segunda-feira, 24 de maio de 2010

Marx & Engels Against The World


Esses dias passei na feira do livro e vi o manifesto comunista a venda por 5 reais. É, cincão. Tava em promoção. Tem umas editoras que vão pra feira do livro e fazem essas paradas, vendem livros por 1, 2, 5, 9, 15 reais. E livros bons. Alguns.

O que me chamou a atenção foi que duas prateleiras ao lado era vendido o livro do Alexandre Frota, escrito por ninguém mais se não ele mesmo. Era um real o preço. Pensei em comprar, mas peguei mais um e cinqüenta e comprei uma coca.

Agora, refletindo, me veio a cabeça a seguinte reflexão: uma das maiores obras do grandioso social comunismo escrito por Marx e Engels, que pregavam um monte de coisas, dentre elas, creio eu, acesso livre a cultura ou ao menos apadrinhado pelo Estado absoluto, era vendido em uma feira. Feiras são locais para exposição. Ou venda. Ou exposição e venda. Feirar um produto e depois vendê-lo são epítomes do Capitalismo. O oposto do que prega o manifesto comunista. A parábola disso tudo é a seguinte: porra nenhuma. Só que eles perderam e nós ganhamos. Sim, nós. Porque eu e você somos capitalistas, e prova disso é que você pagou de alguma maneira para essa alocação de bytes de internet para estar aqui e ler isso, logo, você contribuiu com a estrutura capitalista. É nóis.

Eu senti ter presenciado a maior derrota do socialismo e comunismo que eu jamais poderia ter desejado – e eu nunca desejei – pois, toda a base do seu conhecimento, um pouco daquilo que o conceituou e segregou-o pelo mundo, estava ao alcance de minha mão e num preço apenas cinco vezes maior do que o diário de Alexandre Frota na Casa dos Artistas, ou duas vezes maior que uma Coca-Cola, um dos ápices do capitalismo, e, pra terminar, três vezes menor que um sanduíche do McDonalds, o pináculo do capitalismo.

Vencer suando o Frota e a Coca, mas tomar um pau do McDonalds. Admita. Marx jamais seria capaz de imaginar esse cenário.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Postagem ramdom

Oi. Sim.
Esse post é um exemplo de como a mente humana é fascinante. Alguns nasceram pra isso, outros não. Não nasci com o dom da expressão verbal, seja oral ou escrita. Para quem o tem, fica fácil concordar com a minha afirmação. Se não tem, também é possível, pois esta pessoa ou se identifica de alguma forma com o que vê até o momento, ou utiliza como parâmetro algo que tenha visto anteriormente, e era melhor. Ou confronta meus textos com o que sabe que é capaz de fazer, mesmo que não se julgue bom o suficiente para classificar-se hábil na expressão verbal. Neste caso: "eu sou uma merda, mas essa pessoa é pior".
Eu não consigo imaginar exatamente quais os argumentos de alguém, natural e notadamente bom escritor/orador, para dizer que este meu texto é uma merda. Ele pode pensar "ela é burra", mas eu também posso te ownar na matemática, filho da puta. E inteligência é algo relativo demais pra servir de argumento pra qualquer coisa.
Então pode ser que esta pessoa perceba a não naturalidade e não fluência desse texto. Pois eu já passei pro terceiro parágrafo e eu não faço a menor idéia de quando é a hora certa de trocar parágrafos. Geralmente é quando eu tenho que parar pra pensar, de novo, no que eu to tentando dizer.
Sim.
Esse post não é pra fazer sentido. Na verdade eu gostaria que ele, poeticamente, não fizesse sentido. Mas ele agora faz sentido e não faz ao mesmo tempo, e não é poético. Então, neste momento, eu só gostaria que todos entendessem o que eu quero dizer. Ah, o random com M foi a maneira que eu tentei iniciar o post com uma enrolação, para, depois de 40 linhas dissertando sobre o meu erro proposital, chegar a algum lugar. Mas não deu. Eu poderia até explicá-lo agora, mas já perdeu a graça. FAIL. De novo.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Eu menti, não é sobre a Rule of Win

Alguém chegou e pediu para o cara que escrevesse sobre sentimentos, mais especificamente, sobre o sentimento de um mal-estar preponderante e forte. Ele falou de cinza, e disse que todo mundo usava cinza, e que o mundo era cinza. Eu nunca entendi porque usam o cinza para isso. Talvez por ele representar a falta de cores, uma vez que branco e preto - que poderiam representar isso - são simbolismos para alguma coisa que o autor queira.

Eu sempre pensei no cinza como um estado ou momento entre o preto e o branco. Do tipo decisões. Você toma decisões pretas, decisões brancas. Geralmente é assim. Eu gosto de fazer com que tomem decisões cinzas. Elas não são heróicas, e na maioria das vezes, são éticamente contestáveis. É claro que estou falando num contexto absolutamente ficcional.

