domingo, 11 de julho de 2010

Vida, o universo, e Copa do Mundo.

Cinquenta e seis dias atrás eu iniciei um documento que salvei na minha pasta de documentos, pois pensei que não era aquele o momento de escrevê-lo.

Esse documento fala sobre a Copa do Mundo. Eu inicio ele dizendo que faltavam, naquele exato momento em que ele começava a ser escrito, 25 dias, 1 hora e 39 minutos para o início da Copa. Eu digitei uns três parágrafos e falei sobre o futebol, a importância dele para o mundo e para o Brasil e como a nossa seleção é a única no mundo a usar a palavra “Seletos” para designar-se a si mesma. Falei também do porque aquilo era importante para a nossa seleção, e como aquilo impunha um respeito para nós mesmo e para os outros.

Eu deixei de lado o texto, pois achei que tinha mais o que falar, mas não sabia o que. Imaginei que nos dias que seguiam eu teria algum assunto, e até me vieram algumas coisas, mas acabei não escrevendo.

Não desenvolvi no início da copa, nem na metade, nem antes do primeiro jogo do Brasil e nem depois dele, e tão pouco no segundo, terceiro, quarto ou quinto. Nem antes nem depois de quatro deles. Nem antes de cinco.

Inevitavelmente, eu venho falar do depois do quinto jogo, pois, se em algum momento decidi falar sobre isso, foi depois. Então depois é depois, após, o contrário de antes, pois antes dele só imaginamos e predizemos, só fantasiamos e pouco pensamos na realidade. Não pensamos na verdade.

Ou pensamos e nem nos tocamos disso. Eu pensei. E até comentei sobre as verdades que apareceram, e elas apareceram antes do quinto jogo, e depois fui perceber, elas apareceram lá bem antes da Copa, meses antes. Um mês, ou 45 dias, ou algumas semanas.

Lá, bem lá longe, as verdades surgiram. Não foram as verdades do “tinha de levar esse, esse e esse” nem tão pouco “não podia levar esse e nem aquele”. A verdade que eu vi, e só depois percebi – durante a Copa – foi a verdade da mídia brasileira, e o quanto eu desprezo ela com o mais profundo desdém.

E quando percebi isso, passei a torcer mais. Torcer duas, três, quatro vezes mais. Eu torcia pelo título, pelo seis. Passei a torcer também por um cara, e depois por outro, e também por outro.

Torcia pelo Lúcio, e isso ficou claro desde o início do blog. Eu já falei sobre ele, fiz uma homenagem, dizendo que ele mereceu levantar a taça das Confederações, e que dias antes tinham criticado ele. Ai ele foi lá e calou a boca de todo mundo. Épico. Um ano depois, hoje, agora, a poucos dias e semanas, elogiaram ele. A mídia que eu desprezo, por acaso, compartilha de minha opinião, e também elogiou e continua elogiando ele. No entanto, ele não tem taça nenhuma pra levantar. Mudou muita coisa.

Eu torcia pela Seleção, e também torcia pelo Lúcio. Ele tinha que levantar aquela taça. Ele tinha que fazer milhões em todo o mundo engolirem seco oito anos de crítica. Isso lava a alma de qualquer ser humano. Mas, infelizmente, isso não aconteceu. Ele pode ainda fazer isso, e com mais epic win agregado, fazendo 12 anos de críticas descerem quadrado milhões de esôfagos adentro. Mas não sei se vai acontecer.

Lúcio é o dois. Seleção o um. Três e quatro vêm juntos, não pra economizar linhas, pois fodam-se elas, mas porque três e quatro explicados e relacionados juntos tem uma razão de ser.

Três e quatro são Dunga e Felipe Melo. Sim, eu torcia para eles. Do primeiro ao último dia, e ainda estou torcendo, e por mais triste que eu esteja, um resquício de esperança ainda me faz cultivar essa felicidade.

Dunga fez tudo certo. Yep, ele fez tudo certo. Não é que ele não tenha errado, ele até pode ter, mas isso é uma questão de perspectiva. Depende de qual ângulo subjetivo você vê isso. Dependendo da perspectiva, ele pode simplesmente ter deixado de acertar um pouco mais.

Ele fez tudo certo, tudo mesmo, e mais um pouco. Ele escrotizou a mídia brasileira, e ela merecia ser escrotizada. A mídia brasileira precisa entender que o poder deles sobre a informação na Era dela é mínimo.

A Informação, na era que ganhou o nome dela, mudou. Ela pode ainda ser produzida por pessoas, e isso nunca vai mudar. Mas ela possui uma nova característica, ela pode, diferente de todas as coisas, – ou, vá lá, considere exceções se quiser, e elas devem existir – gerar a si mesma. Espontaneamente.

