domingo, 28 de março de 2010

O sobrenatural sempre de brinks

Acabo de abrir a pasta dos textos, onde fica tudo de mais precioso na minha vida que produzo durante o meu tempo livre encontrado dentro do meu tempo livre que é absurdamente maior que o meu tempo de ocupado. O resto das coisas mais precisosas da minha vida são tangentes e não tangente, podem ser tocadas, não tocadas ou defenestradas.

Abri a pasta de textos, e no final, ficam os últimos documentos modificados e me deparo com vários arquivos de textos transparentes salvos e não-salvos que nunca escrevi, mas que os seus nomes condizem com outros que escrevi há um tempo atrás. Eu me perguntei que merda era essa e cliquei.

Abriu e apareceu, nessas exatas letras e palavras, apenas devidamente modificadas para meu nome não aparecer aqui, para, sabem, evitar sequestros e coisa e tal:


Maruílson Apu
M a r u í l s o n A p u
e r a s
d e m i
i t c
f e l i

Não entendi. Eu era demitido feliz?

Legal. Que bom que serei demitido feliz, pq nunca fui demitido feliz. Isso me tranquiliza. Pra caralho.

Pode ter sido um aviso sobrenatural, lá de cima, lá de baixo, ali da outra dimensão, ali do lado, acima, na diagonal, pode ter sido um sinal divido, pode ter sido o vírus foda highpower que tinha no meu notebook, pode ter sido um bug foda do Windows, pode ter sido porra nenhuma. Eu só estranhei o meu nome estar escrito nesses documentos que nunca criei. Meu nome pela metade, na real. Meu nome que nunca escrevo ou assino os documentos dessa pasta.

Não to com frio, não to com calor, não to no escuro, minha temperatura não baixou, a temperatura do quarto não baixou, não ouço vozes e nem gritos, não vejo vultos pelo reflexo da tv nem da janela. Vou dormir de boa e provavelmente sonhar com zumbis de novo. As vezes sai um sonho legal.

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