sábado, 10 de outubro de 2009

O pior emprego do mundo

Alguém já deve ter visto aquele programa que mostra os piores empregos do mundo. Ou viu no Fantástico, sei lá, pq o Fantástico tem o costume de passar uma porrada de programas e resumi-los em apenas 5 minutos. Quem viu Caçadores de Mito, produção com aproximadamente 50 minutos + comerciais, ser reduzido à 5min e narrado pelo Tuco da Grande Família sabe do que eu to falando.

Eu nunca vi esse programa, pra falar a verdade. Mas lembro de umas de suas chamadas nele. Numa delas tinha um cara limpando merda de elefante. Uma droga de emprego, realmente, uma droga pois odeio repetições, se não falava merda. Mas seriam duas repetições, e prefiro evitar isso. Até por que outra das chamadas que eu vi mostravam outro emprego, e esse também era uma merda. O emprego do indivíduo era triste, ele limpava os caminhões de sugão, ou seja lá qual for o nome. Basicamente, ele fazia o pior do pior serviço possível. Ele limpava a merda do caminhão que limpava a merda. Ele é tipo, o trainee do estagiário da secretária.

Mas há empregos piores, disso eu tenho certeza. Pq limpar merda é um negócio, digamos, digno, se você tem carteira assinada e coisa e tal. Mas o emprego que eu pensei recentemente é um dos piores possíveis, e isso pois você não pode expressá-los com outras palavras que não aquelas exatas que exemplificam o trabalho. Por exemplo, o limpador de merda poderia dizer, numa mesa de bar, no meio da balada, whatever, ao conhecer a cocotinha lvl 83 que, dentre outras coisas, "faço manutenção geral de veículos de grande porte para serviços essenciais". Isso da pra disfarçar. Só que nesse emprego que acabei de ver não.

A mulher só pode falar uma coisa: "Ah, eu sou dubladora" Legal, deu pra disfarçar. Mas como essa é uma profissão que desperta a curiosidade, inevitavelmente o terceiro vai perguntar: "Que massa, mas quem você já dublou?" Ai é que fode.

Ai que fode mesmo. Pq essa mulher é dubladora de Cine Band Privê. Ela dubla a Emanuele. Sim, a mina que viaja o mundo, o espaço e o futuro transando com homens, mulheres, alienígenas. Imagina falar pro seu pai ou mãe "Mãe, consegui um novo emprego, vou dublar uma personagem bem conhecida" "Que bom filha, quem?" "A Emanuele, daqueles pornos pra quem tá no início de puberdade que passam na Band, legal, né?" "Eu te deserdo", diz o pai.

Essa mulher dublou aquelas canastrices, e pior que isso, dublou para o belíssimo português carioquês. "Max é meixmu?" Talvez, dependendo do indivíduo, ele possa ser transportado para o baile funk.

Se ele não for, ela vai ter que apelar para outros de seus trabalhos. Um destes foi um trabalho clássico, e ai mora outro problema. Pq não é qualquer um que sobreviveria mentalmente após as próximas palavras dela: "Ah, eu também dublei a Cheetara"

A Cheetara é clássica, eterna, provavelmente uma das primeiras personagens femininas que um guri simpatizaria. E apenas isso. Espero que ninguém tenha participado de bailes funk com a Cheetara. Ninguém que eu conheço, espero. Enfim, ela era massa. Descia o cacete com um bastão. O bicho cinza precisava de nuchakus e um tanque. O Lion-O precisava de uma espada, e uma espada que crescia. E eu realmente vou parar por aqui, pois já me falaram que Thundercats era uma parábola à adolescência. Não ouvi a teoria toda, levei as mãos aos ouvidos, fechei os olhos e sai de perto. Não aguentaria aquilo. Continuando...

E porra, a dubladora da Cheetara ser a mesma da Emanuelle fode com qualquer infância.



Só não fudeu com a minha pq infelizmente ja tive o desprazer de conhecer o hentai do Chaves.

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