Você tem de entender isso. Ou tudo bem, não precisa entender. Talvez esse conhecimento não influencie de nada a sua vida, como tantas outras coisas. Mas quem lida com a informação, bom, essas pessoas TEM de entender isso. Tem de aprender a respeitar esse novo fenômeno do universo, saber como ele age, o que ele fez, o que vai fazer. Tem de dar as mãos, dar um tapinha nas costas, ser amigo dele.

A única coisa que você não pode fazer, é manipulá-lo, pois isso, na era Dela, é impossível. E é isso que algumas pessoas tem de entender.

Essas pessoas, como muitas outras, não vão aprender isso por livre e espontânea vontade. Alguém precisa ensinar isso a elas.

E em toda a nossa história no mundo, que começa lá atrás em período indeterminado e vai até hoje – o aqui e o agora – nenhum outro momento foi mais propício para que isso acontecesse do que durante a Copa do Mundo. E a única pessoa que poderia ter feito isso eram na verdade duas: Dunga e Felipe Melo. Sério.

Isso aconteceria quando o Felipe Melo, aos cento e dezenove minutos e cinqüenta e três segundos da prorrogação, chutasse a bola numa distância de 38 metros do gol, acertasse o ângulo direito, e, até a quarta parte de seis que compreendem um segundo, o mundo, por inteiro, seria dominado pelo mais absoluto e completo silêncio.

Do final da quarta parte desse segundo, até o final da sexta, a informação seria gerada espontaneamente, e o mundo, apesar de tomado pelo mais ensurdecedor dos barulhos que na verdades é a junção tantos outros mais as vuvuzelas, ficaria, também, em silêncio. E ai algumas pessoas que não entendiam que a informação nasce, desenvolve, morre e nasce de novo... bem, eles entenderiam que ela faz tudo isso. Sem precisar deles.

Acontece que, infelizmente, ou felizmente, aquela freqüência determinada que o Universo atinge de quatro em quatro anos humanos, entre o sexto e o sétimo mês do calendário romano, e que propicia um horizonte de eventos absolutamente imprevisível, quis que essa possibilidade de realidade alternativa gerada de pensamentos ou ações não fosse a que regeria o nosso presente universo, a nossa presente realidade.

A nossa realidade e o nosso universo, no momento, são absolutamente diferentes dessa previsão hipotética que muito poderia tornar-se história. Eu não sei dizer se isso é bom ou ruim. Numa análise inicial, considerando só o até aqui e agora, ela é bem ruim. Pelo menos para mim.

Pois, diferentemente daquilo que eu mais desejei, as pessoas que deviam aprender de nada aprenderam sobre aquilo que deveriam. Elas na verdade acham que acertaram, e que alguém errou.

O que me tranqüiliza agora é o meu apego na teoria quântica de que tantas outras realidades e universos se formaram a partir desse momento, e que uma outra, hipotética, que imaginei e quem sabe possa o universo e a realidade regentes terem tomados como a correta, possa se concretizar daqui a quatro anos.

E essa hipotética realidade, sem mais delongas ou linhas desnecessárias, é simples e puramente isso:

Felipe Melo capitão do Hexa.


E ai todo mundo que procrastinou mais quatro anos de aprendizado vai realmente entender. Vai olhar para si mesmo, dizer “é...” e depois um outro “É.” final e absoluto, a mão apoiada num rosto com cara de cu. E vai olhar lá pra trás, lá para quatro anos antes, e perceber que um erro anterior tornou-se o mais absoluto acerto. E que isso torna ele, na verdade, um acerto desde o início. E que poderiam ter considerado isso, caso a perspectiva fosse considerada.


E então Dunga e Felipe Melo finalmente vão ensinar a quem ainda faltava aprender, que dentre coisas e mais coisas que regem nossas vidas, a ironia vez ou outra reina absoluta, as vezes dia aqui dia ali, as vezes de quatro em quatro anos.


E, acima de tudo, que aqui é pé na porta e soco na cara.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Sabedoria popular

Sabe a diferença entre um designer, um jornalista e um jurista leia-se adevogado?

Nenhuma.

