muito menos ele é o melhor filme do Stallone. Ou do Arnold. Ou do Li. Ou do Statham. Ou Crews, Willis, Rourke, Coulture, Austin, Roberts e por aí vai.
Não é melhor que Rambo, Rocky ou Demolidor. Não é melhor que Exterminador do Futuro 2, True Lies, Predador ou Comando Para Matar. Não é melhor que Duro de Matar.
Mas isso não impede do filme ser divertido. E isso ele é. Isso mermão, não tem como negar. Ele é um filme divertido.
Esses dias eu defini A Origem – outro ótimo filme de 2010 – como aquele filme que você senta na cadeira do cinema, põe um punhado de pipoca na mão, toma um gole de coca e diz: “manda ver”. E o filme faz isso com você. Ele manda ver. Mostra uma orgia audiovisual na sua frente e tudo que você faz é sorrir para si mesmo e pensar que fazia tempo, muito tempo que o cinema não lhe agraciava como coisa parecida. Só lembro de Matrix e Clube da Luta. Onze anos.
Mercenários é parecido, ainda que num menor nível. Ao invés de Origem, que manda ver na sua frente e você sente que sai do cinema como se tivesse levado um tapa na cara – aqueles tapas não-ruins, que são bons por algum motivo ou por algum mesmo motivo são necessários–. Stallone consegue fazer o mesmo, de maneira bem menos genial, ou quem sou eu para definir o que é genial ou não? Aquilo, numa ótica e numa perspectiva bem singela e única, é também genial.
Continuando. Stallone faz o mesmo. Senta na cadeira, punhado de pipoca, coca-cola (se você for TRUE leva cerveja pro cinema), diz “manda ver” e daí pra frente é só TAPA NA CARA.
Só que o tapa na cara de Stallone não é o mesmo de A Origem. O Tapa Na Cara de Stallone não é um tapa, e nem é um, são vários, e são SOCOS, e não são direcionados ao Espectador, porque esse não vai no cinema ou aluga um DVD daqueles mestres para levar tapa na cara. Vai ou aluga porque quer ver tapa na cara. Soco na cara. Chute na cara. Explosão na cara.
E isso, Stallone faz.
Técnica, roteiro, arte. Pra quê?
Pra quê isso? Porque não uma vez nesse ano sentar na poltrona do cinema e ver algo que mostra nossos mais puros instintos de animalidade plus explosões?
Tiros, explosões, frases engraçadas, tiros, explosões, frases engraçadas, uma tentativa de rima péssima de Statham, mas divertidíssima na ótica de alguém que já saiu pra beber com os amigos e tentou se aventurar da mesma maneira; explosões, tiros, explosões, frases feitas, explosões. Durante uma hora e meia.
“A única coisa mais rápida..” “É a luz, eu sei”
“Você é um cara legal, vou te apresentar a minha namoradinha. Essa é Omaya. Omaya KABOOM”
“250 tiros por minuto. 250. Tiros. Por minuto.”
“Vou dar um tiro de advertência”
“TIRO DE ADVERTÊNCIA!!!!11one!”
“O que o Gunner está fazendo?” “Enforcando um pirata” “Não, ele não pode estar fazendo isso. Gunner, o que você está fazendo?” “Enforcando um pirata!”
Quer mais? FODA-SE.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Dawkins, Campbell e Abreu
Esses são nesse exato momento, possivelmente os livros mais importantes que já li na vida, e que vieram a moldar o meu pensamento sobre o que foi o mundo e o que é o mundo, sobre o que foi a sociedade e sobre o que é a sociedade.
Não que isso importe alguma coisa.
Mas vou me concentrar nos dois primeiros e descartar os três últimos, novamente, não por causa de preferência ou por qualquer hierarquia de importância ou coisa parecida, mas porque simplesmente eles não se encaixariam na proposta desse texto. Talvez Cultura de Convergência se encaixasse um pouco, mas eu teria que andar muito até chegar nela.
Conheci O Gene Egoísta por intermédio de uma das mais absurdas situações, que jamais me acharia inclinado a procurar um livro. Foi uma entrevista, não sei para quem nem quando, que Hideo Kojima deu sobre a série Metal Gear Solid. Para quem não sabe, e não lhes culpo por isso, Kojima é uma das mentes mais brilhantes hoje no entretenimento interativo.
Ele, alias, é Mestre.