Ai pediram pra guria escrever sobre sentimentos também, mas ela tinha uma história pra contar. Ela começou falando de frio, e de como os dentes dela cerravam-se na tentativa de evitar que se chocassem um contra os outros. Nem a fogueira na frente dela, trepidando e estalando, servia seu uso de ser. Ela continuava com frio.

Frio é usado para representar o frio. Você diminuiu a temperatura do cenário, coloca o personagem numa situação fantástica. Talvez levando um tiro. Dizem que levar um tiro faz as pessoas sentirem frio.

Eu descobri que você pode sentir frio das mais diversas maneiras, inclusive com alguém lhé jogando na cara uma hipótese absurda e natural da natureza humana. E essa pessoa ri pra caralho de você por causa disso. Mas você sente frio. Já falei sobre isso.

Os dois usavam e abusavam da formalidade gramatical. Eu admito que uso também, mas só para não deixar a frase feia. Sempre achei que quanto mais linhas melhor, quanto mais palavras usadas para dizer a mesma coisa, também. Recentemente meio que mudei essa concepção. O legal são poucas palavras, ou, vá lá, até que muitas palavras, mas num ritmo rápido e ligeiro, dando uma sensação de dinamismo que só pode ser alcançada por uma mente muito preguiçosa.

Não sei se isso é melhor, mais interessante, mais legal, mas é o que estou fazendo agora. Na verdade estou fazendo os dois. Enrolando e dinamizando. Eu acho. Estou no meio da linha que separa o oito do oitenta, os dois extremos, a linha cinza. As vezes penso que é interessante continuar seguindo por ela. E que se foda o resto.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

hot chicks with lightsabers


Meu próximo post será sobre a Rule of Win


quarta-feira, 7 de abril de 2010

Ficha Limpa


Ao contrário do meu último post, não sabia por onde começar esse aqui. Tanto é que esqueci o bloco de notas minimizado várias vezes.

Não é sobre Big Brother mas é sobre voto.

A única coisa que não tive dúvidas nem hesitei momento algum foi na escolha da foto ao lado.

Em poucos dias o projeto de Lei Ficha Limpa deve ser arquivado e as pessoas vão se revoltar, vão à televisão dizer que é um absurdo, que é mais uma vitória da corrupção e coisa e tal. Ou talvez elas nem vão à televisão, talvez elas já sejam da televisão e só vão comentar sobre isso.

Vão tudo tomar no cú sua cambada de cavalo repetentes.

O negócio é que ele tem que ser arquivado, que ele não pode passar. Porque essa merda é pura e simplesmente inconstitucional. E se é inconstitucional, tem alguma coisa errada.

E se você não gosta ou não aceita o fato dele ser inconstitucional, tome no cú e rape daqui. Argentina é do lado, Chile não é longe, Morales é uma pedida.

Imagine um robô gigante. Eles são feito de metal e são gigantes, logo, são pesados, grandes, pesam toneladas. Se eles pisam em alguma coisa, provavelmente fodem legal a parada, certo?

A não ser que essa parada seja um robô gigante também, ai não vai fuder tanto.

O problema é que o projeto de lei não é um robô gigante, é um carinha random faceless e não creditado. Logo, ele está bem propenso a morrer.

O simples ato de passar e aprovar o projeto de lei é um robô gigante. Quando, se, ele passar, o robô gigante entra em ação e pisa em cima do carinha random faceless, que como já foi explicado, é o próprio projeto de lei.

Abaixo do carinha random há um monte de merda. Esse monte de merda é a constitucionalidade. Dentro do monte de merda há maggots, vermes, moscas, larvas. Nós somos esses.

Então, quando o robô gigante, que é a inconstitucionalidade, pisar em cima do projeto de lei, ele leva junto nós, merda, inconstitucionalidade, e ainda arromba legal com o chão.

Ele nos reduz à nada, e apesar de nós já estarmos bem fudidos, já que estamos dentro da merda, ainda assim ser reduzido à nada é bem ruim.

Mas porque o robô gigante é inconstitucional?

Por que ele é um ataque direto à princípios constitucionais que regem a nossa nação. É, alguma coisa ainda rege a nossa nação. Sério. É um pedaço de papel chamado Constituição Federal de 1988, que hora ou outra, é usada pra ajuntar a merda.

Um desses princípios é o da presunção da inocência. E, queiram ou não, trânsito julgado com condenação em primeiro grau ainda vale a presunção da inocência.

Como assim? Transito julgado? Primeiro Grau? Presunção da inocência em trânsito julgado em primeiro grau ainda que já julgado?

Trânsito em julgado, condenação em primeiro grau, e ainda valendo a presunção da inocência pode facilmente simplificado com: Terminou o primeiro tempo e você tá perdendo de um a zero.


