sábado, 2 de janeiro de 2010

O primeiro título que me veio à cabeça foi o primeiro título que me veio à cabeça

Você já viu o Steve Tyler de cabelo curto naquelas fotos de colégio? É bizarro. Ele era muito feio. Ele continua feio, na verdade. Tem gente que não tem como melhorar mesmo. É uma coisa que a medicina e a ciência ainda não descobriram: como deixar uma pessoa feia bonita. A única alternativa dessas pessoas é encontrar alguém que as ame pelo que elas são. Ou pessoas barangueiras. Eu não sei qual delas é mais difícil de encontrar no mundo, espécimes raros desabundantes nesse mundo de rabos dançantes, como diria um amigo powered by cachaça. O cara até pode fazer uma plástica e coisa e tal, mas não adianta, quem o conhecia vai lembrar de como ele era antes e pensar “porra, ele era feio pra caralho”. E aquela imagem nunca vai sumir. Nem a que ele próprio tiver na cabeça de antes de mudar.

Não é o tipo de coisa que eu gosto de pensar, mas quando músicas surgem do nada no seu HD sem ter a menor idéia de como ela veio parar aqui, você acaba tendo de ceder às considerações aleatórias que um início de ano ainda tedioso trás a você.

Ainda preciso de tempo para organizar o que ainda falta ser organizado, que é muita coisa. E tempo eu tenho. E porque não faço? Por que preguiça eu também tenho.

Porque eu dedicaria o primeiro post do ano para o Steve Tyler? Eu jamais faria isso se em plenas faculdades mentais, e eu, pode ter certeza, estou em minhas plenas faculdades mentais. A resposta para a pergunta que fica é de uma força comparativamente menor e que não consegue se manter de pé, mas é a pura verdade. É que esse não é um post sobre o Steve Tyler. Nunca foi, nunca será. Nada contra, mas se eu fosse dedicar a alguém um post, teria de começar por mestres e deuses. Page, Plant, Jones, Bonzo. Isso só na música. Isso só numa banda.

Não é verdade, skinhead?

Ta aí o skinhead que não me deixa mentir.


Enquanto isso, cantemos pelas risadas, cantemos pelos momentos, porque me recuso a cantar pelas lágrimas. Cantemos pelos anos, os que já foram e os que ainda vem. Rock n roll, de preferência.

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