Kojima é como o Tarantino dos videogames, não pela escolha semelhante de temas, pois os dois se diferem consideravelmente nisso, mas no fato que é uma das mentes mais capazes e geniais ao trabalhar com referências. Quentin e Hideo são dois produtos de cultura pop e influenciados diretamente pelo lixo cultural de suas épocas, que como em todas as coisas, faz parte de um desenvolvimento cíclico de cultura: o que inicia o ciclo como lixo, depravado, dispensável e desprezível, torna-se ícone e ídolo no final dele.
Os dois conseguiram pegar o que era desprezado por crítica e mainstream em suas infâncias e adolescências, que durante juventude e inicio de vida adulta tornaram-se lixo acultural, e que com o reconhecimento de seus respectivos trabalhos tornou a conquistar seus lugares de primeira classe na produção cultural contemporânea.
Não cabe aqui como eles fizeram isso ou o que tornaram a trazer ao seio da cultura pop atual. Isso renderia outros vários posts.
Voltando ao Gene Egoísta, Kojima disse que o livro foi uma de suas maiores inspirações para a realização da série Metal Gear Solid, principalmente o homônimo primeiro jogo, e o segundo, Sons of Liberty. Os dois jogos foram concebidos com um tema principal cada um, sendo o tema do primeiro GENE, e o do segundo MEME. As sequências, Snake Eater e Guns of the Patriots ainda trabalhariam com dois novos conceitos: SCENE e SENSE.
Não será analisado aqui, por maior que seja a minha vontade, a influência e o funcionamento de cada tema em seu respectivo jogo, assim como não será analisado aqui o mesmo conteúdo em qualquer um dos livros já citados.
Será feito na verdade, uma comparação entre dois autores – como a feita acima – Dawkins e Campbell.
Não será comparado semelhança ou diferença entre os autores e suas obras. Acho.
Será comparado a influência que cada obra teve na cultura popular ocidental – e graças a Kojima, oriental – contemporânea.
Eu vou tentar me espelhar em Dawkins o máximo possível e não deixar minhas opiniões pessoais transpassarem para essas linhas escritas. Creio eu, terei sucesso.
Sobre o Herói das Mil Faces, livro o qual faltariam a mim palavras para enaltecer sua importância, posso dizer resumindo em poucas linhas que é um dos documentos mais importantes para a nossa história contemporânea.
É, assim mesmo, redundante. Um dos documentos mais importantes da nossa história contemporânea, se você considerar a área que explora a manutenção e criação de cultura e ficção.
O Herói das Mil Faces é um livro que fala sobre mitos, e numa perspectiva psicológica, analisa a SEMELHANÇA e o impacto que uma diversidade absurda de mitos e histórias tiveram na formação das civilizações ocidentais e orientais.
Joseph Campbell, um dos maiores gênios do século XX, pegou uma série de mitos de todas as partes do mundo e mostrou no que eles eram iguais. Campbell queria, mais do que tudo, mostrar que não devemos nos odiar por nossas diferenças, mas procurar o entendimento, a compreensão, união e o amor naquilo que nos torna semelhantes.
Se Campbell conseguiu ou não, só anos o bastante no futuro para que possamos olhar para trás e analisar se deu certo ou não é que vão nos responder. Já se passaram 61.
Em Herói, Campbell utiliza-se da estrutura ficcional e mitológica do Monomito. O monomito, também chamado de Jornada do Herói foi a estrutura utilizada para equalizar todas as histórias, contos, mitos e fábulas que Campbell analisou.
Através dos conceitos e partes que compõe a Jornada do Herói, é possível notar claramente essa série de semelhanças entre fábulas e mitos da humanidade, e principalmente, como esses influenciam – e influenciaram – as nossas vidas e a civilização.
Talvez Campbell tenha almejado outros fins para os impactos que a Herói das Mil Faces e sua Jornada teria naqueles que notavam sua existência, mas uma coisa é certa: o maior impacto que o Monomito teve na nossa sociedade, foi exatamente na parte que engloba a criação e estruturação da nossa cultura popular.
Mas aquela cultura popular, comum a todos, comum ao mundo.
A influência desse documento acadêmico é tanta, que a lista de obras ficcionais e de entretenimento que ele influenciou é gigantesca.
Exemplo?
Star Wars, um dos maiores fenômenos culturais da nossa recente história. E eu não estou exagerando. Star Wars é praticamente O exemplo vivo e que foi acompanhado por todos da criação de uma mitologia tão rica, fantástica e grande quanto um universo.
O próprio criador da galáxia tão, tão distante disse que sem O Herói de Mil Faces a história de Star Wars jamais existira.