sábado, 26 de junho de 2010

Essas merdas só acontecem comigo mesmo

tarado diz: oi
Vanessa diz: quem é?
tarado diz: tarado sp acho que tc outro dia
Vanessa diz: acho que não hein, de onde vc pegou meu msn mesmo?
tarado diz: no chat de bate papo
Vanessa diz: o_o
tarado diz: mas tudo bem tbem se não quiser ter mais um amigo
Vanessa diz: fiquei curiosa, que chat?
tarado diz: erótico acho
Vanessa diz: AHAHAHAHAHAHAHAHA
tarado diz: uol
Vanessa diz: ce ta falando sério?
tarado diz: pior que sim viu... mas tranquilo te deixo em paz a partir de agora ok vlw pela atenção
Vanessa diz: não não... quero saber quem foi que avacalhou comigo. não precisa ficar com vergonha não, sem preconceitos.. hahaha
tarado diz: eu ñ estou com vergonha
Vanessa diz: só é certo que alguém quis tirar uma com a minha cara
tarado diz: num era vc lá?
Vanessa diz: não
tarado diz: ah ta tudo bem
Vanessa diz: pois é
tarado diz: eu entrei lá de curioso saca ai tc com vc ( ou alguem que disse ser vc) e o papo foi bacana mas sem malicia papo de gente adulta naDA MAIS
Vanessa diz: entendi e ce lembra como a pessoa me descreveu? tipo, quantos anos eu tenho, de onde eu sou e tudo mais
tarado diz: 1.65 58 kg olhos negros cabelos lisos médios, casada
Vanessa diz: oq mais?
tarado diz: nada só isso msm, vc é de sp
Vanessa diz: e qtos anos eu tenho?
tarado diz: ñ tenho certeza mas acho que deram 25 ou 28 n~me lembro
Vanessa diz: tudo que você me falou tá totalmente errado hahahahaha ufa
tarado diz: desculpa moça não queria ter te incomodado
Vanessa diz: não não, relaxa eu ri
Vanessa diz: bom, obrigada pela cooperação viu? melhor sorte da proxima vez
tarado diz: por nada moça

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Tá fazendo o que?

Eu não sei se essa é a primeira vez que uma conversa de msn origina diretamente um post. Bom, não instantaneamente, ao menos.

Não sei se instantaneamente leva acento. Uma linha pontilhada vermelha apareceu abaixo dela. Duas vezes.

Mas o que me deixou curioso foi que 

não lembro mais o que me deixou curioso. Mas o que importa é que a frase "tá fazendo o que agora", redigida há menos de cinco minutos, me fez lembrar do início dessa década. Era Mirc. Er não de ser, Era de período. Tipo Era Dunga. Mas isso fica pra outra hora, pra quando eu souber quem vai rir. Pra caralho.

Era mIRC.

Bons tempos. Não que eram melhores, mas eram realmente bons. Você se preparava para entrar naquele mundo virtual de palavras e sacanagem e uns amigos aqui e ali e entre você e a rede estava uma interface quase sempre igual, as vezes vermelha e com a palavra AVALANCHE, as vezes não lembro a cor, mas que tocava "O Senhor da Guerra", ou, a mais legal de todas, que você clicava duas vezes com o mouse, vermelho, amarelo, verde e o que mais viesse surgiam na tela e um grande e sonoro "YOOOOO" lhe cumprimentavam e preparavam para o que der e viesse.

Depois era escolher o servidor, dar um /j alguma coisa e estar plenamente conectado com as pessoas do mundo. Ou da sua cidade, que já servia.

Mas isso não é sobre o mIRC, e sim sobre a evolução inimaginável que passou a internet nessa década. Antes você tinha de procurar a pessoa e perguntar a ela como ela se sentia, o que ela sentia, o que estava fazendo,  que esperava que aconteceria no dia seguinte. Hoje não precisa mais disso.

Naquela época pra você saber que música a pessoa gostava você perguntava "que tipo de música você gosta?" e ela te responderia ou não.

O tempo passou e as paradas evoluíram e você poderia saber que música era a preferida da pessoa só de entrar no orkut dela e ver as comunidades. Se ela não tivesse em nenhuma, bom, você ainda tinha de perguntar.

Como prediziam os filósofos do velho milênio, as relações sociais se estreitariam consideravelmente com o advento da internet.

Né?

Eles erraram. A culpa não é deles. É que a eles não foi reservado a maravilha de viver uma geração transitória, que pulou do analógico para o digital, enquanto a deles teve de correr a passos pesados e lentos. A gente aprendeu o que tinha de aprender, dominamos o que era necessário num piscar de olhos e nos presenteamos com uma convivência social que poderia sofrer manutenção de duas frentes diferentes: virtual e real. E vivemos bem assim. As pessoas continuam tendo problemas, mas isso é coisa normal do universo. Problemas sempre surgem. Novos.

No final da década rolou outra revolução, e agora os filósofos estão mais desnorteados que filha da puta cego em dia de tiroteio. Ouvi isso uma vez. Agora ao invés de você perguntar a outro o que ele ta fazendo, ele mesmo diz isso e você recebe a informação em tempo real. Pode ver também o que ele anda ouvindo, ou site que anda visitando nas horas de folga do trabalho. E você sabe que tudo isso é relavente, pois a pessoa faz questão de compartilhar isso com o mundo. E ela compartilha também as suas opiniões políticas e o que ela pensa sobre um monte de coisas, em poucas palavras ou não - caso você tenha um blog pra perder. 