Ainda tem o segundo. E pode acontecer coisa pra caralho no segundo tempo. Jogos se ganham no segundo tempo, campeonatos se decidem, Copas do Mundo se decidem no Segundo Tempo. As vezes nos segundos finais. Batalhas de robôs gigantes se decidem nos segundos finais também.

O que fode é que esse projeto de lei abre a possibilidade de terminar o jogo no primeiro tempo. E nós, brasileiros, nação do futebol, sabemos que jogos não terminam no primeiro tempo.

Eu lembro de uma vez que o Vasco entrou no segundo tempo perdendo de três para o Palmeiras e nos últimos 30 minutos de jogo fez quatro gols. Virou e ganhou.

A gente sabe que isso acontece, por mais que evite pensar que um político pode dominar o jogo, driblar, fazer dois e virar o jogo, porque nós já partimos da presunção que eles estão sempre errados, que estão sempre roubando.

É, acontece. E acontece na maioria das vezes. Mas não é sempre. E nem é esse o problema. O que fode, de novo, mais uma vez, é que se um projeto de lei faz você pisar em cima da presunção da inocência de POLÍTICOS, OS SERES DO UNIVERSO COM MAIS CHANCES DE NÃO SE FUDER NO CARALHO DE UM PROCESSO JUDICIAL, imagina o que aconteceria com o resto de nós, com o brasileiro médio?

Essa porra pode iniciar um fascismo do caralho, ainda que aos poucos, à passos módicos e baianos. Jogar no lixo a presunção da inocência de uma pessoa é o segundo passo para um regime totalitário da porra. O primeiro é acabar com a liberdade de expressão. Freedom of Speech. Free Will.

Se você manda um político se fuder, se a justiça manda um político se fuder e ignora os direitos deles, caralho, não quero nem ver o que aconteceria com os manos que roubam pão e margarina.

Imagine um regime totlitário fascista do caralho de um robô gigante.

É exagero, eu sei. Mas é uma possibilidade. Eu não quero isso.

O outro ponto que me preocupa é que esse robo gigante impediria que a putada toda que tem problemas com a justiça possa se candidatar.

Ou seja, uma galera.

É, de certa forma, um /renew na política nacional. E essa é uma das principais bandeiras da parada. E eu concordo que isso é legal, sério. Uma renovação geral. O problema é que se isso acontecer, deve ser planejado. Mas por quais motivos isso deve ser pensado e planejado? Dou-lhes apenas um, de tantos motivos:

O que acontece se essa galera fica impedida de se candidatar? Quem vai ocupar o seu lugar? Quem, na sociedade brasileira, são hierarquicamente os entes mais importantes na formação do caráter e manutenção da liberdade de brasilidade dos brasileiros?

Os artistas.

Sacou porque essa merda é inconstitucional? Sacou o meu medo?

sábado, 3 de abril de 2010

Uma mensagem de páscoa

Dilema

Hey its me JOÃO SEM AMOR PRÓPRIO. I'm emailing you because I think our friendship got kind of weird after awhile. I think you might have been getting the wrong vibe from me tho because some times my friendliness gets misconstrued as flirting. I'm sorry if I started to sound creepy I didn't mean to come off like that. I wanted to see if we could start over. your a really cool person and I would really like to be friends with you. If not I understand where your coming from. Anyway I hope to hear from you soon....

Eu estava prestes a abrir o email que contem as informações preciosas do meu horóscopo diário personalizado quando resolvi reabrir o email que o João (aquele lá do outro post) me mandou. O email é tão patético e a situação é tão absurda que eu não sei o que responder, por isso me dirijo a vocês, caros amigos, pessoas tão cheias de compaixão pelo próximo e idéias bizarramente geniais. Bolei, sozinha algumas possíveis respostas para o email de João. Opinem, discorram e postem suas próprias respostas a esse adorável email.

OPÇÃO 1:
Querido,
Se aquele é o seu jeito de ser amigo das pessoas, faça um favor a sociedade e se mate, porque você é muito motherfucking twisted. Não quero ser sua amiga, por favor não incomode.
Beijinhos.

OPÇÃO 2:
Querido,
Morra.
Beijinhos.

OPÇÃO 3:
Querido,
Eu me afastei de você porque, quando dei por mim, estava perdidamente apaixonada. Seu cabelinho raspado em degradê, seu IMC > 50, sua corpulência, suas roupas de mano e sua cara de imigrante ilegal me conquistaram de uma maneira que não poderia suportar a dor de te abandonar. Provar seu beijo e voltar para o Brasil, sabendo que jamais te veria novamente... prefiro a morte. Fiz o que fiz para me poupar, peço milhões de desculpas pelo meu egoísmo. Me pedoe, meu amor, me perdoe.
Beijinhos.

REFLITÃO e opinem. Beijinhos.