domingo, 25 de julho de 2010

Divagações sobre tudo que eu lembrar, até o final de uma página do Word.

Ia escrever sobre psicopatia. Só que, enquanto pensava em como começar, passou na TV uma propaganda do OMO, com crianças se tacando na lama, metendo a mão em vasilhas cheias de calda de chocolate, entre todas as coisas que significam desespero para uma mãe. Aí lembrei que não quero ser mãe. E lembrei que não quero falar sobre mim mesma, ao menos nada que não seja interessante. Pensei em religiosidade, orgulho ateísta, quem acredita em deus é acomodado, burro, manipulável, não leu Maquiavel, mimimi. É engraçado porque essas pessoas são tão idiotas quanto aquelas a quem se referem nas suas ofensas, e na maioria das vezes, piores, pois muitos religiosos sequer tiveram a oportunidade de conhecimento, alguma abertura para se questionarem. Ressalto que me refiro apenas aos idiotas, aqueles que querem que ateus, judeus, budistas, vão tudo para o inferno. E isso me lembrou fãs adolescentes de Felipe Neto/PC Siqueira. Particularmente, gosto mais do segundo, é esse cara aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=YCMK2nelTUo

Mas quem ilustra melhor, mesmo, é esse aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=2Lp7XO6oWCM

Ou seja, é a alternativa para as adolescentes do “contra”, que diante de um discurso bem feito(pelos outros), resolve dizer que quem gosta de modinha adolescente é idiota, mas quer casar com o Felipe Neto. É a mesma coisa com os ateus raivosos. Só que eu aceito o que vem de adolescentes, pois todos nós fomos idiotas na adolescência.
Este assunto está diretamente relacionado a pré-conceitos. Estou vendo blogs de moda. Poderia estar lendo um livro. A moda é algo complexo demais, eu mesma demorei a entender o sentido dela. Conheço muitas opiniões: “é ridículo, só serve pra alienar mulheres e fazê-las gastarem dinheiro”; “a moda é a forma de nos expressarmos, posso chocar a sociedade ou sumir na multidão”. Percebi que estou em um blog de moda para não chocar a sociedade e estar na divisa entre “sumir na multidão” e “agradar a mim mesma e aos outros, pelo menos a maioria”, na questão crucial da humanidade sobre “qual casaco usar por cima de um vestido de festa de formatura”. Eu gostava mais de quando a minha vida se resolvia ao entrar em uma loja de surf, apenas. Não que eu não goste de me arrumar, claro, todo mundo gosta. Mas naquela época usar uma camiseta trash com um símbolo da Roxy, uma calça jeans e um tamanco plataforma parecia bonito pra mim e pros outros. É que não ter paciência pode soar como “moda é uma merda”. Não é isso que eu quero dizer, tanto é que tudo que mais queria neste momento é um personal stylist de plantão, na minha porta, com 10 sacolas de lojas diferentes, todos os dias, e com 50 alternativas prontas para serem escolhidas por mim. Não quero me comunicar com o mundo desta forma, embora seja uma proposta louvável. A moda é até importante, porque incentiva pesquisa de novos tecidos, talvez de fontes sustentáveis, ou mais confortáveis, entre outros benefícios a sociedade. Dar dinheiro pra a quadrilha da Daslu é o de menos, roupas até que são legais. E é uma pena que pessoas que estudem moda não sejam levadas a sério. Falei de mim, afinal. rs
A página do Word está terminando. Calibri (Body), Fonte 11, espaçamento 1,5, parágrafos separados por espaços. Informação para simples conferência a quem interessar, ou seja, dê ctrl c + ctrl v e surpreenda-se com a veracidade da informação. Desconte as margens. Fim.

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