Agora você não só organiza virtualemnte aquelas coisas que você gosta, você pega, aponta e anuncia para o mundo. Isso deixa as coisas muito mais fáceis pra todo mundo, inclusive para o mundo que não para e continua girando.


terça-feira, 22 de junho de 2010

Nova tag de postagem

Nova tag de postagem, pois vamos começar uma série de posts aqui. Essa série de posts não tem hora nem dia pra acabar, é perpétua e infinita.

Nessa série de posts, você manda alguém tomar no cu.

Mas faz isso com classe, estilo, convicção e com fuck yeah.

A partir de hoje, você não manda mais tomar no cu na maneira habitual.


Você começa com respeito. Chama: "Senhor" ou mesmo "Senhora". Rola um senhorita, amigo, rapaz, cara, cumpadi, qualquer coisa. Mas você começa demonstrando algum respeito.

Depois faz uma pausa. A pausa não pode ser maior que um ou dois segundos.

"Meu amigo...[aqui ficam os segundos] seguinte:"

Você coloca pontos na sequência. Esses pontos são uma pequena pausa, eles dão enfase e só isso. Não precisam nem de um segundo, na verdade, meio e olhe lá.

E ai vêm as palavras mágicas:

"Meu amigo... seguinte: Vai tomar no meio. [aqui o ponto, a pausa ligeira] do o-"

No final, com todas as palavras proferidas, teremos:

"Meu amigo... seguinte: Vai tomar no meio. Do olho. Do seu cú."

Você pode juntar as mãos, fazer uma cara séria. Se você tem sangue italiano, da pra rolar uns trejeitos massa, mas nada exagerado.

Há duas saídas para essa situação, essas saídas dependem da pessoa que sugerida tomar no cu. Ou ela despiroca completamente, o que, se você fizer todos os passos descritos ela dificilmente vá fazer, mesmo que seja uma pessoa irritada e coisa e tal. Ou então, ela vai parar, ficar meio que estupefata com o que você falou. Vai tentar absorver e interpretar as palavras, pois apesar de você ter mandado ela tomar no cu, fez isso com tanta classe e seriedade ao mesmo tempo que a pessoa vai ser quase que obrigada a considerar que cometeu algum erro em toda aquela situação que precedeu a sua sugestão. Isso é uma maneira bem interessante de você ganhar a pessoa e apresentar o seu ponto na discussão/assunto.

Voltando ao assunto inicial, nessa nova série de postagens, você mandará alguém tomar no meio do olho do cu. É interessante uma explicação ou narração breve antecedendo o post: quem é a pessoa, porque você a mandou tomar no cu in this way. Você pode nunca ter encontrado essa pessoa, ela pode ser da televisão, internet, twitter, orkut, myspace, da sua sala de aula faculdaids, do seu trabalho, do seu pseudo trabalho, a geisy arruda, os políticos. 

Pode ser um desabafo. Você escolhe. Se possível, tente isso com alguém pessoalmente. Pelo menos uma vez na vida.

Façam, ou não façam se não quiserem, a escolha é de vocês. Isso é uma proposta. Se fizerem, relatem, contem a todos que merecem ouvir o relato, contem na mesa de bar, no carro durante a viagem, no onibus durante o dia-a-dia, no banheiro e chuveiro sem ninguém. Na frente do espelho.

Mas façam. Mandem alguém tomar no olho do cu. 

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Mensagem

"Jesus não tem um MSN...
Mas ele está online todo o tempo!"

REFLITÃO

sábado, 12 de junho de 2010

Você sabe porque o pãozinho francês da padaria está mais fofinho e gordinho, de uns meses pra cá?



E não é porque mudou de padeiro. Quase todas as pessoas nascidas há tempo suficiente para ter a autonomia de pedir "5 pães de trigo" pra tiazinha da padaria, há uns 3 anos atrás, devem lembrar que esta ação lhes custaria "25 centavos a unidade", ou algo assim. Ou seja, se você saia de casa com R$ 1,50 no bolso, sabia que voltaria com 6 pães pra casa. Sua mãe te dava R$ 10,00 e sabia exatamente qual o troco esperado, sem qualquer chance para uma eventual superfaturação do pãozinho.
Não lembro exatamente da data desta transição, mas o fato é que o Estado, mais uma vez, meteu o bedelho no Mercado: agora o preço do pãozinho é determinado por kg. Pronto, agora os padeiros não nos enganam mais com aqueles pães anões, "de vento", e pagaremos exatamente pela quantidade de pão que vamos comer.
Vivemos numa relação de amor e ódio com a nossa própria brasilidade. A verdade é que somos geniais, e da maneira mais filhadaputa possível. Seu pãozinho quentinho e fofinho, crocante por fora e de miolo macio, levemente umidecido, foi minuciosamente calculado para te roubar. Seu pão está mais pesado porque ainda tem água dentro, e você pagou pelo peso da água.
Reflitão.