Talvez o mais incrível da Jornada do Herói e do Monomito não é nem as histórias que se basearam nela para serem criados, e digo isso daquelas histórias em que seus autores pegaram o documento físico, leram, interpretaram e criaram, mas das histórias e mitos que foram criadas baseadas nele e que seus criadores não tinham a menor idéia de estarem seguindo esse roteiro específico.
E são eles que provam que essa unidade de informação está tão enraizada na nossa cultura.
Joseph Campbell, ao contrário de muitos, percebeu que sua obra talvez não tenha tido aquele impacto, aquele significado inicial que ele almejava. Mas ele viu por outro lado que essa mesma obra tinha alcançado um significado tão importante quanto.
Campbell percebeu que sua obra acabou por fazendo parte de um outro ciclo, aquele em que residem as idéias e as criações. E viu que assim ele também poderia atingir ao menos parte de seus objetivos primários, pois o ciclo de idéias e criações funciona junto ao ciclo da cultura, que incide naquele ciclo da sociedade.
Situação semelhante aconteceu com Richard Dawkins. Ele tinha um objetivo inicial e oficial com seu Gene Egoísta: provar a importância fundamental do gene na evolução da nossa e de todas as espécies.
Durante se não me engano dez capítulos, Dawkins conta de uma maneira incrivelmente interessante para um documento acadêmico, a importância desta unidade fundamental de vida – o Gene – dentro da história do mundo.
No início de um dos últimos capítulos, Dawkins introduz um novo conceito até então pouco explorado e não oficialmente nomeado pela ciência, o Meme. É passível de interpretação, que todos os dez ou seja lá quantos anteriores capítulos do livro que falavam do Gene, serviram só para dar embasamento para o conceito recém introduzido. Eu acho que até o próprio autor fala isso.
Explica-se Meme como unidade não biológica, mas extremamente semelhante e de igual funcionamento ao gene. O meme, na verdade é uma unidade de informação, unidade essa que faz parte de algo maior, a cultura, assim como gene faz parte de organismo.
O meme é na verdade uma das unidades com maior poder, maior influência, maior abrangência com que o mundo já se deparou. O meme tem a capacidade de surgir em qualquer lugar, dentro de um organismo humano, no cérebro, ou dentro da própria cultura, de uma maneira que pode ser completamente espontânea e imprevisível.
O meme pode ser mais perpétuo e durar mais que o gene, e também pode existir desde um período de tempo indeterminado até eternamente. Essa unidade convive dentro do cérebro humano, junto a informação produzida na sociedade, junto a cultura produzida e mantida na sociedade, junto às disposições e preceitos que compõe uma civilização. O meme pode caminhar livremente em cada um desses organismos, podendo obviamente, se propagar em um ou em cada um deles.
O que Dawkins quis mostrar é que algumas coisas, que julga ele serem alguns dos maiores problemas do mundo, são também meme. Esse foi o objetivo não oficial de Dawkins, e que não por isso deixava de ser o mais importante.
O maior problema de Dawkins, foi que as pessoas não viram aquilo da mesma maneira como viram Campbell e seu monomito. O impacto que o Monomito teve na sociedade de cultura pop foi tão absurdo que amenizou qualquer sentimento de derrota ou falha que seu autor pudesse sentir. A forma como o Monomito seria capaz de alcançar ao menos parte dos objetivos iniciais de Campbell também fizeram ele de alguma forma valer a pena.
O Meme, assim como o Gene, foi apenas visto como unidade primordial de algo e coisa mais genial já compartilhada dentro do seu próprio mundo, dentro do seu próprio universo. O Meme até que se difere um pouco, já que ele interessa a uma outra camada de produção cultural que é também extremamente abrangente, diferente do Gene que só importa para aqueles que acham que isso importa.
Aconteceu, que no fim, Campbell viu que sua obra ainda que interpretada de maneira diferente serviria pra alguma coisa de seus objetivos iniciais, e que sim, ela contribuía de uma maneira até inimaginável para ele na nossa civilização. Ele sabia da importância que os mitos tiveram na construção da nossa civilização, e viu, com o seu trabalho, a importância que eles ainda teriam por muito e muito tempo.
Dawkins, por outro lado, não viu impacto semelhante ser causado pela sua obra. Foi, na verdade, tão egoísta quanto seu gene. Incapaz de aceitar que falhou em seu objetivo não oficial, incapaz de reconhecer que nada lhe valia o reconhecimento de seu objetivo oficial, incapaz de ver a maravilha que sua concepção de unidade fundamental da informação traria para o mundo quando não atingindo aqueles que tinha de atingir, quando não atingindo seus objetivos verdadeiros.
É por isso que esse cara me envergonha tanto hora ou outra, aqui e ali.

