domingo, 17 de janeiro de 2010

My own personal fight club

Não diga que você nunca ao menos imaginou como seria. É impossível ver aquela obra de arte em forma de filme e pensar "e se eu fizesse isso?".

E se você saísse na porrada com seus amigos só pelo puro prazer proporcionado pela animalidade, os instintos e tudo mais, tudo reprimido por você e pela sociedade pois não é um comportamento decente e civilizado?

Porque segurar a mão, se a própria sociedade foi construída na base da porrada, ferro, aço, pólvora e concreto?

A resposta é fácil, mas não é fácil de admitir. Porque você é um merda. Não se permitir tomar pelos maravilhosos instintos que fizeram prevalecer a espécie dominante desse planeta é um dos piores ônus que vieram com a nossa civilidade. Um dos maiores bônus é a internet. Não importa se civilidade existe ou não, se a porra do corretor ortográfico botou uma linhazinha ondulada vermelha embaixo dela ou não. É civilidade e pronto, ela existe, ela exprime o que tem de exprimir, ela é autoexplicativa, pau no seu cú, hífen, caso precisasse estar ali. Caso não, mal aí.

Mal aí não por desculpas minhas. Não, não é isso. Mal aí por você ser um merda de construto infeliz idiota e energúmeno da língua portuguesa. Nem nós nem os portugueses nem os angolanos te aguentamos mais. Nem os portugueses, veja bem. Mas não é por isso também que é mal aí. É mal aí porque você, em tudo que sua natureza lhe permite ou não fazer, está uma variável que torna a mim e a todos os seres humanos superiores. Nós podemos fazer um clube da luta. Você não.

Isso não está aqui porque presenciei e vivi uma tentativa frustada de clube da luta, não. Isso está aqui porque se tem uma coisa que Chuck Palahniuk me ensinou, foi que [...] e nada mais. Ou tá, lá vai, algumas coisas a mais aqui e ali, mas nada que se compare à máxima acima revelada.

Você não fala sobre o clube da luta. Você não fala sobre o clube da luta. Dane-se a regra, danem-se elas as regras, feitas para serem quebradas, não vou seguir uma regra criada por alguém que tem a moral de ignorar a todas e destruir a economia vigente da sociedade contemporânea. Pois dane-se a sociedade contemporânea. Foda-se, e foda-se a sua estrutura sócio-cultural hifenizada do caralho.

E se você nunca pensou em fazer um clube da luta, tenha o que tenha entre as pernas, você não tem moral para falar sobre o clube da luta. Você não tem moral para querer mudar alguma coisa na sociedade, você não questiona o que há de mais concreto em seus pilares bambos e passíveis de destruição com apenas um soco ou um chute. Foda-se você também.

Três e meia da manhã e tão passando família dinossauro na band. Fodam-se vocês também seus pastores.

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